{"id":4500,"date":"2014-02-07T08:52:12","date_gmt":"2014-02-07T11:52:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=4500"},"modified":"2014-02-12T08:57:03","modified_gmt":"2014-02-12T11:57:03","slug":"revolucao-nacional-ou-continental-o-partido-comunista-do-brasil-sob-o-impacto-da-revolucao-cubana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=4500","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o nacional ou continental? O Partido Comunista do Brasil sob o impacto da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/rodavivaChicoBuarque.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4502\" title=\"rodavivaChicoBuarque\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/rodavivaChicoBuarque.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/rodavivaChicoBuarque.jpg 330w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/rodavivaChicoBuarque-210x300.jpg 210w\" sizes=\"auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a>Patricia Sposito Mechi*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Izquiera: Chico Buarque en Roda Viva 1967.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artigo objetiva discutir uma das recep\u00e7\u00f5es da Cuba revolucion\u00e1ria pela esquerda brasileira, focando o estudo das concep\u00e7\u00f5es formuladas pelo Partido Comunista do Brasil na d\u00e9cada de 60 em torno do debate sobre o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. Elegeu-se como principais fontes de an\u00e1lises a \u201cDeclara\u00e7\u00e3o do Congresso da Organiza\u00e7\u00e3o Latino-Americana de Solidariedade\u201d (OLAS), realizado em Havana no ano de 1967 <!--more-->e \u201cAlguns Problemas Ideol\u00f3gicos na Am\u00e9rica Latina\u201d, publicado em 1968 pelo PC do B em resposta \u00e0 declara\u00e7\u00e3o da OLAS. O fio condutor da an\u00e1lise \u00e9 a confronta\u00e7\u00e3o dos significados assumidos pelos conceitos que organizam a tem\u00e1tica da revolu\u00e7\u00e3o no documento da OLAS e na resposta dada pelo PC do B, em que temas como o inimigo a se combater; o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o; os m\u00e9todos de luta; o papel do partido de vanguarda da classe oper\u00e1ria; e o car\u00e1ter nacional ou continental da revolu\u00e7\u00e3o ganham relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">* * *<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abstract:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">The article discusses one of the receptions of revolutionary Cuba by Brazilian left, focusing on the study of concepts formulated by the Communist Party of Brazil in the 60s around the debate about the character of the revolution in Latin America. Was elected as main sources of analysis the \u00abDeclaration of the Congress of the Organization of Latin American Solidarity\u00bb (OLAS), held in Havana in 1967, \u00abSome Ideological Problems in Latin America,\u00bb published in 1968 by PC B response to the declaration of OLAS. The common thread of analysis is the comparison of the meanings given by the concepts that organize the theme of revolution in the OLAS document and the answer given by the PC do B, where topics like the enemy to fight, the character of revolution; methods struggle, the role of the vanguard party of the working class, and national or continental character of the revolution gain relevance.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Keywords: Communist Party of Brazil. Cuban Revolution. Socialism.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>* * *<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 60 o mundo conheceu vigorosos movimentos de contesta\u00e7\u00e3o que culminaram na explos\u00e3o revolucion\u00e1ria de 1968.\u00a0 Atores sociais diversos \u2013 trabalhadores, estudantes, homossexuais, negros, feministas, militantes de diversas causas \u2013 tomaram as ruas em in\u00fameras partes do mundo apresentando suas demandas e seus sonhos. Slogans como \u201cSeja realista, exija o imposs\u00edvel\u201d, estampado numa parede de Paris evocava o sentido dessas manifesta\u00e7\u00f5es: lutava-se contra o capitalismo, contra o autoritarismo e contra a \u201ccaretice\u201d. Eram variadas as express\u00f5es contra um mundo visto como velho, ultrapassado, injusto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inspira\u00e7\u00f5es n\u00e3o faltavam aos que contestavam e reivindicavam. Entre elas a revolu\u00e7\u00e3o cubana certamente ocupou um lugar privilegiado. Sobre ela uma das afirma\u00e7\u00f5es que mais ganhou destaque foi a de que um punhado de revolucion\u00e1rios \u2013 o m\u00edtico \u201cChe\u201d, Fidel e Cienfuegos \u00e0 frente, teriam feito a revolu\u00e7\u00e3o na pequena ilha, munidos apenas da \u201cvontade revolucion\u00e1ria\u201d dos justos ideais que carregavam. O numeroso campesinato cubano que participou ativamente do processo revolucion\u00e1rio era esquecido quando se tratava de abordar a ilha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Abajo:\u00a0Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/JoseCelso-Martinez-Correa-ze.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4508 alignleft\" title=\"JoseCelso Martinez Correa -ze\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/JoseCelso-Martinez-Correa-ze.jpg\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"212\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o ano de 1968 come\u00e7ou com a estreia da pe\u00e7a teatral Roda Viva, de Chico Buarque, dirigida por Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa; alguns meses depois os integrantes da pe\u00e7a foram espancados pelo Comando de Ca\u00e7a aos Comunistas. O ano tamb\u00e9m foi marcado por grande efervesc\u00eancia do movimento estudantil e pela irrup\u00e7\u00e3o das greves oper\u00e1rias de Osasco e Contagem. O desfecho tr\u00e1gico de 1968 foi a decreta\u00e7\u00e3o do Ato-Institucional n\u00ba 5, fechando os poucos canais democr\u00e1ticos ainda abertos durante a ditadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio a manifesta\u00e7\u00f5es populares e debates acalorados, discutia-se a revolu\u00e7\u00e3o cubana. Seu impacto sobre a esquerda brasileira vinha do in\u00edcio da d\u00e9cada, e levava muitos militantes a consider\u00e1-la uma experi\u00eancia a ser levada a s\u00e9rio.\u00a0 A esquerda a recebeu efusivamente; dentre as organiza\u00e7\u00f5es, o Partido Comunista do Brasil (PC do B) publicava textos nas p\u00e1ginas de seu peri\u00f3dico <em>A Classe Oper\u00e1ria<\/em>, defendendo Cuba, seus revolucion\u00e1rios e sua revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O entusiasmo inicial evoluiu ao longo da d\u00e9cada para uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica desse partido em rela\u00e7\u00e3o a Cuba e seu processo revolucion\u00e1rio. Tanto um como outro definiram nos anos 60 seus perfis: o PC do B, fundado em 1962 passou os anos seguintes tra\u00e7ando qual caminho revolucion\u00e1rio percorrer, enquanto a revolu\u00e7\u00e3o cubana definia seu car\u00e1ter socialista, discutia a perspectiva de uma revolu\u00e7\u00e3o continental e o apoio aos movimentos revolucion\u00e1rios do chamado terceiro mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este artigo pretende recuperar alguns aspectos do itiner\u00e1rio te\u00f3rico do PC do B no per\u00edodo, indicando o distanciamento que foi se construindo no interior da agremia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cubana. Ao faz\u00ea-lo, objetiva-se evidenciar as dificuldades de setores da esquerda brasileira de superarem o dogmatismo estalinista e contribuir para a cr\u00edtica sobre as experi\u00eancias de luta contra a ditadura brasileira (1964-1985).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De maneira direta ou indireta, formal ou informalmente, as experi\u00eancias revolucion\u00e1rias internacionais estiveram no centro das preocupa\u00e7\u00f5es dos comunistas brasileiros. Al\u00e9m do socialismo sovi\u00e9tico e chin\u00eas, o socialismo cubano animou a milit\u00e2ncia em suas mais variadas organiza\u00e7\u00f5es. Apesar das recep\u00e7\u00f5es a Cuba revolucion\u00e1ria n\u00e3o terem sido uniformes, cristalizou-se uma vers\u00e3o a respeito de seu processo revolucion\u00e1rio que contribuiu para aprofundar voluntarismo das esquerdas brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o mencionada trazia ao primeiro plano as quest\u00f5es subjetivas da revolu\u00e7\u00e3o (organiza\u00e7\u00e3o, consci\u00eancia, disposi\u00e7\u00e3o para a luta), em detrimento das quest\u00f5es objetivas (armamento, superioridade t\u00e9cnica do inimigo). E trazia explicitamente a ideia de que, tendo compreendido o movimento da hist\u00f3ria e portadores de uma superioridade moral, os guerrilheiros da Sierra Maestra puderam realizar uma revolu\u00e7\u00e3o numa pequena ilha, com um n\u00famero reduzido de combatentes, enfrentando a maior pot\u00eancia b\u00e9lica, militar e econ\u00f4mica do mundo. Da\u00ed o refor\u00e7o na cren\u00e7a, j\u00e1 presente no seio da esquerda, na vanguarda revolucion\u00e1ria, na teoria do foco guerrilheiro e na inevitabilidade da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta leitura da revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se sustenta frente a an\u00e1lise mais profunda da experi\u00eancia cubana. Florestan Fernandes indicava, em fins dos anos 70, que falava-se da guerrilha como se ela tivesse sido um \u201cabre-te s\u00e9samo\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn1\">[1]<\/a> Sader, por sua vez, pontua que o apoio massivo da popula\u00e7\u00e3o foi decisivo para o desenvolvimento da revolu\u00e7\u00e3o. O autor afirma ainda que Sader, que Guevara, analisando a experi\u00eancia revolucion\u00e1ria de Cuba, debru\u00e7a-se apenas sobre aquilo que conhece, que \u00e9 a campanha militar na Sierra Maestra e que, portanto, \u201cseria natural que a fus\u00e3o entre o n\u00facleo guerrilheiro e as massas do pa\u00eds tenham aparecido desligada de toda a realidade hist\u00f3rica anterior que a preparou\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o que exaltava o papel da vanguarda, a figura m\u00edtica de Che Guevara, o sucesso do foquismo, a necessidade da exporta\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses do mundo e a subjetividade revolucion\u00e1ria se sobrepondo \u00e0s quest\u00f5es objetivas, foi a mais influente entre as esquerdas brasileiras e de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina durante os anos 60 e 70.\u00a0 A ideia da realiza\u00e7\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o numa pequena ilha, pr\u00f3xima \u00e0 maior pot\u00eancia capitalista mundial por uns poucos militantes, era certamente animadora e abria horizontes para a milit\u00e2ncia de esquerda, obrigando partidos e organiza\u00e7\u00f5es a refletir sobre essa experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A for\u00e7a dessa vers\u00e3o no Brasil pode ser compreendida a partir de dois aspectos. O primeiro, refere-se \u00e0 escassa produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e cient\u00edfica sobre o processo revolucion\u00e1rio cubano, como demonstrou Wasserman em seu estudo sobre a recep\u00e7\u00e3o brasileira \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cubana<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn3\">[3]<\/a>. O segundo, refere-se ao perfil das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda no pa\u00eds a partir do golpe civil-militar de 1964 e mais acentuadamente com a decreta\u00e7\u00e3o do Ato-Institucional n\u00ba 5, que ampliou sobremaneira os poderes da ditadura instalada quatro anos antes. Trata-se de uma milit\u00e2ncia em grande parte muito jovem e oriunda do movimento estudantil, que se engajou na luta contra a ditadura (de forma armada ou n\u00e3o) ao mesmo tempo em que crescia exponencialmente a repress\u00e3o do Estado aos trabalhadores do campo e da cidade e suas organiza\u00e7\u00f5es, e simultaneamente aumentava a repress\u00e3o contra qualquer forma de oposi\u00e7\u00e3o. No Brasil n\u00e3o foi poss\u00edvel durante longos anos, que ocorressem manifesta\u00e7\u00f5es de massa e, quando elas voltaram a ocorrer, em 1968, baixou-se o Ato 5. Dessa forma a oposi\u00e7\u00e3o radical \u00e0 ditadura, perseguida e eliminada sistematicamente pela ditadura encontrava-se cada vez mais isolada das massas. Nessa milit\u00e2ncia as concep\u00e7\u00f5es vanguardistas ganhavam for\u00e7a e serviam para alimentar sua continuidade na luta contra a ditadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi no interior desse contexto que o PC do B se posicionou frente \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cubana. Fundado a partir de uma cis\u00e3o com o PCB (Partido Comunista Brasileiro) quando este \u00faltimo, sob o impacto da revela\u00e7\u00e3o dos crimes de Stalin pelo XX Congresso do Partido Comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica \u2013 PCUS, prop\u00f4s modifica\u00e7\u00f5es importantes em suas estrat\u00e9gias e t\u00e1ticas revolucion\u00e1rias. O PC do B, acusando o PCB de revisionista, preservou a influ\u00eancia estalinista em sua organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cubana, o partido a tratou inicialmente com simpatia. Em seus documentos do ano 1962 encontramos algumas passagens referentes \u00e0 solidariedade e a defesa da revolu\u00e7\u00e3o cubana, ou afirma\u00e7\u00f5es elogiosas por ser Cuba o \u00fanico pa\u00eds na Am\u00e9rica Latina livre do imperialismo. Encontramos tamb\u00e9m aqueles que podem ser identificados como ind\u00edcios de uma leitura do acerto da revolu\u00e7\u00e3o cubana:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">\u201cCuba \u00e9 um exemplo de como um povo oprimido, mas decidido a vencer, pode bater seus algozes e construir uma nova vida\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de refer\u00eancias como essa n\u00e3o h\u00e1 aprofundamento nas discuss\u00f5es a respeito de seu car\u00e1ter, suas t\u00e1ticas ou estrat\u00e9gias. Apenas em 1968 o partido apresenta uma reflex\u00e3o bem acabada sobre o tema, fruto dos estudos elaborados ao longo da d\u00e9cada. Nesse ano, a agremia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, que vinha construindo respostas pontuais para os temas trazidos pela revolu\u00e7\u00e3o cubana sintetiza suas posi\u00e7\u00f5es no texto\u201cAlguns problemas ideol\u00f3gicos da revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina\u201d.<em> <\/em>O texto era uma resposta \u00e0 \u201cDeclara\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Latino-Americana de Solidariedade (OLAS)\u201d, produzida em 1967 por ocasi\u00e3o de seu \u00fanico congresso, que teve lugar em Havana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1968, tendo acumulado uma s\u00e9rie de reflex\u00f5es sobre a revolu\u00e7\u00e3o brasileira e, portanto, tendo clarificado o caminho revolucion\u00e1rio a seguir, o PC do B p\u00f4de responder \u00e0 teoria revolucion\u00e1ria corporificada no castro-guevarismo e difundida pela OLAS. A resposta se organizava em torno dos seguintes temas: o inimigo a se combater; o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o; os m\u00e9todos de luta; o papel do partido de vanguarda da classe oper\u00e1ria; e o car\u00e1ter nacional ou continental da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro dos temas, diz respeito ao inimigo a se combater e o imperialismo, em sua alian\u00e7a com a oligarquia, aparece como principal em ambos os documentos. O que difere s\u00e3o as an\u00e1lises a respeito das possibilidades de uma composi\u00e7\u00e3o que inclu\u00edsse setores da burguesia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o documento da OLAS n\u00e3o distingue nenhum setor que possa vir a ser revolucion\u00e1rio o PC do B aposta na exist\u00eancia de uma burguesia nacional que tivesse interesses antag\u00f4nicos ao imperialismo e, para dar autoridade a essa argumenta\u00e7\u00e3o, uma fala de Che Guevara \u00e9 destacada: \u00a0(&#8230;) n\u00e3o acreditamos que possa se considerar excepcional o fato de que a burguesia, ou pelo menos uma boa parte dela, se tenha mostrado favor\u00e1vel \u00e0 guerra revolucion\u00e1ria contra a tirania.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn5\">[5]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa fala de Guevara \u00e9 utilizada para argumentar que Cuba, naquele momento a lideran\u00e7a latino-americana a propor uma revolu\u00e7\u00e3o socialista, tivera uma \u201cetapa democr\u00e1tico-burguesa bem marcante\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A afirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia desta etapa pode ser identificada em Cuba muito mais como um conte\u00fado te\u00f3rico, que n\u00e3o subsiste \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o movimento liderado por Fidel Castro se realiza para p\u00f4r em pr\u00e1tica o programa de Moncada, enunciado em seu texto <em>A hist\u00f3ria me absolver\u00e1<\/em>, de orienta\u00e7\u00e3o nacional, democr\u00e1tica e popular. Sader lembra que na constitui\u00e7\u00e3o do novo poder, a unidade de diversos setores populares provocava, ao mesmo tempo, uma,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Diferencia\u00e7\u00e3o social cada vez mais aberta entre a revolu\u00e7\u00e3o e a contra revolu\u00e7\u00e3o. Nessa din\u00e2mica, a burguesia cubana e tamb\u00e9m uma parte consider\u00e1vel da classe m\u00e9dia foram se opondo ao processo revolucion\u00e1rio com o apoio ativo do governo norte-americano em cujo territ\u00f3rio operavam abertamente as organiza\u00e7\u00f5es contrarrevolucion\u00e1rias.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn7\">[7]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor enfatiza que a polariza\u00e7\u00e3o revolu\u00e7\u00e3o\/contrarrevolu\u00e7\u00e3o se apresentava como uma oposi\u00e7\u00e3o entre na\u00e7\u00e3o\/imperialismo e era a express\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o entre burguesia e proletariado. Seguindo o curso dessa argumenta\u00e7\u00e3o podemos afirmar que nas condi\u00e7\u00f5es concretas em que se desenvolveu a revolu\u00e7\u00e3o cubana, a inviabilidade de uma etapa democr\u00e1tico burguesa e a participa\u00e7\u00e3o da burguesia se devia ao curso dos acontecimentos e n\u00e3o que essa alian\u00e7a n\u00e3o fosse desejada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que tornou a experi\u00eancia cubana singular foram as sa\u00eddas criativas, desprendendo-se da rigidez do marxismo-leninismo, para responder aos problemas e \u00e0s demandas da revolu\u00e7\u00e3o. Sader aponta, nesse sentido, dois elementos que iam sendo redescobertos e recriados pela pr\u00e1tica revolucion\u00e1ria: \u201co car\u00e1ter popular da luta democr\u00e1tica, que se choca com o Estado burgu\u00eas, requerendo uma solu\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, e o da alian\u00e7a oper\u00e1rio-camponesa como eixo das for\u00e7as sociais democraticamente consequentes\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn8\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma diferente avalia\u00e7\u00e3o do papel das burguesias levou a concep\u00e7\u00f5es de inimigos a combater diferenciadas: para a OLAS n\u00e3o h\u00e1 um antagonismo entre os interesses imperialistas e as burguesias nacionais, por serem estas \u00faltimas portadoras de uma debilidade estrutural. Elas seriam t\u00e3o incapazes, que sequer a contradi\u00e7\u00e3o entre os interesses nacionais e imperialistas se desenvolveria. Avaliando que o capitalismo latino-americano teve o seu desenvolvimento entravado pelo surgimento dos Estados Unidos como pot\u00eancia imperialista e que as burguesias do continente padeciam de uma \u201cfraqueza org\u00e2nica\u201d, para a OLAS \u201cseria absurdo supor que, em tais condi\u00e7\u00f5es, a chamada burguesia latino americana pudesse desenvolver uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica independente da oligarquia e do imperialismo, em defesa dos interesses e aspira\u00e7\u00f5es da na\u00e7\u00e3o\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn9\">[9]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o PC do B postulava que ter\u00edamos uma burguesia d\u00e9bil, incapaz de conduzir um processo revolucion\u00e1rio. Todavia, como a etapa nacional-democr\u00e1tica da revolu\u00e7\u00e3o seria uma etapa historicamente necess\u00e1ria, considerava um erro alijar a burguesia, posto que seus setores nacionais seriam os grandes benefici\u00e1rios do processo revolucion\u00e1rio e, portanto, manifestariam interesse na alian\u00e7a com o proletariado. Consolidada essa etapa seria poss\u00edvel a cria\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es objetivas e subjetivas para o socialismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o a respeito da revolu\u00e7\u00e3o cubana permite compreender a difus\u00e3o pela OLAS, sobre a inexist\u00eancia de um papel \u00e0 burguesia e a impossibilidade da realiza\u00e7\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o de talhe democr\u00e1tico-burgu\u00eas. Novamente a argumenta\u00e7\u00e3o a respeito da incapacidade das burguesias latino-americanas se manifesta. N\u00e3o tendo condi\u00e7\u00f5es de realizar aquelas que seriam as necessidades para o fortalecimento do capitalismo aut\u00f4nomo e considerando a burguesia, em bloco, como aliada do imperialismo a OLAS prop\u00f5e, ent\u00e3o, uma revolu\u00e7\u00e3o socialista, sem passar pela etapa democr\u00e1tico-burguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Postular uma revolu\u00e7\u00e3o socialista seria, na vis\u00e3o do PC do B, pernicioso pois ter o socialismo como objetivo da revolu\u00e7\u00e3o naquele momento \u201cseria entravar o avan\u00e7o do processo revolucion\u00e1rio,\u00a0 porque restringiria grandemente o campo de a\u00e7\u00e3o. Afirmavam que \u201c(&#8230;) nas atuais circunst\u00e2ncias o movimento \u00e9 essencialmente democr\u00e1tico\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn10\">[10]<\/a>. O tipo de revolu\u00e7\u00e3o pensada pelo partido permite afinar mais ainda o papel e o <em>lugar<\/em> da burguesia em sua alian\u00e7a com o operariado:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Ao apresentar as exig\u00eancias democr\u00e1ticas e anti-imperialistas, que uma vez satisfeitas atingem de morte aqueles inimigos, o proletariado pode aliar-se temporariamente com uma parte da burguesia, mesmo que vacilante, neutralizar outra e golpear apenas os setores burgueses ligados ao imperialismo<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um ponto de contato entre a avalia\u00e7\u00e3o presente nos dois textos que \u00e9 a presen\u00e7a de <em>restos feudais<\/em> na Am\u00e9rica. Latina. No Brasil, Caio Prado Jr. Combateu essa vis\u00e3o no interior do PCB, e pensava a partir do car\u00e1ter capitalistas das rela\u00e7\u00f5es de classe apontando, contudo, para a incompletude desse capitalismo. Conforme ressalta Virg\u00ednia Fontes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Prado Jr. combateu a tese da transplanta\u00e7\u00e3o do feudalismo para a col\u00f4nia, ressaltando a import\u00e2ncia da escravid\u00e3o, considerada, por\u00e9m, como uma modalidade de escravid\u00e3o capitalista, (&#8230;)Consequentemente, ao longo do s\u00e9culo XX, as dificuldades n\u00e3o residiriam na exist\u00eancia de restos feudais ou pr\u00e9-capitalistas, posto que o car\u00e1ter capitalista derivaria dos prim\u00f3rdios da coloniza\u00e7\u00e3o, mas adviriam de um capitalismo colonizado, incompleto<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar dos esfor\u00e7os de Caio Prado Jr. a tese do feudalismo permaneceu arraigada. Uma vis\u00e3o esquem\u00e1tica e etapista da hist\u00f3ria permitia ao partido pensar n\u00e3o ser poss\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o socialista porque n\u00e3o havia se processado na Am\u00e9rica Latina, em toda a sua inteireza, uma revolu\u00e7\u00e3o burguesa. Subsistia a tese do transplante da experi\u00eancia europeia que Prado Jr. combatera e que possibilitava a amplos setores da esquerda fazer a defesa da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico-burguesa, em nome da supera\u00e7\u00e3o dos <em>restos feudais<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o aspecto mais pol\u00eamico no curso do debate entre o PC do B e a revolu\u00e7\u00e3o cubana seja a respeito do m\u00e9todo de luta, porque as diferen\u00e7as s\u00e3o sutis e h\u00e1, em ambos os textos, um descompasso entre a teoria e a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o castro-guevarismo o m\u00e9todo de tomada do poder por excel\u00eancia \u00e9 uma guerra de guerrilhas iniciada no campo. Sua deflagra\u00e7\u00e3o \u00e9 conduzida pela vanguarda revolucion\u00e1ria, atrav\u00e9s da instala\u00e7\u00e3o de um foco guerrilheiro j\u00e1 que \u201c(&#8230;) a guerrilha \u2013 como embri\u00e3o dos ex\u00e9rcitos de liberta\u00e7\u00e3o \u2013 constitui o m\u00e9todo mais eficaz para iniciar e desenvolver a luta revolucion\u00e1ria na maioria dos pa\u00edses\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O PC do B, respondendo a isso, tem em comum o destaque dado ao campo na revolu\u00e7\u00e3o e a utiliza\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de guerrilha, mas criticava a teoria do foco. Na concep\u00e7\u00e3o do partido era necess\u00e1rio um intenso e prolongado trabalho de massas, de convencimento, de educa\u00e7\u00e3o popular e, a partir da\u00ed se comporia um ex\u00e9rcito popular revolucion\u00e1rio, inspirado na experi\u00eancia chinesa e que se estruturava a partir das concep\u00e7\u00f5es do maoismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elementos como esses permitiram ao partido pensar uma experi\u00eancia de luta social, com origem no campo, caso da Guerrilha do Araguaia. Pensar a quest\u00e3o do m\u00e9todo nessa experi\u00eancia do PC do B \u00e9 caminhar por um terreno pantanoso porque n\u00e3o existe uma produ\u00e7\u00e3o extensa sobre tema da guerrilha<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn14\">[14]<\/a>, a n\u00e3o ser aquela vinculada organicamente ao partido. O discurso do partido \u00e9 claro em apontar para a implementa\u00e7\u00e3o de uma Guerra Popular Prolongada, como j\u00e1 mencionamos mas, na pr\u00e1tica, como alerta Gorender:\u00a0 \u201cparadoxal era que a guerrilha, planejada para desfechar a guerra popular prolongada segundo o modelo maoista, reproduzisse, no essencial, a t\u00e1tica do foquismo castro-guevarista\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn15\">[15]<\/a>. O argumento de Gorender tamb\u00e9m \u00e9 corroborado por Ridenti<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn16\">[16]<\/a> estes autores postulam que, do ponto de vista da teoria, propunha-se uma guerra popular com ampla participa\u00e7\u00e3o de massas mas na pr\u00e1tica o que se desenvolveu no Araguaia era aquilo que o partido tanto criticara, um foco revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto importante \u00e9 a quest\u00e3o da condu\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o pelo partido. A proposta da OLAS era a de cria\u00e7\u00e3o de um organismo internacional e suprapartid\u00e1rio, que coordenasse os movimento revolucion\u00e1rios pela Am\u00e9rica Latina e seu papel seria o de viabilizar a constru\u00e7\u00e3o desse organismo. O PC do B apresentava uma concep\u00e7\u00e3o que insistia no papel central do partido com base na ideia de que ele \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o que deve conduzir a revolu\u00e7\u00e3o. Trata-se da ideia de que s\u00e3o os oper\u00e1rios mais capazes e mais avan\u00e7ados, organizados no partido, que tomam a dire\u00e7\u00e3o do processo. Inspirada no marxismo-leninismo, essa concep\u00e7\u00e3o de vanguarda revolucion\u00e1ria n\u00e3o era, como se sabe, exclusividade do PC do B sendo amplamente adotada pela esquerda brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um princ\u00edpio de fundo, inabal\u00e1vel na concep\u00e7\u00e3o do PC do B, como de diversos outros partidos e organiza\u00e7\u00f5es latino-americanos, quando questionado, provocava uma violenta rea\u00e7\u00e3o em que os detratores do partido eram acusados de revisionistas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">Tamb\u00e9m s\u00e3o nocivas \u201cteorias\u201d pretensamente marxistas do neotrotsquismo, ultraesquerdista em palavras e ultradireitistas na pr\u00e1tica. Por sua vez, o fidelismo, t\u00e3o em voga na Am\u00e9rica Latina, embora se proclame marxista-leninista, indica solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se\u00a0 coadunam com a realidade do Hemisf\u00e9rio e tenta rever os postulados b\u00e1sicos da doutrina fundada por Marx e Engels.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn17\">[17]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se est\u00e1 claramente posto que a OLAS prescindia da exist\u00eancia de um partido, \u00e9 igualmente clara a necessidade da presen\u00e7a de uma vanguarda revolucion\u00e1ria na condu\u00e7\u00e3o do processo. A recria\u00e7\u00e3o e reelabora\u00e7\u00e3o daqueles aspectos que eram considerados perniciosos no marxismo-leninismo n\u00e3o significavam o seu total abandono e a defesa da vanguarda como elemento fundamental na revolu\u00e7\u00e3o denota essa caracter\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, em rela\u00e7\u00e3o ao do car\u00e1ter nacional ou continental da revolu\u00e7\u00e3o, como desdobramento do que se apresentou anteriormente, a OLAS prop\u00f5e uma revolu\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter continental, enquanto o PC do B prop\u00f5e uma revolu\u00e7\u00e3o nacional. Para o partido, os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina apresentavam muitas similaridades, mas as diferen\u00e7as nacionais impediriam a proposta de uma revolu\u00e7\u00e3o continental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O PC do B argumentava que sendo uma revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tico-burguesa, seria imprescind\u00edvel a presen\u00e7a de uma burguesia nacional. Ainda que a burguesia n\u00e3o tivesse for\u00e7as para fazer a sua pr\u00f3pria revolu\u00e7\u00e3o, a revolu\u00e7\u00e3o seria para realizar aquelas que eram as tarefas de uma burguesia democr\u00e1tica e anti-imperialista e neste caso, o anti-imperialismo, s\u00f3 poderia ser a defesa intransigente do nacionalismo e realizada em um s\u00f3 pa\u00eds, como convinha \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o estalinista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra chave de an\u00e1lise para pensar o car\u00e1ter nacional da revolu\u00e7\u00e3o para o PC do B, \u00e9 verificar at\u00e9 que ponto a tradi\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria latinoamericana fazia algum sentido para o universo de refer\u00eancias do PC do B. A an\u00e1lise da documenta\u00e7\u00e3o sugere que n\u00e3o h\u00e1. O que parece fazer sentido para setores da esquerda latino-americana, que \u00e9 a ascend\u00eancia revolucion\u00e1ria exercida por Mart\u00ed ou por Bol\u00edvar, para o PC do B n\u00e3o est\u00e1 al\u00e9m do discurso de superf\u00edcie. O olhar do partido est\u00e1 na \u00c1sia, na Europa, na R\u00fassia, na China e na Alb\u00e2nia e n\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta da OLAS, \u00a0para o PC do B, de uma revolu\u00e7\u00e3o latino-americana, de car\u00e1ter continental, socialista, sem a condu\u00e7\u00e3o da vanguarda do partido da classe oper\u00e1ria, seria um desservi\u00e7o \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o se configuraria num novo tipo de revisionismo, t\u00e3o pernicioso quanto o revisionismo sovi\u00e9tico, porque conteria erros fundamentais e desvirtuariam o marxismo-leninismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, ent\u00e3o, seria restrita ao espa\u00e7o do Estado-na\u00e7\u00e3o, de car\u00e1ter democr\u00e1tico-burgu\u00eas, conduzida pelo partido de vanguarda da classe oper\u00e1ria e iniciada no campo. Posicionar-se frente ao debate induzido pela OLAS permitiu ao partido sintetizar a ess\u00eancia de sua proposta revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que sobressai da an\u00e1lise do debate sobre a revolu\u00e7\u00e3o a partir das quest\u00f5es e temas aqui levantados \u00e9 um arraigado dogmatismo estalinista presente no PC do B \u2013 que rompeu com o PCB quando este fazia uma cr\u00edtica e abandonava, ainda que de forma incompleta, o estalinismo. Mesmo vinculando-se posteriormente \u00e0 China e \u00e0 Alb\u00e2nia e mesclando estrat\u00e9gias de luta de guerrilha inspiradas no mao\u00edsmo, a grande refer\u00eancia interpretativa para realidade brasileira permaneceu sendo o Partido Comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica anterior \u00e0 1955, ou seja, anterior \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o dos crimes de Stalin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais interpreta\u00e7\u00f5es impediram qualquer v\u00ednculo entre esta agremia\u00e7\u00e3o e a revolu\u00e7\u00e3o cubana nos anos 60 e 70, diferente do que ocorreu com outras organiza\u00e7\u00f5es da esquerda no per\u00edodo como as Ligas Camponesas, o Grupo dos 11 de Leonel Brizola e a Alian\u00e7a Libertadora Nacional, ALN \u2013 esta \u00faltima enviando diversos militantes para treinar em Cuba no in\u00edcio dos anos 70. Mesmo dizimado pela ditadura durante a guerrilha do Araguaia e na chacina da Lapa<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_edn18\">[18]<\/a>, o PC do B manteve-se fiel \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es que desenvolveu ao longo da d\u00e9cada de 60, n\u00e3o realizando a necess\u00e1ria autocr\u00edtica Abandonou a perspectiva da luta armada no campo em fins dos anos 70 sem rever os erros e acertos de seus posicionamentos tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerrilha do Araguaia, quanto a outros temas, entre eles, sua interpreta\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o cubana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FERNANDES, Florestan<em>. Da Guerrilha ao Socialismo: a Revolu\u00e7\u00e3o cubana, Florestan Fernandes<\/em>, 1979, Cole\u00e7\u00e3o Assim Lutam os Povos, Editora Express\u00e3o Popular, 2007, p. 88.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FONTES, Virg\u00ednia. \u201cAutores cl\u00e1ssicos e quest\u00f5es cl\u00e1ssicas \u2013 o capitalismo no Brasil e Caio Prado Jr.\u201d. <em>Revista Espa\u00e7o Acad\u00eamico, <\/em>Maring\u00e1, n.\u00ba70, fevereiro de 2007. Dispon\u00edvel em: &lt;www.espacoacademico.com.br&gt; acessado em 22 de julho de 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GORENDER, Jacob. <em>Combate nas Trevas<\/em>. S\u00e3o Paulo, \u00c1tica, 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LOWY, Michel. <em>O Marxismo na Am\u00e9rica Latina: uma antologia de 1909 aos dias atuais<\/em>. S\u00e3o Paulo, Perseu Abramo, 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MECHI, Patricia S. <em>Protagonistas do Araguaia: representa\u00e7\u00f5es, trajet\u00f3rias e pr\u00e1ticas de camponeses, militantes e militares na guerrilha (tese de doutorado)<\/em>. Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Social da PUC-SP. S\u00e3o Paulo, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PARTIDO COMUNISTA do BRASIL. <em>Em Defesa dos Trabalhadores e do Povo Brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo, Anita Garibaldi, 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIDENTI, Marcelo, <em>O Fantasma da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/em> S\u00e3o Paulo, Editora da Unesp, 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SADER, Eder (org) <em>Che Guevara \u2013 Pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo, Express\u00e3o Popular, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SALES, Jean Rodrigues. \u201cO Partido Comunista do Brasil nos anos sessenta: estrutura\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d. <em>Cadernos AEL. Tempo de Ditadura<\/em>. Campinas, Arquivo Edgard Leuenroth\/IFCH\/Unicamp, v. 8, n. 14\/15, 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WASSERMAN, Cl\u00e1udia. \u201cHistoriografia sobre a revolu\u00e7\u00e3o cubana no Brasil\u201d.<em> Historia Caribe, n\u00ba. 12<\/em>, Barranquila (Col\u00f4mbia) 2007, pags. 57-76.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NOTAS<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* Professora de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Doutora em Hist\u00f3ria Social pela PUC-SP, pesquisadora do Centro de Estudos da Am\u00e9rica Latina da PUC-SP e l\u00edder do Centro de Estudos da Am\u00e9rica Latina \u2013 Tocantins. \u00a0Atua principalmente nos seguintes temas: ditadura civil-militar brasileira, lutas sociais no Brasil e na Am\u00e9rica Latina no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[1] FERNANDES, Florestan<em>. Da Guerrilha ao Socialismo: a Revolu\u00e7\u00e3o cubana, Florestan Fernandes<\/em>. S\u00e3o Paulo, Cole\u00e7\u00e3o Assim Lutam os Povos, Editora Express\u00e3o Popular, 2007, p. 88.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref2\">[2]<\/a> SADER, Eder (org) <em>Che Guevara \u2013 Pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo, Express\u00e3o Popular, 2004, p. 23.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h1><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref3\"><\/a><\/h1>\n<p><strong>[3]<\/strong>WASSERMAN, Cl\u00e1udia. \u201cHistoriografia sobre a revolu\u00e7\u00e3o cubana no Brasil\u201d.<em> Historia Caribe, n\u00ba. 12<\/em>, Barranquilla (Col\u00f4mbia), \u00a02007, pags. 57-76.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref4\"><\/a><\/p>\n<p>[4] PARTIDO COMUNISTA do BRASIL. \u201cManifesto-programa\u201d. <em>In: Em Defesa dos Trabalhadores e do Povo Brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo, Anita Garibaldi, 2000, p. 41.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref5\"><\/a><\/p>\n<p>[5] PARTIDO COMUNISTA do BRASIL. \u201cAlguns Problemas Ideol\u00f3gicos da Revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina\u201d. <em>In: Em Defesa dos Trabalhadores e do Povo Brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo, Anita Garibaldi, 2000, p. 125.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref6\"><\/a><\/p>\n<p>[6]Ibidem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[6] SALES, Jean Rodrigues. \u201cO Partido Comunista do Brasil nos anos sessenta: estrutura\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d. <em>Cadernos AEL. Tempo de Ditadura<\/em>. Campinas, Arquivo Edgard Leuenroth IFCH\/ Unicamp, vol. 8, n\u00ba 14\/15, 2001.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref7\"><\/a><\/p>\n<p>[7] SADER, E (org) <em>Che Guevara \u2013 Pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo, Express\u00e3o Popular, 2004, p. 25-26.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref8\"><\/a><\/p>\n<p>[8] PARTIDO COMUNISTA do BRASIL. \u201cAlguns Problemas Ideol\u00f3gicos da Revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica LatIna\u201d <em>In: Em Defesa dos Trabalhadores e do Povo Brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo, Anita Garibaldi, 2000, p. 124-125.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref9\"><\/a><\/p>\n<p>[9] LOWY, Michel. \u201cA declara\u00e7\u00e3o da OLAS\u201d In: <em>O Marxismo na Am\u00e9rica Latina: uma antologia de 1909 aos dias atuais<\/em>. S\u00e3o Paul,: Perseu Abramo, 1999, p. 306.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref10\"><\/a><\/p>\n<p>[10] PARTIDO COMUNISTA do BRASIL. \u201cAlguns Problemas Ideol\u00f3gicos da Revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina\u201d <em>In: Em Defesa dos Trabalhadores e do Povo Brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo, Anita Garibaldi, 2000, p. 125.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref11\"><\/a><\/p>\n<p>[11]Ibidem, p. 124.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref12\"><\/a><\/p>\n<p>[12] FONTES, Virg\u00ednia. \u201cAutores cl\u00e1ssicos e quest\u00f5es cl\u00e1ssicas \u2013 o capitalismo no Brasil e Caio Prado Jr.\u201d<\/p>\n<p><em>Revista Espa\u00e7o Acad\u00eamico<\/em>. Maring\u00e1, fevereiro de 2007, n.\u00ba 70. dispon\u00edvel em: &lt;www.espacoacademico.com.br&gt; acessado em 22 de julho de 2008.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref13\"><\/a><\/p>\n<p>[13] LOWY, Michel. \u201cA declara\u00e7\u00e3o da OLAS\u201d In: <em>O Marxismo na Am\u00e9rica Latina: uma antologia de 1909 aos dias atuais<\/em>. S\u00e3o Paulo: Perseu Abramo, 1999, p. 313.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref14\">[14]<\/a> Exemplo de um estudo n\u00e3o vinculado ao PC do B pode ser encontrado em MECHI, Patricia S. Protagonistas do Araguaia: representa\u00e7\u00f5es, trajet\u00f3rias e pr\u00e1ticas de camponeses, militantes e militares na guerrilha (tese de doutorado). Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Social da PUC-SP. S\u00e3o Paulo, 2012.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref15\">[15]<\/a> GORENDER, Jacob.<em> Combate nas Trevas<\/em>. S\u00e3o Paulo, \u00c1tica, 1990, 4.\u00aa ed, p.76.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref16\">[16]<\/a> RIDENTI, Marcelo, <em>O Fantasma da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira<\/em>. S\u00e3o Paulo, Editora da Unesp, 1993, p. 231.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref17\"><\/a><\/p>\n<p>[17] PARTIDO COMUNISTA do BRASIL. \u201cAlguns Problemas Ideol\u00f3gicos da Revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina\u201d.\u00a0 <em>In: Em Defesa dos Trabalhadores e do Povo Brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo, Anita Garibaldi, 2000, p. 116.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2014\/Nro%209\/Artigo%20PC%20do%20B%20e%20rev.%20cubana%20Corregido.docx#_ednref18\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>[18] Em 1976, no bairro paulistano da Lapa, parte das lideran\u00e7as do PC do B foram assassinadas pela equipe do delegado S\u00e9rgio Paranhos Felury. Cf. POMAR, Pedro E. da Rocha<strong>.<\/strong> Massacre na Lapa &#8211; Como o Ex\u00e9rcito Liquidou o Comit\u00ea Central do PCdoB (S\u00e3o Paulo, 1976). S\u00e3o Paulo, Perseu Abramo,2006.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ariadna Tucma Revista Latinoamericana. N\u00ba 9. Marzo 2014 \u2013 Febrero 2015. Volumen I<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Publicado por \u00a9www.ariadnatucma.com.ar<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contacto: info@ariadnatucma.com.ar<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>INDICE (<a title=\"VER\" href=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=4068\" target=\"_blank\">VER<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Patricia Sposito Mechi* &nbsp; Izquiera: Chico Buarque en Roda Viva 1967. O artigo objetiva discutir uma das recep\u00e7\u00f5es da Cuba revolucion\u00e1ria pela esquerda brasileira, focando o estudo das concep\u00e7\u00f5es formuladas pelo Partido Comunista do Brasil na d\u00e9cada de 60 em torno do debate sobre o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. Elegeu-se como principais fontes &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=4500\" class=\"more-link\">Seguir leyendo<span class=\"screen-reader-text\"> \u00abRevolu\u00e7\u00e3o nacional ou continental? O Partido Comunista do Brasil sob o impacto da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana\u00bb<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,3],"tags":[371,372,25],"class_list":["post-4500","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencias-sociales","category-historia","tag-partido-comunista-de-brasil","tag-revolucion-cubana","tag-socialismo","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/74"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4500"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4633,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4500\/revisions\/4633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}