{"id":2919,"date":"2012-06-15T20:47:28","date_gmt":"2012-06-15T23:47:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=2919"},"modified":"2012-08-03T19:25:49","modified_gmt":"2012-08-03T22:25:49","slug":"a-primeira-guerra-do-paraguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=2919","title":{"rendered":"A primeira guerra do Paraguai"},"content":{"rendered":"<p><strong> <\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o naval imperial ao Paraguai de 1854-5*<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Fabiano Barcellos Teixeira**<strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2947\" title=\"Texeira 05-Navios\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-05-Navios.jpg\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-05-Navios.jpg 995w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-05-Navios-300x284.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es Iniciais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estruturamos o artigo com base na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, de mesmo t\u00edtulo, com defesa prevista para mar\u00e7o de 2012, que possivelmente ser\u00e1 publicada. Analisamos um singular conflito existente entre os governos do imp\u00e9rio do Brasil e da rep\u00fablica do Paraguai, em 1853-5, que podem ter importante rela\u00e7\u00e3o com a grande guerra explodida na d\u00e9cada seguinte.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a [Argentina, Brasil e Uruguai] contra o Paraguai, ocorrida de 1864 a 1870, tragicamente exp\u00f4s os interesses contradit\u00f3rios de setores dominantes do imp\u00e9rio brasileiro aliado a Argentina mitrista contra o governo paraguaio aliado ao governo blanco do Uruguai. Apesar de cada na\u00e7\u00e3o possuir uma forma\u00e7\u00e3o social diversa, a referida guerra jamais foi determinada por contradi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas dos povos latinoamericanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O referido conflito teve momento privilegiado com a forma\u00e7\u00e3o da <em>fara\u00f4nica<\/em> opera\u00e7\u00e3o naval enviada pelo imp\u00e9rio do Brasil ao Paraguai, em 1854-5, sob a condescend\u00eancia Argentina e uruguaia. A expedi\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 quase uma desconhecida, tamb\u00e9m abordaremos as propositais raz\u00f5es desse esquecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A forma\u00e7\u00e3o dos Estados nacionais platinos: o Imp\u00e9rio fortalecido e agressivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 1850-5, o imp\u00e9rio do Brasil\u00a0praticou uma pol\u00edtica agressiva sobre os pa\u00edses platinos, exposta em a\u00e7\u00f5es militares no Uruguai, na Argentina e posteriormente no Paraguai. Tais a\u00e7\u00f5es militares ocorreram, sobretudo a partir do fortalecimento econ\u00f4mico do Imp\u00e9rio, fruto das rendas provenientes do caf\u00e9, da sua tentativa de se tornar a maior lideran\u00e7a na Am\u00e9rica do Sul e das divis\u00f5es intestinas que enfraqueceram Uruguai e Argentina.[1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 1810-30, com o desenvolvimento dos Estados nacionais sul-americanos, teve in\u00edcio uma incessante disputa pela hegemonia no cone sul entre a coroa luso-brasileira, representante dos latifundi\u00e1rios escravista, e a Argentina portenha, livre cambista. Antiga sede do governo espanhol no Vice Reinado\u00a0e principal porto hisp\u00e2nico no Prata, Buenos Aires\u00a0buscou se impor diante das demais regi\u00f5es argentinas e platinas. A definitiva unifica\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es que vieram a formar aquela na\u00e7\u00e3o s\u00f3 ocorreu mais tarde, em 1862, no governo de Barlom\u00e9 Mitre [1821-1906]. Os liberais-portenhos, <em>unitaristas<\/em>, classes hegem\u00f4nicas de Buenos Aires, buscavam restabelecer seus privil\u00e9gios do per\u00edodo colonial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, o imp\u00e9rio do Brasil, maior Estado sul-americano em extens\u00e3o territorial, teve no quase cinquenten\u00e1rio reinado de Pedro II [1825-91], de 1840 a 1889, fortemente representados os interesses dos exportadores de g\u00eaneros agr\u00edcolas. Esses setores eram compostos, sobretudo por cafeicultores, latifundi\u00e1rios e escravistas do sudeste brasileiro, das prov\u00edncias do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo. O crescimento da referida produ\u00e7\u00e3o agro-exportadora brasileira dependia da expans\u00e3o da \u00e1rea f\u00edsica de explora\u00e7\u00e3o das terras, necessitando aumentar incessantemente a \u00e1rea geogr\u00e1fica de produ\u00e7\u00e3o, exaurida pela r\u00fastica produ\u00e7\u00e3o extensiva escravista. Desse modo, a expans\u00e3o sobre as na\u00e7\u00f5es platinas foi a op\u00e7\u00e3o escolhida quando o Imp\u00e9rio, sob press\u00e3o inglesa, fora expulso do com\u00e9rcio escravocrata com a costa africana em 1850.[2]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Imp\u00e9rio\u00a0procurou a todo custo obter a livre navega\u00e7\u00e3o da bacia platina para participar daquele pr\u00f3spero com\u00e9rcio. O governo imperial buscou expandir suas fronteiras centro-oeste e meridional tamb\u00e9m para assegurar a unidade das suas prov\u00edncias diante das na\u00e7\u00f5es platinas. O Mato Grosso\u00a0e o Rio Grande\u00a0do Sul \u00a0poderiam seguir os exemplos das rep\u00fablicas vizinhas que negociavam diretamente com a Europa, pois a centraliza\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica era bastante superficial\u00a0a integra\u00e7\u00e3o entre as prov\u00edncias brasileiras eram bem limitadas.[3] Por exemplo, devido ao sistema de ventos e correntes mar\u00edtimas eram mais r\u00e1pidas e eficientes as comunica\u00e7\u00f5es entre o Maranh\u00e3o e o Par\u00e1 com Lisboa do que do norte com o Rio de Janeiro, ainda durante o per\u00edodo imperial.[4]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Brasileiros<\/em> na origem, os rios Paran\u00e1, Paraguai e Uruguai [Figura 1], principais formadores do estu\u00e1rio do rio da Prata, passavam a pertencer a outras na\u00e7\u00f5es na continua\u00e7\u00e3o de seu curso. Em <em>La guerra del Paraguay, <\/em>o pol\u00edtico e pensador federalista argentino Juan Batista Alberdi [1810-84] destacou a vital import\u00e2ncia das comunica\u00e7\u00f5es fluviais via bacia do rio da Prata para o Imp\u00e9rio \u201cEsos r\u00edos son como dos puertas de interiores y no excusadas del Imperio, cuya llaves est\u00e1n en manos del Paraguay, de la Confederaci\u00f3n Argentina y de la Banda Oriental.\u201d[5] O Imp\u00e9rio pretendeu obter a hegemonia pol\u00edtica e econ\u00f4mica no Prata atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es militares e diplom\u00e1ticas contra o Uruguai, a Argentina e o Paraguai, sobretudo nos 1850.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 1: Rios Paraguai, Paran\u00e1\u00a0e Uruguai<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2924\" title=\"Texeira 00 Mapa 1\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-00-Mapa-1.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:http:\/\/www.riosvivos.org.br\/Canal\/ Infraestrutura+Bacia+do+Prata\/528<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1851-2, nas campanhas militares contra Oribe e Rosas, o Imp\u00e9rio imp\u00f4s sua hegemonia sobre o Uruguai e sobre as regi\u00f5es argentinas que enfrentavam graves conflitos internos. Em 1854-5, quando o Imp\u00e9rio tentou submeter o Paraguai pela diplomacia e pelas armas sofreu contundente derrota explicada de modo bastante insuficiente pela historiografia. A rep\u00fablica do Paraguai, ex-prov\u00edncia do Vice Reinado do rio da Prata, declarou sua independ\u00eancia em 1811. At\u00e9 1852, no entanto, a rica prov\u00edncia e antiga sede do Vice Reinado Buenos Aires tentou \u201crecolonizar\u201d o Paraguai impedindo a navega\u00e7\u00e3o do rio da Prata e do rio Paran\u00e1, vitais para acessar o pa\u00eds mediterr\u00e2neo, para embarca\u00e7\u00f5es que comerciassem com o governo paraguaio.[6]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1814 a 1840, no governo do <em>ditador perp\u00e9tuo <\/em>Jos\u00e9 Gaspar Rodriguez de Francia houve uma luta intransigente pela consolida\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia paraguaia. Foi desenvolvida uma economia auto-sustent\u00e1vel com restritos contatos comerciais com as na\u00e7\u00f5es vizinhas. Naquele contexto se fortaleceram os setores minifundi\u00e1rios de camponeses arrendat\u00e1rios e propriet\u00e1rios que defendiam a soberania da p\u00e1tria e a sua pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia.[7]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao se defender contra a constante press\u00e3o bonaerense, o Paraguai se tornou aliado do Imp\u00e9rio. Este pretendia impedir que sob a lideran\u00e7a bonaerense fosse recriado o Vice Reinado do rio da Prata [1776-1810], que agregava regi\u00f5es da Argentina, Bol\u00edvia, Paraguai, Uruguai e o oeste do atual Rio Grande do Sul, no Brasil. A livre navega\u00e7\u00e3o do rio da Prata ficaria prejudicada caso dependesse dos argentinos unitaristas, conforme demonstrara a pol\u00edtica de Juan Manuel Rosas [1793\u20131877], caudilho, saladeirista, que, entre 1829-52, governou Buenos Aires e as prov\u00edncias argentinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1851-2, o Imp\u00e9rio\u00a0apoiou os colorados\u00a0uruguaios e as prov\u00edncias argentinas de Corrientes\u00a0e Entre Rios, ent\u00e3o marginalizadas do poder nos seus pa\u00edses, para derrotarem seus opositores Oribe\u00a0e Rosas. Com a queda de Rosas, na batalha de monte Caseros [1852], Imp\u00e9rio e Paraguai deixam de ser aliados e passam a ter um importante contencioso. O Paraguai desejava rever as fronteiras com o Imp\u00e9rio, pois, segundo seu governo, parte do pa\u00eds era constantemente invadida por brasileiros que estabeleciam posses irregulares. O Imp\u00e9rio, por sua vez, exigia a livre navega\u00e7\u00e3o do rio Paraguai, na parte que ele atravessava o pa\u00eds hom\u00f4nimo, pois era caminho vital para acessar a prov\u00edncia do Mato Grosso.[8]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil <em>versus<\/em> Paraguai [1853-5]: o g\u00e9rmen do maior conflito sul-americano, dados bibliogr\u00e1ficos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1853, representado pelo seu diplomata em Assun\u00e7\u00e3o Felipe Jos\u00e9 Pereira Leal, o Imp\u00e9rio deu ultimato e exigiu a livre navega\u00e7\u00e3o do rio Paraguai. O governo paraguaio recha\u00e7ou a imposi\u00e7\u00e3o imperial e expulsou o c\u00f4nsul imperial de Assun\u00e7\u00e3o. Em resposta, o Imp\u00e9rio mobilizou uma verdadeira opera\u00e7\u00e3o de guerra. Em 10 de dezembro de 1854, mais 30 navios de guerra e entre dois a tr\u00eas mil soldados, partiram do Rio de Janeiro \u00e0 Assun\u00e7\u00e3o para submeter o governo do renitente Paraguai. A guerra parecia iminente. <em>O principal objetivo da<\/em> \u201cmiss\u00e3o Pedro Ferreira de Oliveira\u201d, assim chamada pelo parlamento imperial na \u00e9poca, <em>era obter a livre navega\u00e7\u00e3o do rio Paraguai.<\/em><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaque-se que, em 1840, as tropas de linha paraguaias n\u00e3o superavam os 1400 homens.[9] Por sua vez, o historiador e pol\u00edtico argentino Ram\u00f3n Jos\u00e9 de C\u00e1rcano [1860-1946] assinalou que as defesas paraguaias possu\u00edam \u201cun fuerte ej\u00e9rcito, 6.000 hombres de las tres armas, en el Paso de Humait\u00e1, y artilla toda la costa con bater\u00eda dotadas de parillas subterr\u00e1neas con balas caldeadas para producir incendio.\u201d[10] Ao que parece, seriam semelhantes os n\u00fameros de combatentes brasileiros e paraguaios, em torno de poucos milhares para cada lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em<\/em> <em>Anales diplom\u00e1tico y militar de la guerra del Paraguay<\/em>, de 1906, o jornalista e ex-diplomata paraguaio, na Alemanha, Fran\u00e7a e Inglaterra, durante a guerra de 1864-70, Gregorio Benites [1834-1910], transcreveu documentos referentes \u00e0 diplomacia paraguaia naqueles pa\u00edses e na Am\u00e9rica do Sul, no contexto anterior e contempor\u00e2neo ao citado conflito.[11] A obra, dividida em dois tomos com pouco menos de 500 p\u00e1ginas, se tornou refer\u00eancia documental para o estudo da guerra da Tr\u00edplice Alian\u00e7a contra o Paraguai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cap\u00edtulo quatro do primeiro tomo foi intitulado \u201c<em>Expedici\u00f3n mar\u00edtima del Brasil<\/em>\u201d. Nele, foram analisadas desde as causas para o envio da expedi\u00e7\u00e3o naval imperial de 1854 at\u00e9 as negocia\u00e7\u00f5es desempenhadas pelo diplomata paraguaio Jos\u00e9 Berges, no Rio de Janeiro, em 1856, quando a expedi\u00e7\u00e3o naval j\u00e1 retornara ao Imp\u00e9rio. Gregorio Benites identificou a for\u00e7a b\u00e9lica imperial com \u201c20 ca\u00f1oneras de guerra, con 130 piezas de artiller\u00eda, calibre de a 68 y 32 [\u2026]. Su tripulaci\u00f3n se compon\u00eda de 2161 plazas y 3000 hombres de desembarque, al mando del almirante Pedro Ferreira de Oliveira.\u201d[12]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo geral, a <em>historiografia referente \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o naval imperial ao Paraguai de 1854-5 <\/em>usa as<em> informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas por Greg\u00f3rio Benites. Elas s\u00e3o reiteradas em: <\/em><em><em>Guerra del Paraguay<\/em><\/em><em>, de Ram\u00f3n Jos\u00e9 C\u00e1rcano [1939]; <\/em><em>La Diplomacia Paraguaya de mayo a Cerro-Cor\u00e1, <\/em>do historiador paraguaio<em> <\/em>Hip\u00f3lito S\u00e1nchez Quell [1955]; <em><em>La guerra del Paraguay<\/em><\/em><em> <\/em><em><em>y las montoneras argentinas, <\/em><\/em>do historiador argentino<em> Jos\u00e9 Mar\u00eda Rosa [1964]; <\/em><em>O Expansionismo brasileiro<\/em> e a forma\u00e7\u00e3o dos estados na bacia do prata, do diplomata e historiador brasileiro Luiz Alberto Moniz Bandeira [1985].[13]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contrapondo aos n\u00fameros registrados por Greg\u00f3rio Benites, lembramos quatro obras, escritas por brasileiros. Em <em><em>Diplomacia do Imp\u00e9rio no rio da Prata<\/em><\/em><em>, de 1955, \u00c1lvaro Teixeira Soares criticou os n\u00fameros \u201cfantasiosos\u201d levantados por Greg\u00f3rio Benites. Por\u00e9m, n\u00e3o apresentou novos elementos.<\/em>[14]<em> <\/em>Em <em>A marinha de guerra do Brasil na col\u00f4nia e no Imp\u00e9rio,<\/em> tentativa de reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, de 1965, o almirante Jo\u00e3o do Prado Maia informou que o contingente de desembarque da expedi\u00e7\u00e3o seria de mil homens.[15]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o imperial ao Paraguai\u00a0de 1854-5 foi analisada em <em>Um<\/em> <em>estadista do Imp\u00e9rio<\/em>.[16] O autor apresentou poucas informa\u00e7\u00f5es sobre a esquadra: \u201co governo mandou a Assun\u00e7\u00e3o\u00a0uma esquadra sobre o comando de Pedro Ferreira de Oliveira, que ia como plenipotenci\u00e1rio.\u201d[17] Talvez sua maior contribui\u00e7\u00e3o, aos estudos sobre a referida miss\u00e3o, seja sobre a repercuss\u00e3o quando do retorno da esquadra ao Imp\u00e9rio, definindo-a como um grande desastre diplom\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra <em>Genoc\u00eddio Americano<\/em>: a guerra do Paraguai, de 1979, do jornalista Julio Jos\u00e9 Chiavenato\u00a0alcan\u00e7ou enorme sucesso comercial t\u00e3o logo sua publica\u00e7\u00e3o pela editora brasiliense, durante a ditadura militar brasileira [1964-85]. O autor fez breve an\u00e1lise da expedi\u00e7\u00e3o de 1855.[18] Ele apresentou poucas informa\u00e7\u00f5es sobre a expedi\u00e7\u00e3o \u201cuma forte esquadra, com um ex\u00e9rcito pronto para o desembarque, armada com cem canh\u00f5es\u201d.[19] A esquadra naval teria o acompanhamento <em>de tropas terrestres. Foram mobilizados soldados no forte de Coimbra<\/em><em>, prov\u00edncia do Mato Grosso<\/em><em> e em S\u00e3o Borja<\/em><em>, na prov\u00edncia do Rio Grande<\/em><em> do Sul<\/em><em>.<\/em>[20]<em> No entanto, ao que parece a infantaria em nenhum momento se deslocou ao Paraguai.<\/em><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novas fontes: <em>Varias cartas respecto a la invasi\u00f3n brasilera<\/em><\/strong><strong> de 1855<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o deveria ter como aliado o fator surpresa. Em 21 de fevereiro de 1855, quando a esquadra estava na fronteira da Argentina com o Paraguai Carlos Antonio L\u00f3pez\u00a0fez declara\u00e7\u00e3o para mobilizar os soldados paraguaios. Eles deveriam se preparar para enfrentar o inimigo que atacava de <em>surpresa,<\/em> pois anteriormente o Imp\u00e9rio\u00a0n\u00e3o teria sinalizado nenhuma reclama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade de Assun\u00e7\u00e3o\u00a0foi evacuada e boa parte da popula\u00e7\u00e3o aguardava o in\u00edcio guerra. Ressaltando a trai\u00e7oeira surpresa do ataque, lan\u00e7ado por uma na\u00e7\u00e3o com a qual se mantinham rela\u00e7\u00f5es pac\u00edficas, Carlos Antonio L\u00f3pez procurava, igualmente, preparar os paraguaios para uma eventual derrota o que de certo modo sugere que o ex\u00e9rcito paraguaio n\u00e3o estava bem preparado para enfrentar a expedi\u00e7\u00e3o imperial. \u201cSoldados, sea cual fuere la suerte que la Providencia nos depare, nuestra resistencia ser\u00e1 un protesto eterno contra la injusticia del Brasil, y una gloria inmarcesible, aunque seamos desgraciados.\u201d<sup><sup>[21]<\/sup><\/sup> Entretanto, apesar da relativa desordem era improcedente a refer\u00eancia feita \u00e0 <em>surpresa<\/em> do ataque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo do Paraguai\u00a0contava com informantes que anunciaram a miss\u00e3o brasileira, semanas antes dela partir do Rio de Janeiro.<strong> <\/strong>Em 25 de outubro de 1854, possivelmente Manuel Moreira de Castro, c\u00f4nsul paraguaio no Rio de Janeiro, endere\u00e7ou correspond\u00eancia ao presidente do Paraguai\u00a0lhe informando detalhes sobre a prepara\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o naval.<sup><sup>[22]<\/sup><\/sup> A carta registrada como \u201cConfidencial\u201d [Figura 2] descreveu os objetivos da expedi\u00e7\u00e3o imperial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 2: manuscrito \u201cConfidencial\u201d sobre os preparativos imperiais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2931 alignnone\" title=\"Texeira 01 manuscrito\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-01-manuscrito.jpg\" alt=\"\" width=\"427\" height=\"559\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: ANA.<em> Varias cartas respecto a l\u00e1 invasi\u00f3n brasilera<\/em>. Se\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria, volume 315, n\u00famero 11, 12 folhas, folha 02 [frente e verso], 1855<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta \u201cConfidencial\u201d registra que o Imp\u00e9rio\u00a0propunha enviar via rio Paran\u00e1\u00a0uma frota, mas que ela n\u00e3o acompanharia o negociador imperial at\u00e9 Assun\u00e7\u00e3o. Ou seja, n\u00e3o penetraria, inicialmente, nos territ\u00f3rios daquela na\u00e7\u00e3o. Tr\u00eas proposi\u00e7\u00f5es seriam feitas ao governo paraguaio: \u201cuna satisfacci\u00f3n por el asunto del se\u00f1or [Felipe Jos\u00e9 Pereira] Leal, un tratado de l\u00edmites, y la libre navegaci\u00f3n para el pabell\u00f3n brasilero del rio Paraguay\u00a0hasta la frontera del Brasil\u201d.[23] O \u201cassunto Leal\u201d seria de import\u00e2ncia secund\u00e1ria e a livre navega\u00e7\u00e3o, priorit\u00e1ria. Caso governo do Paraguai\u00a0se recusasse a negociar os pontos defendidos pelo Imp\u00e9rio e n\u00e3o ocorresse acordo, os navios subiriam o rio sem <em>realizar agress\u00f5es<\/em>, somente <em>respondendo<\/em> \u00e0 certamente inevit\u00e1vel resist\u00eancia militar paraguaia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo imperial se apoiaria nos precedentes de 1846 e no tratado de 1851, \u201csegundo dizem tem direito de exigir\u201d, ou seja, nos acordos diplom\u00e1ticos realizados naquelas datas. A correspond\u00eancia relata a presen\u00e7a de um almirante ingl\u00eas, que teria chegado ao Rio de Janeiro, em 6 de outubro. Mais tarde, ele e representantes do Imp\u00e9rio\u00a0iriam ao rio da Prata\u00a0e mandariam um barco ao Paraguai. Haveria tamb\u00e9m um ministro ingl\u00eas e \u201c<em>M. de S. Georges<\/em>\u201d, possivelmente um representante franc\u00eas, que estariam favor\u00e1veis a paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As informa\u00e7\u00f5es descrevem o desenvolvimento poss\u00edvel da opera\u00e7\u00e3o b\u00e9lica naval imperial. Apesar de partir apenas em 10 de dezembro de 1854, do Rio de Janeiro, desde outubro se conheciam a organiza\u00e7\u00e3o, os objetivos e os poss\u00edveis passos da miss\u00e3o.\u00a0Conforme a carta, a livre navega\u00e7\u00e3o do rio Paraguai\u00a0era elemento fundamental. \u201cOs precedentes de 1846 e o tratado 1851\u201d que dariam ao Imp\u00e9rio\u00a0o direito de exigir a livre navega\u00e7\u00e3o no rio Paraguai\u00a0eram os tratados entre o imp\u00e9rio do Brasil\u00a0e a rep\u00fablica do Paraguai, quando do combate ao governo de Juan Manuel de Rosas\u00a0da Argentina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta referia-se \u00e0 presen\u00e7a de um almirante e de um ministro ingl\u00eas, cujos nomes n\u00e3o foram mencionados e possivelmente de um diplomata franc\u00eas \u201c<em>M. de S. Georges<\/em>\u201d [Saint Georges]. O almirante brit\u00e2nico que chegou ao Rio de Janeiro\u00a0em 6 de outubro de 1854 estaria disposto a ir ao rio da Prata\u00a0e \u201cmandar\u201d uma embarca\u00e7\u00e3o ao Paraguai. Na correspond\u00eancia os representantes anglo-franceses buscavam a paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 14 de abril de 1855, o <em>Jornal do Commercio<\/em>, importante peri\u00f3dico carioca fundado em 1827, \u00a0noticiou que o vapor ingl\u00eas <em>Wixen<\/em> e o franc\u00eas <em>Flambeau<\/em> iriam de Buenos Aires\u00a0para o rio Paran\u00e1\u00a0para \u201cserem testemunhas oculares dos acontecimentos no rio da Prata. Parece que os gabinetes de S. James e das Tulherias\u00a0participar\u00e3o.\u201d[24] Registre-se o conhecimento anglo-franc\u00eas na expedi\u00e7\u00e3o naval imperial, embora n\u00e3o seja ainda poss\u00edvel definir exatamente o interesse das duas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fundado em 1853, em Assun\u00e7\u00e3o, pelo ministro paraguaio Juan Andr\u00e9s Gelly, o jornal <em>El Semanario<\/em> foi ve\u00edculo oficial do governo Carlos Antonio L\u00f3pez\u00a0at\u00e9 1857.[25] O peri\u00f3dico publicava diversos documentos do governo. Em 2 de dezembro de 1854, oito dias\u00a0 antes da esquadra partir do Rio de Janeiro, o <em>El Semanario <\/em>noticiou trecho de uma carta sobre a expectativa que se tinha em S\u00e3o Borja para a chegada de tropas imperiais e a consequente invas\u00e3o do Paraguai. A not\u00edcia possu\u00eda o t\u00edtulo de \u201c<em>San Borja<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">El comerciante Italiano D.N. tuvo a bien referirme que el Coronel Correa noticioso de su llegada en San Borja, lo hizo llamar, y le pregunt\u00f3 si es verdad que el Gobierno del Paraguay\u00a0est\u00e1 reuniendo fuerzas para mandar contra el Brasil, y que le contesto que sin duda todo seria falso, por que no sabe que se haga ninguna prevenci\u00f3n en el Paraguay contra el Brasil: que entonces le digo el Coronel brasilero que en pocos d\u00edas llegara el punto de San Borja una fuerza de dos mil hombres que estaba aguardando, y que la escuadra brasilera est\u00e1 determinada para subir y invadir\u00a0 al Paraguay por el Paran\u00e1 [\u2026.].[26]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2 de dezembro de 1854, portanto, a informa\u00e7\u00e3o sobre o poss\u00edvel ataque imperial era revelada a popula\u00e7\u00e3o paraguaia. Em\u00a03 de outubro de 1854, o governo paraguaio emitiu regulamento de navega\u00e7\u00e3o fluvial que dava ind\u00edcios que ele j\u00e1 estava ciente de uma poss\u00edvel a\u00e7\u00e3o naval hostil. A lei proibia a navega\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es de guerra, de qualquer na\u00e7\u00e3o, no rio Paraguai e seus afluentes.[27] O governo paraguaio se precavia com o uso de normas do direito internacional ante uma poss\u00edvel e, no caso, iminente agress\u00e3o estrangeira. A carta divulgada em 2 de dezembro, cujo alguns nomes foram ocultados na publica\u00e7\u00e3o do El Semanario, est\u00e1 entre as \u201cvarias cartas respecto a la invasi\u00f3n brasilera\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 21 de novembro de 1854, Mariano Centurion, capit\u00e3o da comand\u00e2ncia de Encarnaci\u00f3n, teria obtido informa\u00e7\u00f5es do comerciante italiano dom Ambrosio de Andr\u00e9a. O comerciante teria dito que, quando em S\u00e3o Borja, o coronel imperial <em>Correa<\/em> lhe perguntara se haveria organiza\u00e7\u00e3o de for\u00e7as paraguaias para atacar o Brasil, o que ele respondeu n\u00e3o ser certo, por n\u00e3o haver preven\u00e7\u00e3o no Paraguai\u00a0contra aquele pa\u00eds. O mesmo coronel lhe informara que o Imp\u00e9rio\u00a0reunira for\u00e7as e invadiria o Paraguai. \u201cel Coronel brasilero [dijo] que en pocos d\u00edas llegara a ocupar el punto de San Borja una fuerza de dos mil hombres que estaba aguardando, y que la escuadra brasilera est\u00e1 determinada para subir \u00e1 invadir\u00a0 al Paraguay\u00a0por el Paran\u00e1.\u201d[28]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vila de Encarna\u00e7\u00e3o\u00a0[Itap\u00faa], localizada na margem direita do rio Paran\u00e1, no sul do Paraguai, e S\u00e3o Borja, localizada na margem esquerda do rio Uruguai, no sul do Brasil [Figura 3], foram fundadas no s\u00e9culo 17 pelos jesu\u00edtas\u00a0espanh\u00f3is. Distantes a cerca de 200 quil\u00f4metros, os povoados mantiveram importante atividade comercial desde o per\u00edodo colonial. Itap\u00faa\u00a0fora via comercial autorizada e apoiada pelo doutor Francia, tamb\u00e9m para contrabalan\u00e7ar o controle portenho no Prata.[29]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 3: mapa do sul do Paraguai; prov\u00edncia de Corrientes [Argentina]; Rio Grande do Sul [Brasil]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2932 alignnone\" title=\"Texeira 02 Mapa 2\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-02-Mapa-2.jpg\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"424\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-02-Mapa-2.jpg 691w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-02-Mapa-2-300x287.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Richard A. White, La primera revoluci\u00f3n popular en Am\u00e9rica: Paraguay\u00a0[1810-1840], 2 ed. Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1989. pp. 5. [adaptado]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na obra <em>La primera revoluci\u00f3n popular en Am\u00e9rica<\/em>, escrita em ingl\u00eas em 1970, o historiador estadunidense Richard Alan White\u00a0destaca a grande import\u00e2ncia do com\u00e9rcio entre S\u00e3o Borja, na fronteira oeste da prov\u00edncia do Rio Grande\u00a0do Sul, e Itap\u00faa\u00a0na fronteira sudeste do Paraguai. Segundo o autor, durante o s\u00e9culo 19, houve uma <em>invas\u00e3o<\/em> de comerciantes brasileiros a Itap\u00faa [ou <em>Encarnaci\u00f3n<\/em><em> <\/em>de Itap\u00faa \u2013 Figura 4]. Eles trocavam diversos artigos sendo que os mais comuns eram aguardente, couro, erva-mate, fumo e p\u00f3lvora. O cen\u00e1rio muitas vezes tenso que caracterizou a fronteira norte do Paraguai\u00a0com a prov\u00edncia de Mato Grosso\u00a0n\u00e3o repercutiu no sul.[30] Dessa forma comerciantes brasileiros e paraguaios formaram uma importante rede de comunica\u00e7\u00f5es conforme registra a correspond\u00eancia.[31]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 4: rua principal de<em> Villa Encarnaci\u00f3n, <\/em>1892.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2933 aligncenter\" title=\"Texeira 03 Villa Encarnacion\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-03-Villa-Encarnacion.jpg\" alt=\"\" width=\"319\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-03-Villa-Encarnacion.jpg 350w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-03-Villa-Encarnacion-300x198.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Di\u00e1rio de D. Pedro Seri\u00e9. <strong>Revista Geogr\u00e1fica Americana<\/strong>, Buenos Aires, N\u00ba 27, dezembro de 1935. Fotos originais de E. C. Moody. <em>Apud:<\/em>http:\/\/www.histarmar.com.ar\/InfHistorica\/ExpCientParaguay1892.htm<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 24 de novembro de 1854, o capit\u00e3o paraguaio de <em>Encarnaci\u00f3n<\/em> Mariano Centurion\u00a0enviou correspond\u00eancia ao presidente paraguaio. O comerciante brasileiro Francisco Ign\u00e1cio de Almeida\u00a0informou ao militar paraguaio que o governo Imperial mandou fazer uma explora\u00e7\u00e3o entre os rios Uruguai\u00a0e o Paran\u00e1, e que sairia tranquilamente de Corrientes. O capit\u00e3o solicitou um mapa de todas as prov\u00edncias, provavelmente argentinas. Ele foi atendido com mapa de \u201cm\u00e1 qualidade\u201d.[32] O referido comerciante brasileiro e o militar paraguaio tinham boas rela\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 16 de dezembro de 1854, o militar sempre bem informado repassou importantes informa\u00e7\u00f5es ao governo do seu pa\u00eds. Dom Francisco Ign\u00e1cio de Almeida, comerciante brasileiro, em conversa com Mariano Centurion, afirmou que o informaria caso soubesse de algo em S\u00e3o Borja. \u201cel [\u2026] comerciante brasilero Don Francisco Ignacio de Almeida, [\u2026] he tenido la confianza de encargarle que si hubiese alg\u00fan movimiento en San Borja de cualquier invasor que intentase venir contra la Rep\u00fablica [del Paraguay]\u201d.[33]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mariano explicou que confiava em Francisco. Em carta remetida da vila de <em>Encarnaci\u00f3n<\/em> [Itap\u00faa], onde possivelmente morasse Francisco, um sobrinho seu, escrevendo de S\u00e3o Borja, avisou que l\u00e1 n\u00e3o havia nenhum movimento. A correspond\u00eancia foi mostrada ao comandante de Encarna\u00e7\u00e3o. At\u00e9 16 de dezembro de 1854 n\u00e3o haveria tropas em S\u00e3o Borja. O interc\u00e2mbio comercial facilitava a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O comerciante brasileiro Francisco Ign\u00e1cio de Almeida\u00a0foi avisado, via correspond\u00eancia, por seu sobrinho, morador de S\u00e3o Borja, e por <em>Jacinto Ponce<\/em> que n\u00e3o haveria nenhuma reuni\u00e3o naquela vila. Foram mencionadas outras cartas que afirmavam inexistir movimenta\u00e7\u00f5es de tropas em S\u00e3o Borja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco Ignacio de Almeida\u00a0afirmou ter mostrado as cartas ao comandante &#8211; n\u00e3o referido &#8211; daquela vila. \u201cpode V[osmec\u00ea]. aseverar ao Exmo governo que n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios algum de reuni\u00e3o, al\u00e9m da minha carta vieram mais cartas, em nenhuma conta nada a minha at\u00e9 mostrei ao senhor comandante de desta Vila\u201d[34] Por fim ele garantiu estar pronto para defender a rep\u00fablica do Paraguai. Eram intensas as rela\u00e7\u00f5es entre militares e comerciantes na fronteira sul do Imp\u00e9rio\u00a0e do Paraguai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Possivelmente brasileiro, o comerciante Nemesio\u00a0Ferreira\u00a0recebeu uma carta que revelava que algu\u00e9m pr\u00f3ximo ao tenente Amancio Barreto\u00a0teria uma <em>indisposi\u00e7\u00e3o<\/em> com ele, por isso retardaria o retorno a Encarna\u00e7\u00e3o\u00a0at\u00e9 que o tempo justificasse sua inoc\u00eancia. Nemesio pedia ocasi\u00f5es para provar sua vontade e desejo em servir ao tenente paraguaio. \u201cSin otro motivo para incomodar su atencion; le Suplico se digne facilitarme ocasiones en q[ue] yo pueda provarle mi voluntad, y el deceo q[ue] tengo de ser de se\u00f1[or] umilde servidor.\u201d[35] Ao final da carta, o comerciante afirmou ter enviado dinheiro ao senhor Cantero\u00a0para que ele pagasse e cobrasse as obriga\u00e7\u00f5es que ele deixou na comand\u00e2ncia. A imin\u00eancia da guerra alterava as rela\u00e7\u00f5es pessoais e prejudicava os neg\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O comerciante paraguaio Estanislada\u00a0demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o com os neg\u00f3cios diante da possibilidade da guerra ter in\u00edcio. \u201cLa divisi\u00f3n [de S\u00e3o Borja] a tenido orden de aprontarse y el Paraguay\u00a0es el objeto de estos preparativos dentro de muy pocos d\u00edas s\u00ed te descuidas quedas encerrado[,] tratas de hacer todo lo que puedas.\u201d[36] Em 4 de dezembro de 1854, a divis\u00e3o militar de S\u00e3o Borja estaria em condi\u00e7\u00f5es de se mover o que significa que haveria positivamente tropas no local, mobilizadas para eventual interven\u00e7\u00e3o no Paraguai. Estanislada\u00a0temia o in\u00edcio da guerra e o consequente fechamento das fronteiras. Propunha liquidar os neg\u00f3cios pendentes rapidamente. Ele alertava: \u201cNo desprecies esta aviso este bastante sigiloso y producente p[or] q[ue] aqu\u00ed mismo casi todos abren tama\u00f1o ojo [y] ven nada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Navegar \u00e9 dif\u00edcil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o naval teve no m\u00ednimo 22 embarca\u00e7\u00f5es, mas pode ter chegado a 36 barcos! O poder de fogo da esquadra comportava cerca de 150 canh\u00f5es <em>carronadas<\/em>, obuses e <em>Paixhans<\/em> [Tabela 1].[37] As armas tinham bom poder destrutivo e poderiam causar danos pesados aos seus alvos. A for\u00e7a b\u00e9lica era impressionante para a \u00e9poca. Por\u00e9m, as bocas de fogo s\u00f3 seriam adequadas ao combate caso a esquadra conseguisse transport\u00e1-las at\u00e9 Assun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 1: caracter\u00edsticas da esquadra imperial de 1854-5<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2934\" title=\"Texeira 04-Navios\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-04-Navios.jpg\" alt=\"\" width=\"502\" height=\"544\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-04-Navios.jpg 558w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-04-Navios-277x300.jpg 277w\" sizes=\"auto, (max-width: 502px) 100vw, 502px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1854-5, a esquadra imperial teve enormes dificuldades no deslocamento pelos rios Paran\u00e1-Paraguai. Em 20 de fevereiro de 1855, ap\u00f3s 72 dias da viagem iniciada em 10 de dezembro, a esquadra finalmente chegou \u00e0 fronteira com o Paraguai. Em <em>Cerrito<\/em>, nas proximidades de Tr\u00eas Bocas, fronteira do Paraguai com a prov\u00edncia argentina de Corrientes, o capit\u00e3o paraguaio Pedro Ignazio Meza advertiu ao chefe-de-esquadra e plenipotenci\u00e1rio imperial Pedro Ferreira de Oliveira para que ele se dirigisse a Assun\u00e7\u00e3o em uma s\u00f3 embarca\u00e7\u00e3o ou teria in\u00edcio imediato os confrontos.[38] O almirante aceitou a intima\u00e7\u00e3o, pois suas instru\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m recomendavam a ele se dirigir sozinho para Assun\u00e7\u00e3o. A esquadra atacaria o Paraguai depois das negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas fracassarem.[39]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, a esquadra imperial navegava sob muitas dificuldades.[40] O ex\u00e9rcito paraguaio, de 6 mil soldados, teria detido o avan\u00e7o da esquadra imperial na embocadura do rio Paraguai e imp\u00f4s sua retirada a meia l\u00e9gua das \u00e1guas paraguaias permitindo somente um barco, o Amazonas, prosseguisse ao porto de Assun\u00e7\u00e3o. Entretanto, o navio encalhou no trajeto sendo rebocado pelos paraguaios. Antes mesmo de come\u00e7ar as negocia\u00e7\u00f5es o representante imperial fora derrotado. \u201cEl almirante inicia su misi\u00f3n con mala fortuna. Al empezar queda moralmente vencido.\u201d[41]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro Ferreira de Oliveira se deslocaria a Assun\u00e7\u00e3o a bordo da fragata Amazonas [Figura 5]. Fabricada em 1851, em Liverpool, na Inglaterra, a Amazonas chegou ao Brasil em 1852.[42] Ela possu\u00eda mais de 50 metros de comprimento, capacidade de transportar cerca de 400 tripulantes e 6 canh\u00f5es; poderia desenvolver velocidade de at\u00e9 10 n\u00f3s [cerca de 18,5 quil\u00f4metros por hora (km\/h)].[43] No entanto, a embarca\u00e7\u00e3o seria pesada e navegaria a aproximadamente 13 p\u00e9s &#8211; 4 metros de calado &#8211; no rio da Prata, com baixa velocidade, ou seja, era impr\u00f3pria a navega\u00e7\u00e3o fluvial.[44] Ao entrar nas \u00e1guas paraguaias, o navio Amazonas<em> <\/em>encalhou, causando inconveniente e constrangimento ao representante imperial que foi obrigado a obter ajuda dos paraguaios para o desencalhe. O comandante imperial prosseguiu na corveta Ipiranga.[45]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 20 de fevereiro de 1855, na guarni\u00e7\u00e3o de <em>Cerrito<\/em>, ocorreram os primeiros contatos entre o comandante da expedi\u00e7\u00e3o imperial Pedro Ferreira de Oliveira e o governo paraguaio representado pelo capit\u00e3o Pedro Ignacio Meza. Mesmo argumentando que estava em miss\u00e3o pac\u00edfica, Pedro Ferreira de Oliveira amea\u00e7ou que a esquadra imperial, \u201cem at\u00e9 seis dias\u201d, for\u00e7aria a subida do rio Paraguai, rumo \u00e0 Assun\u00e7\u00e3o: \u201cel abajo firmado aguardar\u00e1 en el punto en que se halla con la escuadra de su comando la respuesta de nota, seis d\u00edas, contados desde hoy \u00e0 las 12 del d\u00eda; vencidos los cuales seguir\u00e1 su marcha hasta la Asunci\u00f3n, donde presentar\u00e1 sus plenos poderes\u201d.[46]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 23 de fevereiro de 1855, o ministro de rela\u00e7\u00f5es exteriores do Paraguai, Jos\u00e9 Falc\u00f3n, respondeu a Pedro Ferreira de Oliveira lamentando que sem apresentar nenhuma queixa o Brasil atacava o Paraguai. Mas, o ministro acenava para a possibilidade de negocia\u00e7\u00f5es, caso \u201c[Pedro] Ferreira de Oliveira si retira su flota de aguas territoriales paraguayas y sigue hacia Asunci\u00f3n en una sola embarcaci\u00f3n.\u201d[47]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 5: Fragata <em>Amazonas <\/em>na guerra contra o Paraguai, em 1865<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2947 alignleft\" title=\"Texeira 05-Navios\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-05-Navios.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-05-Navios.jpg 995w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-05-Navios-300x284.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Museu Hist\u00f3rico Nacional, Rio de Janeiro. <em>Passagem de Cuevas<\/em>, 12 de agosto de 1865. Cole\u00e7\u00e3o guerra do Paraguai. [adaptado]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro paraguaio Jos\u00e9 Falc\u00f3n afirmou que desde agosto de 1853, quando o ministro imperial Felipe Jos\u00e9 Pereira Leal fora expulso da capital paraguaia, at\u00e9 21 de fevereiro de 1855, o Imp\u00e9rio nunca reclamara nada ao governo do Paraguai. Este governo estaria disposto a explicar que o incidente com o c\u00f4nsul brasileiro, Felipe Jos\u00e9 Pereira Leal, n\u00e3o fora ofensivo ao Imp\u00e9rio, quando chegaram an\u00fancios que o governo imperial preparava uma expedi\u00e7\u00e3o naval e reunia ex\u00e9rcitos nos territ\u00f3rios de <em>Misiones<\/em>, prov\u00edncia Argentina, com destino ao Paraguai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que a prepara\u00e7\u00e3o b\u00e9lica do Imp\u00e9rio em dire\u00e7\u00e3o a Assun\u00e7\u00e3o fosse um ato de guerra, o governo paraguaio, em busca de ajustar as quest\u00f5es pendentes com o Imp\u00e9rio, se disp\u00f4s a receber Pedro Ferreira de Oliveira. O representante imperial optou pela diplomacia. Em 26 de fevereiro de 1855, ele respondeu ao ministro paraguaio, Jos\u00e9 Falc\u00f3n concordando em retirar a esquadra das \u00e1guas territoriais do Paraguai e seguir a Assun\u00e7\u00e3o em um s\u00f3 navio, no dia seguinte, para apresentar suas credenciais.[48]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 15 de mar\u00e7o de 1855, a bordo da corveta Ipiranga, Pedro Ferreira de Oliveira finalmente chegou a Assun\u00e7\u00e3o! A viagem atrasou devido \u00e0s dificuldades de navega\u00e7\u00e3o que o fizeram abandonar a fragata Amazonas [capit\u00e2nia], encalhado no rio Paraguai. Em 24 de mar\u00e7o, no porto de Assun\u00e7\u00e3o, foi realizado desagravo formal \u00e0 bandeira imperial, com 21 tiros cerimoniais, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 expuls\u00e3o do ministro imperial, na capital paraguaia, Felipe Jos\u00e9 Pereira Leal, ocorrida em agosto de 1853. O vapor de guerra Ipiranga tamb\u00e9m saudou o pavilh\u00e3o paraguaio com os mesmos 21 tiros.[49]<sup> <\/sup>Ao conseguir as desculpas oficiais do governo paraguaio pelo \u201cincidente Leal\u201d, a miss\u00e3o imperial alcan\u00e7ou um dos seus objetivos, talvez o menos importante deles. A obten\u00e7\u00e3o da livre navega\u00e7\u00e3o pelo rio Paraguai, por\u00e9m, seria bem mais complicada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 29 de mar\u00e7o de 1855, Pedro Ferreira de Oliveira apresentou as credenciais de plenipotenci\u00e1rio imperial ao Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Paraguai, em Assun\u00e7\u00e3o, iniciando em 3 de abril as negocia\u00e7\u00f5es com a diplomacia paraguaia. Francisco Solano L\u00f3pez [1827-70] foi o representante paraguaio designado para realizar os tratados de com\u00e9rcio, navega\u00e7\u00e3o e limites com Pedro Ferreira de Oliveira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O tratado de 27 de abril de 1855 e a condena\u00e7\u00e3o da \u201cmiss\u00e3o Pedro Ferreira de Oliveira\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 27 de abril de 1855, ap\u00f3s tr\u00eas semanas com oito confer\u00eancias diplom\u00e1ticas realizadas em Assun\u00e7\u00e3o, o almirante chefe-de-esquadra Pedro Ferreira de Oliveira, representante do imp\u00e9rio do Brasil, e o Ministro da Guerra general Francisco Solano L\u00f3pez, representante da rep\u00fablica do Paraguai, assinaram tratado de amizade, com\u00e9rcio e navega\u00e7\u00e3o, com 21 artigos, e uma conven\u00e7\u00e3o adicional sobre limites, com cinco artigos.[50] Os acordos revelaram o reconhecimento de pleno direito do governo paraguaio sobre o rio Paraguai na parte em que ele atravessa o seu territ\u00f3rio e adiava a defini\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es de fronteira para at\u00e9 um ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Figura 6: Chefe-de-esquadra Pedro Ferreira de Oliveira\u00a0[1801-60]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2950\" title=\"Texeira 06 Pedro Ferreira\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-06-Pedro-Ferreira.jpg\" alt=\"\" width=\"383\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-06-Pedro-Ferreira.jpg 710w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/Texeira-06-Pedro-Ferreira-251x300.jpg 251w\" sizes=\"auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Henrique Boiteux:\u00a0<em>Os nossos almirantes<\/em>, Rio de Janeiro, Imprensa Naval, 4. vol. 1915, pp. 151.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acordo de 27 de abril, portanto, n\u00e3o resolveu as quest\u00f5es pendentes entre os dois Estados, pois ficou aqu\u00e9m das exig\u00eancias imperiais. Em julho de 1856, ap\u00f3s longa discuss\u00e3o parlamentar, o governo imperial desautorizou os acordos pactuados por seu representante, insistindo no direito pleno de navega\u00e7\u00e3o, ao igual do concedido pela Argentina e Uruguai, e nas suas exig\u00eancias territoriais.[51] No acordo, o Paraguai n\u00e3o se opunha \u00e0 navega\u00e7\u00e3o nos seus rios interiores, sob seu controle, contanto que as quest\u00f5es territoriais fossem redefinidas, em at\u00e9 um ano, o que o Imp\u00e9rio de maneira alguma concordava, a n\u00e3o ser sob suas exig\u00eancias.[52]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Efraim Cardozo as negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre Francisco Solano L\u00f3pez e Pedro Ferreira de Oliveira resultaram em uma completa vit\u00f3ria paraguaia. O representante paraguaio concedeu a livre navega\u00e7\u00e3o com limita\u00e7\u00f5es e condicionada ao ajuste das fronteiras que deveria efetuar-se no prazo de um ano. O referido autor assinalou que a quest\u00e3o de fronteiras para o Paraguai era uma quest\u00e3o de independ\u00eancia.[53]<em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedro Ferreira de Oliveira foi prudente. A esquadra navegando a baixa velocidade e os navios com casco de madeira seriam alvo f\u00e1cil as defesas paraguaias preparadas ao longo do rio Paraguai. Historicamente, a imagem do comandante e ministro imperial Pedro Ferreira de Oliveira foi arranhada pelos resultados da expedi\u00e7\u00e3o de 1854-5. As consequ\u00eancias da expedi\u00e7\u00e3o, no entanto, parece-nos mais complexas e merecedoras da nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De modo geral, se incompreende o que representou essa expedi\u00e7\u00e3o. Um fracasso da ofensiva imperial certamente arriscaria o <em>status<\/em> obtido pelo Imp\u00e9rio na batalha de Monte Caseros, em 1852. A pol\u00edtica expansionista sobre os pa\u00edses platinos poderia chegar ao fim com o naufr\u00e1gio da esquadra. Um rev\u00e9s militar na expedi\u00e7\u00e3o fragilizaria o Imp\u00e9rio no Prata. Com a inani\u00e7\u00e3o da esquadra o insucesso dela era iminente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto,<em> <\/em>no Imp\u00e9rio fora criado um clima psicol\u00f3gico favor\u00e1vel \u00e0 interven\u00e7\u00e3o naval no Paraguai, a qualquer custo, com certeza de vit\u00f3ria imperial. \u201csabemos que o material [das baterias paraguaias] \u00e9 pouco e imperfeito, [as] pessoas [s\u00e3o] despreparadas, teremos perdas sens\u00edveis\u201d.[54] Em 1854-5, o imp\u00e9rio do Brasil perdeu a hegemonia no Prata, o Paraguai conseguiu conter a ofensiva imperial, mas, no entanto, o Imp\u00e9rio conservou sua pol\u00edtica expansionista que se desdobrou na guerra de 1864-70. Apoiando-nos nas ideias do comunista italiano Antonio Gramsci [1891-1937] compreendemos por hegemonia a imposi\u00e7\u00e3o de uma unidade consensual sobre determinada estrutura.[55] No caso que analisamos, para o Imp\u00e9rio obter a sua hegemonia sobre os pa\u00edses do Prata seria desnecess\u00e1rio destruir Assun\u00e7\u00e3o a canhona\u00e7os, contanto que seu potencial b\u00e9lico fosse inquestion\u00e1vel. O que, como vimos, n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 1840-55, o imp\u00e9rio do Brasil se consolidou internamente e pretendeu impor sua hegemonia sobre os pa\u00edses do Prata. O Imp\u00e9rio procurou a todo custo obter a livre navega\u00e7\u00e3o da bacia platina para participar daquele pr\u00f3spero com\u00e9rcio e assegurar a sua unidade territorial. Nos 1850, o Imp\u00e9rio imp\u00f4s sua hegemonia sobre o Uruguai e sobre as regi\u00f5es argentinas. Em 1854-5, quando tentou submeter o Paraguai pelas armas e pela diplomacia, o Imp\u00e9rio sofreu contundente derrota explicada de modo p\u00edfio pela historiografia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expedi\u00e7\u00e3o naval imperial ao Paraguai, em 1854-5, est\u00e1 nas origens da guerra de 1864-70. Guerra que envolveu Argentina, imp\u00e9rio do Brasil, Paraguai e Uruguai e que pode ter sido respons\u00e1vel pela perda de mais de 300 mil vidas. Embora existam numerosos estudos sobre as origens do maior conflito sul-americano, a historiografia brasileira desconsidera a expedi\u00e7\u00e3o de 1854. Talvez a mem\u00f3ria nacional-patri\u00f3tica brasileira sobre a \u201cguerra do Paraguai\u201d, que salienta os feitos militares e <em>her\u00f3is<\/em> nacionais, tenha sufocado as an\u00e1lises sobre este evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sil\u00eancio da referida historiografia\u00a0nacional-patri\u00f3tica brasileira, rica em volume de produ\u00e7\u00f5es, resulta do inc\u00f4modo a um <em>historiador nacional<\/em> de estudar uma ofensiva do seu pa\u00eds contra uma pequena na\u00e7\u00e3o soberana que teve desfecho extremamente desfavor\u00e1vel. Sobretudo, destacar a expedi\u00e7\u00e3o de 1854-5 significava e significa assinalar a inten\u00e7\u00e3o imperial de resolver atrav\u00e9s da for\u00e7a seus problemas com o Paraguai. Realidade que liquida com a ret\u00f3rica sobre um Imp\u00e9rio\u00a0agredido, de surpresa, sem nenhuma raz\u00e3o, pelo Paraguai, ap\u00f3s a sua interven\u00e7\u00e3o no Uruguai, em 1864. Utilizando uma linguagem jur\u00eddica poder\u00edamos definir a expedi\u00e7\u00e3o de 1854-5 como um \u201ccrime por motivo f\u00fatil\u201d, pois ningu\u00e9m mobiliza uma opera\u00e7\u00e3o de guerra para responder a expuls\u00e3o de um diplomata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defasagem de estudos sobre a expedi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m prossegue na historiografia platina, talvez pelas dificuldades de encontrar fontes. Dentro das nossas limita\u00e7\u00f5es, entrela\u00e7amos algumas fontes imperiais e paraguaias sobre o tema para resgatar a sua discuss\u00e3o evitando que a expedi\u00e7\u00e3o permane\u00e7a em verdadeiro naufr\u00e1gio historiogr\u00e1fico. A an\u00e1lise das cartas da \u201cinvas\u00e3o brasileira\u201d nos possibilitou perceber a comunica\u00e7\u00e3o de comerciantes e militares na fronteira meridional do Brasil-Paraguai; registrou-se a eficiente rede de informa\u00e7\u00f5es paraguaia; o relativo despreparo do ex\u00e9rcito paraguaio para enfrentar uma guerra do porte que se avistava; a movimenta\u00e7\u00e3o de militares na prov\u00edncia do Rio Grande do Sul e o singular contato entre os povoados jesu\u00edticos de Encarnaci\u00f3n de Itap\u00faa e S\u00e3o Borja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra do Paraguai, ou da Tr\u00edplice Alian\u00e7a, teve in\u00edcio somente em 1864, quase uma d\u00e9cada ap\u00f3s a malograda \u201cmiss\u00e3o Pedro Ferreira de Oliveira\u201d. No interregno de 1855-64, houve a prepara\u00e7\u00e3o do governo imperial e do governo paraguaio para a inevit\u00e1vel guerra que fora desenhada com a conten\u00e7\u00e3o da ofensiva imperial, em 1855. \u201cOs governos de ambos os pa\u00edses estavam conscientes de que a guerra era iminente [1856].\u201d[56]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201c\u00eaxito\u201d<em> <\/em>das tropas imperiais nas batalhas da guerra de 1864-70 pode ter rela\u00e7\u00e3o com os equ\u00edvocos da opera\u00e7\u00e3o naval de 1854-5 no Paraguai. Assim de um poss\u00edvel desastre diplom\u00e1tico a referida expedi\u00e7\u00e3o pode ser entendida tamb\u00e9m como um desastre militar que, por\u00e9m, serviu de aprendizado aos anseios b\u00e9licos do Imp\u00e9rio em 1864-70. Em 1854-5, apesar de o Paraguai\u00a0conter a ofensiva imperial, a pol\u00edtica expansionista do imp\u00e9rio do Brasil\u00a0foi conservada. Caso a esquadra fosse derrotada, o Imp\u00e9rio\u00a0se enfraqueceria no Prata\u00a0e se enfraqueceria o <em>status <\/em>obtido em Caseros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a miss\u00e3o n\u00e3o foi um total desastre pol\u00edtico e\/ou diplom\u00e1tico. A expedi\u00e7\u00e3o naval imperial ao Paraguai, de 1854-5, exp\u00f4s as contradi\u00e7\u00f5es dos governos do Imp\u00e9rio e do Paraguai. O poder militar mobilizado para invadir uma na\u00e7\u00e3o soberana n\u00e3o tinha, por sua dimens\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o, precedentes na hist\u00f3ria de 350 anos do Brasil. A opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve tiros, nem mortos. Ela teve uma campanha militar abortada devido \u00e0 estrat\u00e9gia inadequada adotada pelo Imp\u00e9rio. As batalhas foram adiadas e os acordos foram d\u00e9beis. A <em>esquecida<\/em> miss\u00e3o Pedro Ferreira de Oliveira\u00a0explodiu em 1864, por isso foi a esp\u00e9cie de primeira guerra do Paraguai, que, n\u00e3o teria se efetivado<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDR\u00c9A, J\u00falio:<em> A Marinha Brasileira: flor\u00f5es de gl\u00f3rias e de epop\u00e9ias memor\u00e1veis. <\/em>Rio de Janeiro, SDGM, 1955.<em> <\/em><em>Apud:<\/em> &lt;http:\/\/www.naviosbrasileiros.com.br\/ngb\/A\/A052\/A052.htm&gt;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALBERDI, Juan Bautista: <em>La guerra del Paraguay.<\/em> Asunci\u00f3n, Intercontinental, 2001. 236 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALCAL\u00c1, Guido Rodr\u00edguez, ALC\u00c1ZAR, Jos\u00e9 Eduardo: <em>Paraguay y Brasil: Documentos sobre las relaciones binacionales 1844-1864<\/em>. Asunci\u00f3n, Tiempo de Historia, 2007. 464 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Archivo Nacional de Asunci\u00f3n [ANA]: <em>El Semanario.<\/em> 21 de fevereiro. de 1855, n. 85.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANA: <em>El Semanario.<\/em> 1\u00ba de mar\u00e7o de 1855, n. 86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANA: <em>El Semanario.<\/em> 13 de mar\u00e7o de 1855, n. 91.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANA:<em> El Semanario<\/em>. 16 de maio de 1855, n. 108.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANA: <em>Proclama del Presidente Carlos Antonio L\u00f3pez<\/em>, 21 de febrero de 1855,<em> <\/em>se\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria 314 A, 14 [impresso].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ANA: Varias cartas respecto \u00e0 la invasi\u00f3n brasilera, secci\u00f3n historia, volumen 315, n\u00famero 11, 12 hojas, 1855.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BENITES, Gregorio:<em> Anales diplom\u00e1tico y militar de la guerra del Paraguay<\/em>.<em> <\/em>Asunci\u00f3n, Mu\u00f1oz Hnos, 1906. 246 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro [BNRJ], Jornal do Commercio. 23 de dezembro de 1854, n. 354.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BNRJ: <em>Jornal do Commercio<\/em>. 20 de abril de 1855, n. 108.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOITEUX, Henrique:<em> Os nossos almirantes. <\/em>Rio de Janeiro, Imprensa Naval, 4. vol. 1915.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOXER, Charles: <em>A idade de Ouro do Brasil: dores e crescimento de uma sociedade colonial<\/em>. S\u00e3o Paulo, Cia editora nacional, 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00c1RCANO, Ram\u00f3n Jos\u00e9: <em>Guerra del Paraguay: Or\u00edgenes y causas.<\/em> Buenos Aires, Domingo Viau, 1939. 503 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARDOZO, Efra\u00edm: <em>V\u00edsperas de la guerra del Paraguay<\/em>. Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1954.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHIAVENATTO, J\u00falio Jos\u00e9: <em>Genoc\u00eddio Americano: a Guerra do Paraguai<\/em>. 14 ed. [1. ed. 1979] S\u00e3o Paulo, Brasiliense 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CREYDT, Oscar. <em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>3 ed. [1. ed. 1963] Asunci\u00f3n, Servilibro, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Di\u00e1rio de D. Pedro Seri\u00e9:<em> Revista Geogr\u00e1fica Americana<\/em>, Buenos Aires, N\u00ba 27, dezembro de 1935.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GRAMSCI, Antonio: <em>Cadernos do C\u00e1rcere<\/em>.<em> <\/em>Rio de Janeiro, civiliza\u00e7\u00e3o brasileira, 2006. 349 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAIA, Jo\u00e3o do Prado:<em> A marinha de guerra do Brasil na col\u00f4nia e no Imp\u00e9rio tentativa de reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/em>. Rio de Janeiro, Livraria Jos\u00e9 Olympio, 1965. 347 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MONIZ BANDEIRA, Luiz A[lberto].: <em>O Expansionismo brasileiro e a forma\u00e7\u00e3o dos Estados na bacia do Prata<\/em>. 3. ed. Bras\u00edlia: UNB, 1998. [1 ed. 1985.] 254 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NABUCO, Joaquim. <em>Um estadista do Imp\u00e9rio: Nabuco de Ara\u00fajo. <\/em>S\u00e3o Paulo: instituto progresso editorial, 1949. 405 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u2019LEARY, Juan Emiliano: <em>El Mariscal Solano Lopez. Asunci\u00f3n<\/em>, Paraguay, 1970. 332 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROSA, Jos\u00e9 Mar\u00eda.: <em>La guerra del Paraguay y las montoneras argentinas.<\/em> Buenos Aires, Punto de Encuentro, 2008. 325 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00c1NCHEZ QUELL, Hip\u00f3lito: <em>La Diplomacia paraguaya de Mayo a Cerro-Cor\u00e1<\/em>. Buenos Aires, KRAFT, 1955. 248 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TEIXEIRA, Fabiano B.: \u201cComerciante-informantes sem fronteiras: manuscritos de brasileiros e paraguaios em 1854-5\u201d, Revista Semina<em>. <\/em>Passo Fundo, vol. 09, n. 01, 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.upf.br\/ppgh\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=62%3Arevista&amp;catid=9%3Asemina&amp;Itemid=3&gt;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TEIXEIRA SOARES, \u00c1lvaro:<em> A Diplomacia do Imp\u00e9rio no rio da Prata [at\u00e9 1865]<\/em>. Rio de Janeiro, Brandt, 1955. 293 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WHITE, Richard Alan:<em> La primera revolucion popular en Am\u00e9rica: Paraguay [1810-1840]. <\/em>Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1989. 320 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NOTAS <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* El presente trabajo ha sido presentado en el Congreso Internacional de la Asociaci\u00f3n de Historiadores Latinoamericanos y del Caribe (ADHILAC Internacional) \u201cLa formaci\u00f3n de los Estados latinoamericanos y su papel en la historia del continente\u201d realizado del 10 al 12 de octubre de 2011 en el Hotel Granados, Asunci\u00f3n, Paraguay, organizado por Repensar en la historia del Paraguay, Instituto de Estudios Jos\u00e9 Gaspar de Francia, Asociaci\u00f3n de Historiadores Latinoamericanos y del Caribe, Centro Cultural de la Cooperaci\u00f3n \u201cFloreal Gorini\u201d (Argentina). Entidad Itaip\u00fa Binacional. Mesa:\u00a0<em><em> Repensar la historia del Paraguay: de la independencia a la Guerra de la Triple Alianza y su repercusi\u00f3n continental<\/em><\/em><em>.<\/em><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>** Mestrando em Hist\u00f3ria pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Universidade de Passo Fundo [UPF]- Rio Grande do Sul, Brasil. Bolsista UPF. Professor de Hist\u00f3ria da rede p\u00fablica de Passo Fundo.<\/div>\n<div>[1] M\u00e1rio\u00a0Maestri, <em>Uma hist\u00f3ria do Brasil: Imp\u00e9rio,<\/em> S\u00e3o Paulo, Contexto, 2002, pp. 51.<\/div>\n<div>[2] Cf. Robert Conrad,<em> Tumbeiros: o tr\u00e1fico de escravos para o Brasil<\/em>, Rio de Janeiro: Brasiliense, 1985.<\/div>\n<div>[3] Juan Bautista Alberdi,<em> La guerra del Paraguay, <\/em>Asunci\u00f3n, Intercontinental, 2001, pp. 77-78. A obra re\u00fane diversos textos do autor sobre o contexto que antecedeu o conflito, escritos entre 1870-1880.<\/div>\n<div>[4] Charles Boxer, <em>A idade de Ouro do Brasil: dores e crescimento de uma sociedade colonial<\/em>, S\u00e3o Paulo, Cia editora nacional, 1969, pp. 33-36.<\/div>\n<div>[5] Juan Bautista Alberdi, <em>La guerra [\u2026<\/em>]. Ob. Cit. Pp. 78.<\/div>\n<div>[6] Hip\u00f3lito S\u00e1nchez Quell, <em>La Diplomacia Paraguaya de Mayo a Cerro-Cor\u00e1,<\/em> Buenos Aires, KRAFT, 1955. pp. 84-87.<\/div>\n<div>[7] Cf. Oscar Creydt, <em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya, <\/em>3 ed. [1. ed. 1963] Asunci\u00f3n, Servilibro, 2007.<\/div>\n<div>[8] Luiz Alberto Moniz Bandeira, <em>O Expansionismo brasileiro e a forma\u00e7\u00e3o dos Estados na bacia do Prata<\/em>, Bras\u00edlia, UNB, 1998, pp.<em> <\/em>75-83.<\/div>\n<div>[9] Richard Alan White, <em>La primera revolucion popular en Am\u00e9rica: Paraguay [1810-1840],<\/em> Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1989, pp. 283.<\/div>\n<div>[10] Ram\u00f3n Jos\u00e9 C\u00e1rcano, <em>Guerra del Paraguay: Or\u00edgenes y causas<\/em>, Buenos Aires, Domingo Viau, 1939, pp. 194-195.<\/div>\n<div>[11] Gregorio Benites,  <em>Anales diplom\u00e1tico y militar de la guerra del Paraguay<\/em>,<em> <\/em>Asunci\u00f3n, Mu\u00f1oz Hnos, 1906.<\/div>\n<div>[12] Idem. pp. 55-59.<\/div>\n<div>[13] Ram\u00f3n Jos\u00e9 C\u00e1rcano, <em>Guerra del Paraguay: Or\u00edgenes y causas<\/em>, Buenos Aires, Domingo Viau, 1939, pp.\u00a0 194; Hip\u00f3lito S\u00e1nchez Quell, <em>La Diplomacia paraguaya de Mayo a Cerro-Cor\u00e1, B<\/em>uenos Aires, KRAFT, 1955. pp. 111-112; Luiz Alberto Moniz Bandeira. <em>O Expansionismo brasileiro e a forma\u00e7\u00e3o dos Estados na bacia do Prata<\/em>, Bras\u00edlia, UNB, 1998, pp. 84; Jos\u00e9 Mar\u00eda Rosa:\u00a0<em>La guerra del Paraguay y las montoneras argentinas,<\/em> Buenos Aires, Punto de Encuentro, 2008, pp. 39. <em>Et alii<\/em>.<\/div>\n<div>[14] \u00c1lvaro Teixeira Soares, <em>A Diplomacia do Imp\u00e9rio no rio da Prata [at\u00e9 1865],<\/em> Rio de Janeiro, Brandt, 1955, pp. 171.<\/div>\n<div>[15] Jo\u00e3o do Prado Maia, <em>A marinha de guerra do Brasil na col\u00f4nia e no Imp\u00e9rio tentativa de reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, <\/em>Rio de Janeiro, Livraria Jos\u00e9 Olympio, 1965, pp. 243.<\/div>\n<div>[16] Joaquim Nabuco, \u201cPol\u00edtica exterior\u201d, \u201cA miss\u00e3o Pedro Ferreira\u201d, In: <em>Um estadista do Imp\u00e9rio: Nabuco de Ara\u00fajo,<\/em><strong> <\/strong>S\u00e3o Paulo, instituto progresso editorial, 1949, pp. 220-223.<\/div>\n<div>[17] Ibidem.<\/div>\n<div>[18] J\u00falio Jos\u00e9 Chiavenato, \u201cO mais progressista pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul\u201d, \u201cDiplomacia: um aprendizado in\u00f3cuo\u201d, In: <em>Genoc\u00eddio Americano: a Guerra do Paraguai<\/em>, S\u00e3o Paulo, Brasiliense, 1982, cap. 2, pp. 38-45.<\/div>\n<div>[19] Ibidem.<\/div>\n<div>[20] Ibidem.<\/div>\n<div>[21] Arquivo Nacional de Assun\u00e7\u00e3o [ANA], <em>Proclama del Presidente Carlos Antonio L\u00f3pez, 21 de febrero de 1855,<\/em><strong><em> <\/em><\/strong>se\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria 314 A, 14 [impresso].<\/div>\n<div>[22] ANA, <em>Varias cartas respecto \u00e0 la invasi\u00f3n brasilera<\/em>, se\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria, volume 315, n\u00famero 11, 12 folhas, folha n\u00famero 2 [frente e verso], 1855.<\/div>\n<div>[23] ANA, <em>Varias cartas [&#8230;]. Ob. cit<\/em>. folha 2.<\/div>\n<div>[24] Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro [BNRJ], <em>Jornal do Commercio<\/em>, 14 de mar\u00e7o de 1855, n. 73. As informa\u00e7\u00f5es eram baseadas na edi\u00e7\u00e3o de 15 de mar\u00e7o do peri\u00f3dico bonaerense <em>La Tribuna<\/em>.<\/div>\n<div>[25] Efra\u00edm Cardozo,\u00a0<em>Breve historia del Paraguay<\/em>, 2 ed. Asunci\u00f3n, Servilibro,\u00a0 2009,\u00a0 pp. 81.<\/div>\n<div>[26] ANA, <em>El Semanario<\/em>, 2 de dezembro de 1854, n. 73, p. 03.<\/div>\n<div>[27] ANA, <em>El Semanario<\/em>, 22 de mar\u00e7o de 1855, n. 96.<\/div>\n<div>[28] ANA. Varias cartas [&#8230;]. Ob. cit. folha 9.<\/div>\n<div>[29] Cf. Raul de Andrada e Silva,<em> Ensaio sobre a ditadura do Paraguai: 1814-1840<\/em>, S\u00e3o Paulo, Cole\u00e7\u00e3o Museu Paulista, 1978. pp. 214-223; Richard A. White, ob.cit<em>.<\/em><em> <\/em>p. 151-176.<\/div>\n<div>[30] Richard A. White, <em>La primera revoluci\u00f3n popular en Am\u00e9rica Paraguay [1810-1840],<\/em> 2 ed. Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1989. pp. 151-176.<\/div>\n<div>[31]<em> Quatro cartas sobre \u201ca invas\u00e3o brasileira\u201d,<\/em> folhas n. 1, 3, 4 e 11, foram analisadas em: TEIXEIRA, Fabiano B., \u201cComerciante-informantes sem fronteiras: manuscritos de brasileiros e paraguaios em 1854-5\u201d, Revista Semina<em>. <\/em>Passo Fundo, vol. 09, n. 01, 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.upf.br\/ppgh\/ index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=62%3Arevista&amp;catid=\u00a09%3Asemina&amp;Itemid=3&gt;.<\/div>\n<div>[32] ANA, Varias cartas [&#8230;].<em> <\/em>Ob. cit., folha 10.<\/div>\n<div>[33] ANA,<em> Varias cartas <\/em>[&#8230;].<em> <\/em>Ob. cit., folha 04.<\/div>\n<div>[34] ANA, <em>Varias cartas <\/em>[&#8230;]. Ob. cit., folha 11. A ortografia foi modernizada.<\/div>\n<div>[35] Idem. folha 01.<\/div>\n<div>[36] Idem. folha 03.<\/div>\n<div>[37] ANA, El Semanario, 13 de mar\u00e7o de 1855, n. 91; ANA, El Semanario, 16 de maio de 1855, n. 108; BNRJ, Jornal do Commercio, 23 de dezembro de 1854, n. 354.<\/div>\n<div>[38] Joaquim Nabuco, Um estadista do Imp\u00e9rio:<em> <\/em>Nabuco de Ara\u00fajo, S\u00e3o Paulo: instituto progresso editorial, 1949, pp. 220.<\/div>\n<div>[39] Hip\u00f3lito S\u00e1nchez Quell, <em>La Diplomacia paraguaya de Mayo a Cerro-Cor\u00e1, <\/em>Buenos Aires, KRAFT, 1955. pp. 112.<\/div>\n<div>[40] Efra\u00edm Cardozo, <em>V\u00edsperas de la guerra del Paraguay<\/em>, Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1954, pp. 75.<\/div>\n<div>[41] Ram\u00f3n Jos\u00e9 C\u00e1rcano, <em>Guerra del Paraguay: Or\u00edgenes y causas,<\/em> Buenos Aires, Domingo Viau, 1939, pp. 194-195.<\/div>\n<div>[42] Jo\u00e3o do Prado Maia,<em> A marinha de guerra do Brasil na col\u00f4nia e no Imp\u00e9rio tentativa de reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/em>, Rio de Janeiro, Livraria Jos\u00e9 Olympio, 1965, pp. 222.<\/div>\n<div>[43] J\u00falio Andr\u00e9a,<em> A Marinha Brasileira: flor\u00f5es de gl\u00f3rias e de epop\u00e9ias memor\u00e1veis<\/em>, Rio de Janeiro, SDGM, 1955.<em> <\/em><em>Apud:<\/em> &lt;http:\/\/www.naviosbrasileiros.com.br\/ngb\/A\/A052\/A052.htm&gt;.<\/div>\n<div>[44] Colecci\u00f3n Rio Branco [CRB] 1044. <em>Apud: <\/em>Guido Rodr\u00edguez Alcal\u00e1, Jos\u00e9 Eduardo Alc\u00e1zar. <em>Paraguay y Brasil: Documentos sobre las relaciones binacionales 1844-1864<\/em>, Asunci\u00f3n, Tiempo de Historia, 2007,\u00a0 pp. 271-272.<em> <\/em><\/div>\n<div>[45] Efra\u00edm Cardozo,<em> V\u00edsperas de la guerra del Paraguay<\/em>, Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1954, pp. 75.<\/div>\n<div>[46] Juan Emiliano O\u2019leary, <em>El Mariscal Solano Lopez,<\/em> Asunci\u00f3n, Paraguay, 1970, pp. 62.<\/div>\n<div>[47] ANA, <em>El Semanario<\/em>, 21 de fevereiro. de 1855, n. 85.\u00a0 [Como a nota era de 23 de fevereiro parece que ela foi publicada antes de ser entregue a Pedro Ferreira de Oliveira]. <em>Apud<\/em>: Guido Rodr\u00edguez Alcal\u00e1, Jos\u00e9 Eduardo Alc\u00e1zar, <em>Paraguay y Brasil: Documentos sobre las relaciones binacionales 1844-1864<\/em>, Asunci\u00f3n, Tiempo de Historia, 2007, pp. 275. O documento integral vai at\u00e9 a p\u00e1gina 278.<\/div>\n<div>[48] ANA, <em>El Semanario,<\/em> 1\u00ba de mar\u00e7o de 1855, n. 86.<\/div>\n<div>[49] \u00c1lvaro Teixeira Soares, <em>A Diplomacia do Imp\u00e9rio no rio da Prata [at\u00e9 1865]<\/em>, Rio de Janeiro, Brandt, 1955, pp. 176-177.<\/div>\n<div>[50] Guido Rodr\u00edguez Alcal\u00e1, Jos\u00e9 Eduardo Alc\u00e1zar. <em>Paraguay y Brasil: Documentos sobre las relaciones binacionales 1844-1864<\/em>, Asunci\u00f3n, Tiempo de Historia, 2007, pp. 281-287.<\/div>\n<div>[51] Luiz Alberto Moniz Bandeira,<em> O Expansionismo brasileiro e a forma\u00e7\u00e3o dos Estados na bacia do Prata, <\/em>Bras\u00edlia, UNB, 1998, pp. 86-87.<\/div>\n<div>[52] Hip\u00f3lito S\u00e1nchez Quell, <em>La Diplomacia Paraguaya de Mayo a Cerro-Cor\u00e1<\/em>, Buenos Aires, KRAFT, 1955, pp. 111-114.<\/div>\n<div>[53] Efra\u00edm Cardozo, <em>V\u00edsperas de la guerra del Paraguay<\/em>, Asunci\u00f3n, Carlos Schauman, 1954, pp. 75.<\/div>\n<div>[54] BNRJ, <em>Jornal do Commercio<\/em>, 20 de abril de 1855, n. 108.<\/div>\n<div>[55] Cf. Antonio Gramsci, <em>Cadernos do C\u00e1rcere<\/em>,<em> <\/em>Rio de Janeiro, civiliza\u00e7\u00e3o brasileira, 2006. pp. 103-114.<\/div>\n<div>[56] Luiz Alberto Moniz Bandeira, <em>O Expansionismo brasileiro e a forma\u00e7\u00e3o dos Estados na bacia do Prata, <\/em>Bras\u00edlia, UNB, 1998, pp. 86-87.<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ariadna Tucma Revista Latinoamericana. N\u00ba . 7. Marzo 2012-Febrero 2013 \u2013 Volumen I<\/em><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Publicado por \u00a9www.ariadnatucma.com.ar<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Contacto: info@ariadnatucma.com.ar<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expedi\u00e7\u00e3o naval imperial ao Paraguai de 1854-5* &nbsp; Fabiano Barcellos Teixeira** Considera\u00e7\u00f5es Iniciais &nbsp; Estruturamos o artigo com base na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, de mesmo t\u00edtulo, com defesa prevista para mar\u00e7o de 2012, que possivelmente ser\u00e1 publicada. Analisamos um singular conflito existente entre os governos do imp\u00e9rio do Brasil e da rep\u00fablica do Paraguai, &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=2919\" class=\"more-link\">Seguir leyendo<span class=\"screen-reader-text\"> \u00abA primeira guerra do Paraguai\u00bb<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":66,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,3],"tags":[276,267],"class_list":["post-2919","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencias-sociales","category-historia","tag-armada-imperial","tag-guerra-del-paraguay","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/66"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2919"}],"version-history":[{"count":34,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3049,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2919\/revisions\/3049"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}