{"id":2434,"date":"2012-06-12T10:00:43","date_gmt":"2012-06-12T13:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=2434"},"modified":"2026-04-04T20:29:06","modified_gmt":"2026-04-04T23:29:06","slug":"la-singularidad-del-estado-francista-una-lectura-de-oscar-creydt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=2434","title":{"rendered":"La singularidad del Estado Francista: una lectura de Oscar Creydt*"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00e1rio Maestri**<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza-02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2770 alignleft\" title=\"AsuncionPlaza 02\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza-02.jpg\" alt=\"\" width=\"328\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza-02.jpg 510w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza-02-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Asunci\u00f3n<\/em><em> del Paraguay. Foto: Carolina Crisorio<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I. <\/strong><strong>A singularidade da Forma\u00e7\u00e3o Social Paraguai<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dado hist\u00f3rico consensual a singularidade do Paraguai, constru\u00edda a partir da Independ\u00eancia, em 1811, sobretudo durante o longo per\u00edodo francista [1813-1840], com continuidade ao menos relativa na era lopista [1844-1870]. Singularidade dissolvida pelo re-ordenamento do pa\u00eds, em sentido liberal-mercantil, ap\u00f3s a vit\u00f3ria da Tr\u00edplice Alian\u00e7a, em 1870.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa particularidade foi registrada pelos viajantes e estrangeiros que viveram no pa\u00eds durante aquele per\u00edodo; pela imprensa e ide\u00f3logos dos pa\u00edses vizinhos; por intelectuais internacionais, etc.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn1\">[1]<\/a> Em geral, trataram-se de avalia\u00e7\u00f5es sobretudo sobre a ordem pol\u00edtica, n\u00e3o raro contradit\u00f3rias, que destacavam a autocracia, o despotismo, a tranq\u00fcilidade civil, a riqueza do pa\u00eds e seu car\u00e1ter aut\u00e1rquico, etc.<img decoding=\"async\" title=\"More...\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-includes\/js\/tinymce\/plugins\/wordpress\/img\/trans.gif\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A singularidade da ordem s\u00f3cio-econ\u00f4mica do Paraguai independente pr\u00e9-1870 ficou fortemente ancorada na mem\u00f3ria hist\u00f3rica das classes populares do pa\u00eds, como uma esp\u00e9cie de era de ouro, que se lamenta a perda mas n\u00e3o se consegue definir com precis\u00e3o seus contornos. Sentimento que contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00f5es verdadeiramente fantasmag\u00f3ricas sobre uma esp\u00e9cie de pa\u00eds da\u00a0<em>cuccagna<\/em>, sobretudo por ide\u00f3logos paraguaios, retomadas por analistas de outras nacionalidades \u2013 pa\u00eds da abund\u00e2ncia, sem pobres, sem loucos, sem analfabetos, sem crimes, sem diferen\u00e7as sociais etc.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o poucas as tentativas das ci\u00eancias sociais de defini\u00e7\u00e3o categorial-sistem\u00e1tica da forma\u00e7\u00e3o social e do Estado paraguaio no per\u00edodo\u00a0<em>francista<\/em> e\u00a0<em>lopista<\/em>. No Paraguai e no Brasil, e em menor grau na Argentina, a historiografia restringiu-se sobretudo a descri\u00e7\u00f5es n\u00e3o sistem\u00e1ticas daquela realidade, comumente a partir das caracter\u00edsticas pessoais e biogr\u00e1ficas de Jos\u00e9 Gaspar de Francia e Carlos Antonio L\u00f3pez e \u00e0 discuss\u00e3o dos sucessos da guerra e da responsabilidade de Solano L\u00f3pez na mesma.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn3\">[3]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros tempos dominada pelo liberalismo, a historiografia paraguaia negou tudo que dissesse respeito ao per\u00edodo anterior, at\u00e9 mesmo a l\u00edngua guarani falada pelo povo. No geral, realizou a assinalada abordagem sum\u00e1ria positiva ou negativa do per\u00edodo francista e lopista, n\u00e3o raro fantasiosa, priorizando em forma quase obsessiva o debate sobre o confronto militar de 1864-1870 e a participa\u00e7\u00e3o de Francisco Solano L\u00f3pez nele.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn4\">[4]<\/a> Pouco se discutiu o per\u00edodo anterior e posterior \u00e0 guerra. Realidade que contribuiu para a vis\u00e3o de que a\u00a0<em>queda<\/em> do Paraguai desde a situa\u00e7\u00e3o que conhecera antes da guerra deveria-se \u00e0 mortandade da popula\u00e7\u00e3o masculina; \u00e0 perda de terras na fronteira para a Argentina e o Brasil; ao saque realizado pelos aliancistas, com destaque para o Imp\u00e9rio; \u00e0 d\u00edvida de guerra. Vis\u00e3o ainda muito forte entre a atual popula\u00e7\u00e3o paraguaia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defini\u00e7\u00e3o Estrutural <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas na\u00e7\u00f5es envolvidas pelo conflito, foi certamente na Argentina onde a historiografia demonstrou maior preocupa\u00e7\u00e3o por defini\u00e7\u00e3o estrutural das causas profundas da guerra fratricida e das especificidades dos pa\u00edses em luta. Maior preocupa\u00e7\u00e3o devida possivelmente \u00e0 enorme import\u00e2ncia para a hist\u00f3ria nacional argentina dos sucessos e \u00e0 maior consist\u00eancia da historiografia de corte marxista e economicista, correntes mais conscientes das determina\u00e7\u00f5es do ordenamento pol\u00edtico-institucional pelas estruturas e processos s\u00f3cio-econ\u00f4micos. Entres os autores argentinos mais sens\u00edveis ao car\u00e1ter singular do Estado paraguaio independente, destacam-se Enrique Rivera, Jorge Abelardo Ramos, Le\u00f3n Pomer, Milc\u00edades Pe\u00f1a, entre outros.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn5\">[5]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 historiografia imperial e republicana brasileira, o car\u00e1ter singular do Paraguai no per\u00edodo p\u00f3s-Independ\u00eancia sequer se constituiu como quest\u00e3o historiogr\u00e1fica. \u00a0Desde sempre, ao abordar aquela quest\u00e3o hist\u00f3rica, a historiografia brasileira centrou-se exaustivamente na discuss\u00e3o dos sucessos militares de uma guerra explicada majoritariamente como mera responsabilidade pessoal de Francisco Solano L\u00f3pez, devido \u00e0 sua ambi\u00e7\u00e3o, \u00e0 sua insanidade, etc.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A importante cr\u00edtica de Raimundo Teixeira Mendes \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio no Paraguai, posterior ao conflito, restringiu-se aos antecedentes e sucessos pol\u00edtico-diplom\u00e1ticos atinentes aos fatos, apesar da avalia\u00e7\u00e3o positiva do comtismo do Paraguai francista e do ditador perp\u00e9tuo.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn7\">[7]<\/a> Caso singular na historiografia brasileira, o\u00a0<em>Ensaio sobre a ditadura do Paraguai <\/em>[1814-1840], de Raul de Andrada e Silva, de 1978, foi praticamente desconhecido no pr\u00f3prio Brasil.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn8\">[8]<\/a> O hiato aberto, em 1979, pela reportagem jornal\u00edstica de J.J. Chiavenato,\u00a0<em>Genoc\u00eddio americano: <\/em>a guerra do Paraguai, foi encerrado, anos mais tarde, pela retomada dos paradigmas da historiografia nacional-patri\u00f3tica, com o trabalho de Francisco Doratioto, em\u00a0<em>Maldita guerra<\/em>: nova hist\u00f3ria da guerra do Paraguai.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn9\">[9]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A aus\u00eancia de uma discuss\u00e3o sobre o car\u00e1ter da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia se deve em boa parte ao fato de que a historiografia marxista sobretudo europ\u00e9ia, que enfrentou sistematicamente a quest\u00e3o dos modos de produ\u00e7\u00e3o e das forma\u00e7\u00f5es sociais singulares, ao se voltar para a Am\u00e9rica Latina, priorizou sobretudo o espa\u00e7o mexicano e andino, raramente abordando o Paraguai.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn10\">[10]<\/a> Nos poucos trabalhos que procuraram uma defini\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do Paraguai independente, destaca-se o trabalho de R.A.White,\u00a0<em>La primera revoluci\u00f3n popular en America<\/em>: Paraguay (1810-1840).<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn11\">[11]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II. A An\u00e1lise da Forma\u00e7\u00e3o Social Paraguaia P\u00f3s-Independ\u00eancia de Oscar Creydt<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2772\" title=\"AsuncionPlaza\" src=\"http:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza1.jpg\" alt=\"\" width=\"510\" height=\"113\" srcset=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza1.jpg 567w, https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/AsuncionPlaza1-300x66.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Asunci\u00f3n<\/em><em> del Paraguay. Foto: Carolina Crisorio<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya<\/em>, Oscar Creydt circunscreveu a necessidade de uma defini\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter dos Estados francistas e lopista, assinalando explicitamente a \u201cparticularidade\u201d da forma\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o paraguaia que teria chegado \u00e0 culmin\u00e2ncia de sua evolu\u00e7\u00e3o em meados do 19 e vivido forte inflex\u00e3o, devido \u00e0 \u201crecoloniza\u00e7\u00e3o del pa\u00eds\u201d, ap\u00f3s a derrota de 1870. Trata-se de trabalho sint\u00e9tico, sem documenta\u00e7\u00e3o probat\u00f3rio das propostas avan\u00e7adas, escrito em 1962, a pedido de \u201ccient\u00edficos del entonces Departamento de Historiograf\u00eda de la Academia de Ciencias de la URSS\u201d, como esbo\u00e7o de tese de doutoramento a ser empreendida na Universidade de Moscou, jamais materializada.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn12\">[12]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Filho de pai alem\u00e3o e m\u00e3e paraguaia,\u00a0<strong>Oscar <\/strong>Adalberto Federico<strong> Creydt<\/strong> nasceu no Paraguai, em 1907. Estudou dos nove aos doze anos na Alemanha, retornando ao Paraguai onde prosseguiu seus estudos e obteve, aos 21 anos, o t\u00edtulo de doutor em Direito. Na universidade, destacou-se na luta pela organiza\u00e7\u00e3o e politiza\u00e7\u00e3o estudantil. Em 1929, foi encarcerado por primeira vez. Preso e desterrado, viajou a Buenos Aires, estabelecendo contatos com militantes do Partido Comunista Argentino. No Uruguai, conheceu Lu\u00eds Carlos Prestes, que integraria e dirigiria o Partido Comunista do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta ao seu pa\u00eds, militou pela reconstru\u00e7\u00e3o do Partido Comunista Paraguaio, fundado em 19 de fevereiro de 1928, no qual ingressou, em 1933. Perseguido, exilou-se no M\u00e9xico e viajou ao Peru e ao Chile, a servi\u00e7o da Internacional Comunista. Voltou ao Paraguai, em 1946, onde viveu na clandestinidade. Em 1953, foi eleito secret\u00e1rio-geral do PCP. Em 1959, sob o influxo da vit\u00f3ria cubana, apoiou a forma\u00e7\u00e3o do Frente Unido de Libertaci\u00f3n Nacional [FULNA], para derrubar pelas armas a ditadura Strossner, oposto \u00e0 proposta de via pac\u00edfica ao socialismo. Publicou, em 1963, o trabalho\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Integrou Fra\u00e7\u00e3o Mao\u00edsta que formou o PCP Independente, que manteve movimento guerrilheiro e campon\u00eas at\u00e9 1970. Oscar Creydt faleceu 1987, em Buenos Aires.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn13\">[13]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de seu pioneirismo, a grande qualidade da interpreta\u00e7\u00e3o de Oscar Creydt encontra-se na leitura da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia como uma totalidade din\u00e2mica, na perspectiva de defini\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos seus processos estruturais. Nesse processo, a indiscut\u00edvel sensibilidade e objetividade do autor determina que aflorem fortes contradi\u00e7\u00f5es entre os fatos e os esquemas pr\u00e9-estabelecidos que utiliza. Um processo rico e contradit\u00f3rio que produziu importante contribui\u00e7\u00e3o para a necess\u00e1ria supera\u00e7\u00e3o das leituras factuais e fantasiosas da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia, na dire\u00e7\u00e3o de sua cr\u00edtica categorial-sistem\u00e1tica, esbo\u00e7ada em suas grandes linhas. Seu ensaio pouco repercutiu na historiografia paraguaia e foi praticamente desconhecido no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Salvo engano, apenas em 2011, foi publicado ensaio de cr\u00edtica sint\u00e9tica geral da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia, da coloniza\u00e7\u00e3o aos dias atuais, que se reivindica do marxismo. O trabalho \u00e9 constru\u00eddo essencialmente a partir de revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, lamentavelmente servindo-se n\u00e3o raro de obras pouco confi\u00e1veis. Escrito em linguagem elegante e agrad\u00e1vel, com importantes sugest\u00f5es anal\u00edticas,<em> Breve interpretaci\u00f3n marxista de la Historia Paraguaya (1537-2011)<\/em>retoma no geral as interpreta\u00e7\u00e3o de Oscar Creydt, sem superar as contradi\u00e7\u00f5es que apresentava.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn14\">[14]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cinco Etapas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt divide a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia em dois grandes per\u00edodos hist\u00f3ricos. Inicialmente, os tempos da \u201cconquista del poder por la naciente burgues\u00eda nacional\u201d e da consolida\u00e7\u00e3o do Estado nacional \u201cpor medio de un cambio de estructura econ\u00f3mico-social\u201d. A seguir, ap\u00f3s 1870, os tempos da \u201cetapa de recoloniza\u00e7\u00e3o y desnacionalizaci\u00f3n [\u2026] sobre la base de la dominaci\u00f3n del imperialismo [\u2026]\u201d. O primeiro per\u00edodo corresponderia aos anos dos \u201cgrandes movimientos nacionales democr\u00e1tico-burgueses\u201d; o segundo, aos da \u201cdecad\u00eancia del sistema capitalista\u201d, do \u201ccapitalismo monopolista y recolonizador (imperialismo).\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn15\">[15]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor comungava com a vis\u00e3o mecanicista da transi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria das forma\u00e7\u00f5es sociais atrav\u00e9s do comunismo primitivo, escravismo, feudalismo, capitalista e socialismo, pr\u00f3pria \u00e0 vulgata stalinista.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn16\">[16]<\/a> Talvez desconhecesse ou pouca aten\u00e7\u00e3o desse \u00e0 retomada da discuss\u00e3o, a partir de textos marxianos, sobre a pluralidade e singularidades de linhas de evolu\u00e7\u00e3o no mundo extra-europeu. Como habitual entre intelectuais comunistas latino-americanos, defendia o car\u00e1ter feudal ou semi-feudal das rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica colonial, superado necessariamente por ordem capitalista de car\u00e1ter progressivo, condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0 luta socialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta de rela\u00e7\u00f5es capitalistas de produ\u00e7\u00e3o atrasadas nos pa\u00edses ibero-americanos, ap\u00f3s a independ\u00eancia, era comum n\u00e3o apenas aos\u00a0<em>marxistas ortodoxos<\/em>. Importantes intelectuais\u00a0<em>dissidentes <\/em>propunham estruturas capitalistas dominantes, de diversos tipos, n\u00e3o raro desde 1492, devido \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o mercantil da coloniza\u00e7\u00e3o americana.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn17\">[17]<\/a> No sul da Am\u00e9rica, estudando o ciclo contra-revolucion\u00e1rio p\u00f3s-artiguista, o grupo\u00a0<em>Pr\u00e1xis <\/em>definiu a oligarquia comercial e pastoril-latifundi\u00e1ria oriental como segmentos pr\u00e9-capitalistas, entravando e n\u00e3o impulsionando a evolu\u00e7\u00e3o do processo hist\u00f3rico.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn18\">[18]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com sensibilidade, aquele coletivo de historiadores comunistas uruguaios assinalou a necessidade de diferenciar o<em>dom\u00ednio do capital comercial<\/em>, j\u00e1 presente na Antiguidade, do dom\u00ednio do capital manufatureiro e industrial, pr\u00f3prio \u00e0 ordem capitalista: \u201cEl predominio del capital comercial sobre el productivo expresa en \u00faltimo t\u00e9rmino que no se ha establecido el modo de producci\u00f3n capitalista. \u2018Un desarrollo independiente del capital comercial \u2212 al decir Marx\u00a0\u2212 equivale a la insumisi\u00f3n de la producci\u00f3n bajo el capital, al desarrollo del capital sobre una base extra\u00f1a a \u00e9l y sobre una forma de producci\u00f3n independiente del mismo.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn19\">[19]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cu\u00f1adasgo e Encomendas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Abordando o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o do Paraguai, em supera\u00e7\u00e3o das vis\u00f5es apolog\u00e9ticas, Oscar Creydt apresentou o<em>cu\u00f1adasgo<\/em> como coer\u00e7\u00e3o sobre comunidade nativa incapaz de produzir o excedente exigido pelo colonizador espanhol, a partir de sua forma de produ\u00e7\u00e3o. Com o controle\u00a0<em>dom\u00e9stico <\/em>da m\u00e3o de obra feminina, os colonizadores impulsionaram \u201cpeque\u00f1as explotaciones agr\u00edcolas\u201d sob suas autoridades. Assinalou a derrota sofrida pelos cativos sublevados contra essa forma de opress\u00e3o como a via atrav\u00e9s da qual abriu-se passo ao \u201cper\u00edodo de consolidaci\u00f3n de la colonia, sobre la base de la encomienda\u201d. Lembrava que as\u00a0<em>encomiendas<\/em> exigiram reformula\u00e7\u00e3o parcial da organiza\u00e7\u00e3o produtiva guarani, em uma adapta\u00e7\u00e3o dos modos de produ\u00e7\u00e3o dos nativos e dos colonizadores para transfor\u00e1-los \u201cen uma clase explotada\u201d. Processo que se deu com a cria\u00e7\u00e3o dos\u00a0<em>pueblos de \u00edndios <\/em>e a incorpora\u00e7\u00e3o nativa de t\u00e9cnicas e instrumentos de produ\u00e7\u00e3o europeus, que ampliaram a produtividade de sua produ\u00e7\u00e3o \u2013 arado, enxada, tra\u00e7\u00e3o animal, sobretudo. Uma\u00a0<em>aldeia de \u00edndios <\/em>guaranis que j\u00e1 no final do per\u00edodo colonial e durante o per\u00edodo francista, se transformaria em \u201calde\u00e3s de campesinos\u201d paraguaios. \u00a0\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn20\">[20]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt prop\u00f4s a domin\u00e2ncia no per\u00edodo colonial dos tr\u00eas tipos de\u00a0<em>ch\u00e1caras <\/em>paraguaias: a do\u00a0<em>encomendero<\/em>, \u00a0\u201cse\u00f1or feudal\u201d, explorada pelos\u00a0<em>yanaconas <\/em>e\u00a0<em>mytayos<\/em>; a dos camponeses mesti\u00e7os livres e, finalmente, a dos\u00a0<em>pueblos de \u00edndios, <\/em>inst\u00e2ncia da reprodu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia dos nativos\u00a0<em>encomendados<\/em>. Apontou o surgimento, em fins do s\u00e9culo 16, de est\u00e2ncias pastoris e da explora\u00e7\u00e3o dos ervais, com nativos\u00a0<em>encomendados<\/em>, dizimados pelo trabalho no\u00a0<em>obraje <\/em>de erva-mate, de acentuado car\u00e1ter mercantil. A defini\u00e7\u00e3o desta \u00faltima produ\u00e7\u00e3o como capitalista levou-o a propor que praticasse rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o h\u00edbridas \u2013\u2013 do tipo feudal\/escravista!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com sensibilidade, prop\u00f4s a \u201cchacra guarani europeizada\u201d como o \u201ccimiento principal del Paraguay colonial\u201d. Para ele, seria a \u201cpeque\u00f1a econom\u00eda del campesino mestizo libre\u201d que combinava o \u201ccultivo con la cr\u00eda de ganado en peque\u00f1a escala\u201d, e n\u00e3o a\u00a0<em>encomienda<\/em>, o \u201ccauce principal\u201d da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn21\">[21]<\/a> Fen\u00f4meno determinante, quando da Independ\u00eancia, j\u00e1 que os \u201ccampesinos libres\u201d crioulos e mesti\u00e7o n\u00e3o possu\u00edam qualquer representa\u00e7\u00e3o no cabildo de Asunci\u00f3n, estabelecendo-se assim forte contradi\u00e7\u00e3o entre dom\u00ednio econ\u00f4mico e representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Assinalou que a prov\u00edncia do Paraguai se constituiu \u201ccomo\u00a0 un conjunto numeroso y extendido de villas y pueblos esencialmente agr\u00edcolas.\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn22\">[22]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Destacou que, em parte, durante a col\u00f4nia, o amplo movimento de funda\u00e7\u00e3o de vilas na prov\u00edncia determinara uma mais f\u00e1cil distribui\u00e7\u00e3o de terras, respons\u00e1vel por forte impulso \u00e0s for\u00e7as produtivas. Defendeu que, \u201cen ciertos limites\u201d, haveria nesse ent\u00e3o um \u201cr\u00e9gimen de tierra libre\u201d, que permitira \u201ccontinuada ampliaci\u00f3n de la propriedad agr\u00edcola peque\u00f1a\u201d, sem \u201cconflicto agudo, por la propiedad de la tierra\u201d, com a \u201cestancia latifunista\u201d. Isso poss\u00edvel \u2013 explicava \u2013 devido \u00e0 inexist\u00eancia de \u201ceconom\u00eda latifundista orientada a la exportaci\u00f3n\u201d no Paraguai. O que ensejaria menor demanda de grandes extens\u00f5es de terra pelos \u201ccapitales privados.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn23\">[23]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viva o Mercado!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da defini\u00e7\u00e3o do campon\u00eas mesti\u00e7o e guarani como segmento social dominante, Oscar Creydt prop\u00f4s que a \u201clucha por el libre comercio y por la libre navegaci\u00f3n de los rios\u201d, isto \u00e9, a \u201clucha secular por abrirse paso hacia el mercado mundial\u201d, como a grande contradi\u00e7\u00e3o que emperraria o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas mat\u00e9rias do Paraguai, at\u00e9 1864-1870.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn24\">[24]<\/a> Defendia como via para o desenvolvimento da sociedade paraguaia sua mercantiliza\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o ao mercado mundial. Entretanto, ap\u00f3s a Guerra Grande. a incorpora\u00e7\u00e3o plena do pa\u00eds ao mercado mundial n\u00e3o ensejaria a esperada distens\u00e3o qualitativa das for\u00e7as produtivas materiais, como veremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt via sobretudo nas miss\u00f5es guaranis \u201ctipo superior de explotaci\u00f3n feudal\u201d, ao servi\u00e7o do absolutismo espanhol, de produtividades \u201cmuy superior a la economia colonial del Paraguay\u201d, buscando \u201csobreproducto considerable\u201d. Para ele, as miss\u00f5es jesu\u00edticas converteram-se na \u201ctraba principal al desarrollo econ\u00f3mico del Paraguay\u201d, ao dificultarem a realiza\u00e7\u00e3o mercantil plena da sociedade paraguaia, retirando das m\u00e3os dos\u00a0<em>encomenderos<\/em>grande parte da m\u00e3o de obra nativa.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn25\">[25]<\/a> Para ele, a luta iniciada, em 1719, pelas classes patr\u00edcias de Asunci\u00f3n. pelo controle dos \u201cindios guaran\u00edes\u201d missioneiros, para reduzi-los ao trabalho servil, constituiria a \u201cprimera aut\u00e9ntica revoluci\u00f3n democr\u00e1tica en la Am\u00e9rica Latina\u201d.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn26\">[26]<\/a> Da redu\u00e7\u00e3o \u00e0 servid\u00e3o do missioneiro, nasceria sociedade democr\u00e1tica!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o claras as contradi\u00e7\u00f5es postas entre a interpreta\u00e7\u00e3o de Oscar Creydt e a realidade hist\u00f3rica. Sua defini\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o social missioneira como forma de explora\u00e7\u00e3o feudal apenas contorna a necessidade de elucida\u00e7\u00e3o do singular modo de produ\u00e7\u00e3o que objetivou enorme avan\u00e7o das condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia das sociedades que organizou. Organiza\u00e7\u00e3o social baseada sobretudo no consenso, pois apoiada em popula\u00e7\u00e3o armada e administrada por um n\u00famero \u00ednfimo de jesu\u00edtas \u2013 no m\u00e1ximo 90 \u2013 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o \u2013 superior a 120 mil. Sociedade que lutou por sua sobreviv\u00eancia, em forma independente aos jesu\u00edtas, contra as coroas ib\u00e9ridas. E, se a sociedade missioneira fosse superior \u00e0 paraguaia, \u00e9 est\u00e1 \u00faltima que deveria se eclipsar, em favor da primeira, para abrir espa\u00e7o \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn27\">[27]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre seguindo o postulado do avan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o mercantil como necessidades para o crescimento das for\u00e7as produtivas materiais, qualificou como positivo o estabelecimento do vice-reinado do Prata, por permitir os contados comerciais diretos com Buenos Aires e facilitar relativamente a exporta\u00e7\u00e3o de erva-mate e de tabaco. Um impulso comercial comprometido parcialmente pela exa\u00e7\u00e3o monop\u00f3lica praticava no porto de Buenos Aires e pelo estanco real do tabaco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaquem-se as patentes contradi\u00e7\u00f5es postas pela avalia\u00e7\u00e3o positiva, por um lado, das vantagens da expans\u00e3o das<em>encomiendas<\/em> e da produ\u00e7\u00e3o mercantil, que justificariam a pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o das Miss\u00f5es e, por outro, a avalia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m positiva das pequenas propriedades camponesas independentes dominantes, fortemente voltadas para o auto-consumo, precisamente devido aos limites da produ\u00e7\u00e3o latifundi\u00e1ria nascidos das dificuldades em organizar produ\u00e7\u00f5es mercantil-exportadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Revolu\u00e7\u00e3o Burguesa no Paraguai<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o processo pr\u00e9-independista, Oscar Creydt retoma a defini\u00e7\u00e3o perempt\u00f3ria do \u201ccampesinado libre\u201d como \u201cprincipal factor en el proceso de formaci\u00f3n de la naci\u00f3n\u201d e como a \u201cfuerza decisiva de la revoluci\u00f3n nacional\u201d. Prop\u00f5e igualmente o car\u00e1ter progressivo do surgimento em Asunci\u00f3n de fr\u00e1gil \u201cburgues\u00eda comercial\u201d de car\u00e1ter j\u00e1 capitalista.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn28\">[28]<\/a> Aponta o desenvolvimento no campo de \u201ccampesinos libres\u201d vendendo parte de \u201csu cosecha\u201d e contratando jornaleiros. Assinala a substitui\u00e7\u00e3o crescente do trabalho semi-servil por \u201casalariados a destajo\u201d nos ervais [forma de produ\u00e7\u00e3o pr\u00e9-capitalista] e a diferencia\u00e7\u00e3o social nos pueblos de \u00edndios.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn29\">[29]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao abordar a crise colonial, destaca como principal programa revolucion\u00e1rio democr\u00e1tico-burgu\u00eas a separa\u00e7\u00e3o do Paraguai da Espanha, em associa\u00e7\u00e3o com Buenos Aires, e da prov\u00edncia, isolada, de Buenos Aires, que se negava a uma federa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn30\">[30]<\/a> Com pertin\u00eancia, assinala tamb\u00e9m que a forma\u00e7\u00e3o social paraguaia n\u00e3o foi produto da independ\u00eancia, mas que esta \u00faltima se materializara precisamente devido \u00e0 \u201cmaduraci\u00f3n\u201d da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia nos \u00faltimos tempos da col\u00f4nia. Entre as contradi\u00e7\u00f5es existentes na prov\u00edncia, n\u00e3o destaca as que ocorriam entre\u00a0<em>encomenderos <\/em>e\u00a0<em>encomendados<\/em>; entre grandes propriet\u00e1rios, sobretudo\u00a0<em>ganaderos<\/em>, e pequenos camponeses e as\u00a0<em>aldeias de \u00edndios<\/em>.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn31\">[31]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Assinala a interven\u00e7\u00e3o portenha para expulsar os espanh\u00f3is e submeter os paraguaios, vencida devido ao maci\u00e7o arrolamento de tropas camponesas, sob o comando da oficialidade paraguaia, sa\u00edda das filas dos grandes criadores pastoris crioulos. Lembra que, quando o governador espanhol e o cabildo de Asunci\u00f3n, controlado por\u00a0<em>espanholistas<\/em>, chamaram os portugueses para reprimir o \u201cmovimiento nacional revolucion\u00e1rio\u201d, a ruptura com a metr\u00f3pole nasceu da mobiliza\u00e7\u00e3o de \u201cjovens oficiales del ej\u00e9rcito\u201d, os \u201cganaderos uniformados\u201d, dirigidos pelo doutor Francia, chefe do partido autonomista intransigente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Registra a realiza\u00e7\u00e3o do primeiro congresso revolucion\u00e1rio, em junho de 1811, com tr\u00eas grandes partidos em disputa: o da independ\u00eancia absoluta, que aceitava eventual federa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria com Buenos Aires; o\u00a0<em>portenhista<\/em>, constitu\u00eddo pelos comerciantes de Asunci\u00f3n, favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da estrutura colonial e \u00e0 depend\u00eancia a Buenos Aires, com reformas liberais; o\u00a0<em>espanholista<\/em>, inclinado ao retorno \u00e0 antiga ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Prop\u00f5e que, inspirado em Rousseau e como repercuss\u00e3o long\u00ednqua da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, o doutor Jos\u00e9 Gaspar Rodrigues de Francia capitaneou o partido da \u201cindepend\u00eancia nacional absoluta\u201d, interpretando o \u201cmodo de pensar y de sentir de la naciente burguesia nacional y de los campesinos libres\u201d, segmentos que, na sua estrutura anal\u00edtica, deveriam assaltar o poder, expandir as atividades mercantil, ligar a regi\u00e3o ao mercado mundial, garantir a expans\u00e3o do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista no Paraguai. Precisamente tudo o que, como veremos, o doutor Francia n\u00e3o fez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c0 Procura de um Bom Burgu\u00eas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O esquema pol\u00edtico pr\u00e9-concebido de Oscar Creydt exigia a alian\u00e7a entre a burguesia nascente [comercial e pastoril] com as capas camponeses. Por\u00e9m, aquela proposta n\u00e3o descreve os sucessos objetivos, ou seja, a crescente oposi\u00e7\u00e3o ao dr. Francia, primeiro, dos comerciantes de Asunci\u00f3n, que se ligaram aos\u00a0<em>portenhistas<\/em>, e, logo, dos \u201cganaderos uniformados\u201d. Oposi\u00e7\u00e3o vencida pelo dr. Francia que procurou e conquisto o \u201capoyo de la gente del campo\u201d, interessada na independ\u00eancia sem transa\u00e7\u00e3o.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn32\">[32]<\/a> Pugna resolvida no congresso de mil deputados, de 1813, com a participa\u00e7\u00e3o dos\u00a0<em>homens bons<\/em> de Asunci\u00f3n e de multid\u00e3o de delegados do campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt define os delegados do campo como \u201cpropietarios de chacras grandes, ganaderos medianos y peque\u00f1os, exploradores de yerba mate, comerciantes de villa y pueblos, funcionarios locales, curas populares\u201d, verdadeira \u201ccategor\u00eda social intermediaria entre la aristocracia de grandes latifundistas y los campesino pobres\u201d. Uma esp\u00e9cie de Terceiro Estado ou \u201cburguesia rural incipiente\u201d que, na leitura do autor, substituiria a burguesia comercial e pastoril contra-revolucion\u00e1rias.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn33\">[33]<\/a> Caracteriza\u00e7\u00e3o social dos delegados diversa da proposta por R. A. White, que aponta origem bem mais pleb\u00e9ia para os delegados: \u201c[&#8230;] peque\u00f1os agricultores, ganaderos, peones de estancia, recolectores de yerba, navegantes, almaceneros de pueblo, comerciantes, obrajeros, alcaldes, ind\u00edgenas\u201d, etc.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn34\">[34]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt assinala que o segundo congresso de mil deputados, de 1814, verdadeira \u201casamblea popular revolucionaria\u201d, eliminou \u201cdel poder al jefe militar de la insurrecci\u00f3n de Mayo, Yegros, y elige al doctor Francia \u2018Dictador Supremo da Rep\u00fablica\u2019.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn35\">[35]<\/a> Ap\u00f3s a derrota dos interesses comerciais de Asunci\u00f3n, os criadores crioulos seriam, por sua vez, defenetrados do poder pol\u00edtico, para sofrerem ataque geral final, quando se mobilizaram contra a revolu\u00e7\u00e3o, no bojo da Grande Conspira\u00e7\u00e3o de 1820.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt apresenta a conspira\u00e7\u00e3o de Caballeros, Yegros e Caba\u00f1as como tentativa de \u201cgolpe termidoriano\u201d, vencido pelo doutor Francia, l\u00edder\u00a0<em>jacobino<\/em>, leitor de Rousseau, de Voltaire e de Raynal, atrav\u00e9s de ditadura nacional revolucion\u00e1ria que consolida a independ\u00eancia plena, querida pelos \u201ccampesinos\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn36\">[36]<\/a> Sobre a ditadura, prop\u00f5e que a \u201cdispersi\u00f3n y la variedad de los sectores\u201d que compunham sua \u201cincipiente burgues\u00eda rural\u201d impediam-lhe de exercer a \u201cdictadura por si misma\u201d, atrav\u00e9s de \u00abparlamento revolucion\u00e1rio\u201d, delegando por isso seu poder a um intelectual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trai\u00e7\u00e3o Inexplic\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt n\u00e3o explica por que a \u201crudimentaria burguesia comercial de Asunci\u00f3n\u201d e os \u201cganaderos uniformados\u201d n\u00e3o dirigiram a revolu\u00e7\u00e3o, mesmo constituindo j\u00e1 parte das classes dominantes no \u201cantiguo sistema colonial\u201d. Simplesmente prop\u00f5e que, na falta de uma \u201cburgues\u00eda industrial\u201d, apenas o que define como Terceiro Estado rural \u201cestaba en condiciones de llevar la lucha por la independencia nacional hasta sus \u00faltimas consecuencias\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta sua \u00faltima proposta, encontra-se em clara contradi\u00e7\u00e3o com a defini\u00e7\u00e3o anterior dos comerciantes, estancieiros e plantadores como classes revolucion\u00e1rios incipientes, que teriam defendido, em 1811, \u201creivindicaciones nacionales\u201d pr\u00f3prias aos camponeses e \u00e0 \u201cnaciente burgues\u00eda nacional\u201d \u2013 \u201clibre comercio, libre navegaci\u00f3n de los r\u00edos hasta el mar, supresi\u00f3n del estanco de tabaco.\u201d Conquistas que, para ele, como proposto, eliminariam as travas que o \u201csistema colonial\u201d pusera ao \u201cdesenvolvimiento de las fuerzas productivas del pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt lembra que as reivindica\u00e7\u00f5es de livre com\u00e9rcio da \u201cburguesia paraguaia\u201d n\u00e3o se realizaram apenas devido \u00e0 vontade da oligarquia comercial de Buenos Aires de submeter a prov\u00edncia. O desconhecimento do tratado de confedera\u00e7\u00e3o de 1811, por Buenos Aires, teria levado \u00e0 perda de base social do partido\u00a0<em>portenhista<\/em>, ao fortalecimento dos camponeses e \u00e0 proposta de \u201cestabelecimiento de la dictadura\u201d como \u201cprotecci\u00f3n permanente de la soberan\u00eda nacional y de sus intereses de clase [dos camponeses]\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta de Oscar Creydt da liga\u00e7\u00e3o ao mercado mundial e da expans\u00e3o da economia mercantil como principais necessidades da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia contraditava frontalmente com as a\u00e7\u00f5es implementadas pela ditadura francista, que golpeou as classes sociais que avan\u00e7avam aquele programa e construiu sua ditadura \u00e0 margem daquelas realiza\u00e7\u00f5es, sem que as classes camponesas \u2013 \u201cburguesia rural incipiente\u201d, para Creydt \u2013 expressassem qualquer oposi\u00e7\u00e3o substancial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Expropriando os Expropriadores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio autor lembrou que Francia \u201cexpropi\u00f3 pr\u00e1cticamente a los comerciantes espa\u00f1oles\u201d, as \u201ccongregaciones religiosas\u201d e os grandes estancieiros, quando, na Grande Conspira\u00e7\u00e3o de 1820, procuraram aliar-se a lideres federalistas regionais, a fim de derrotar a ordem francista, que levara, naquele ent\u00e3o, \u00e0 quase total interrup\u00e7\u00e3o do grande com\u00e9rcio, na sua luta intransigente pela independ\u00eancia. Prop\u00f4s tamb\u00e9m que a conspira\u00e7\u00e3o fracassou precisamente por n\u00e3o encontrar apoio \u201centre los campesinos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao lembrar corretamente que Francia jamais procurou a autarquia absoluta e abriu e garantiu o com\u00e9rcio com o Brasil, com a prov\u00edncia de Corrientes, e, no final do seu governo, com Montevid\u00e9u, n\u00e3o discute a falta de oposi\u00e7\u00e3o entre os camponeses \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o francista de com\u00e9rcio com as \u201cdem\u00e1s provincias argentinas\u201d, como repres\u00e1lia ao n\u00e3o \u201creconocimiento de la independencia del Paraguay y su derecho a la libre navegaci\u00f3n de los r\u00edos hasta el atl\u00e1ntico\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn37\">[37]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt assinala o impulso da \u201cproducci\u00f3n artesanal de tejidos y otros art\u00edculos manufacturados\u201d que procuraria \u201ccrear los primeros g\u00e9rmenes de una industria nacional\u201d. \u00a0Entretanto, n\u00e3o discute o fato de que este impulso pode nascer e desenvolver-se relativamente apenas devido ao controle, direto e indireto, da introdu\u00e7\u00e3o dos manufaturados estrangeiro. Pol\u00edtica que dificultava igualmente a inser\u00e7\u00e3o direta e ampla da produ\u00e7\u00e3o paraguaia mercantil no mercado internacional, que via como positiva, como assinalado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor n\u00e3o discute os interesses particulares dos pequenos produtores artesanais, dom\u00e9sticos, pequeno-mercantis, integrantes do bloco de apoio e sustenta\u00e7\u00e3o francista,\u00a0<em>favor\u00e1veis<\/em> ao controle do com\u00e9rcio com o exterior, assinalando apenas seu dinamismo, devido precisamente \u00e0 ruptura dos la\u00e7os com o com\u00e9rcio internacional, no que definir\u00edamos hoje como um processo de \u201cexpans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o manufatureira por substitui\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao assinalar outra dura medida francista contra a burguesia comercial paraguaia, prop\u00f5e que \u201cel monopolio estatal de la importaci\u00f3n y el control del Estado sobre todo el comercio exterior\u201d fora estabelecido para evitar \u201cla salida de circulantes monetarios y asegurar precios justos para los productos nacionales y exportables\u201d. Objetivos e a\u00e7\u00f5es claramente antag\u00f4nicos com o livre c\u00e2mbio pelo qual lutavam os grandes produtores mercantis do Paraguai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Setor Econ\u00f4mico Estatal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na caracteriza\u00e7\u00e3o do Estado francista, Oscar Creydt define a organiza\u00e7\u00e3o do \u201csector econ\u00f3mico estatal, con la funci\u00f3n de costear los gastos de la defensa nacional, liberar a las fuerzas productivas de impuestos excesivos e regular el comercio exterior de modo que los productos nacionales obtuvieran ganancias suficientes.\u201d Destaca como objetivos das Est\u00e2ncias da P\u00e1tria a produ\u00e7\u00e3o de animais, carnes e couros para abastecer o ex\u00e9rcito, a popula\u00e7\u00e3o e a exporta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se det\u00e9m na constitui\u00e7\u00e3o extremamente singular de um setor estatal que realizava a acumula\u00e7\u00e3o de boa parte da produ\u00e7\u00e3o excedente do Paraguai, aplicando-a em invers\u00f5es de interesse nacional \u2013 defesa, educa\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaca a amplia\u00e7\u00e3o da propriedade do Estado sobre as terras e sua concess\u00e3o \u201ca los campesino y a la burgues\u00eda rural [sic] en la forma de un arrendamiento a bajo precio\u201d, estabelecendo nos fatos um regime de \u201ctierra libre\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn38\">[38]<\/a> Pouco discute esta literal nacionaliza\u00e7\u00e3o de enormes por\u00e7\u00f5es das terras paraguaias, que transformou a renda da terra em imposto p\u00fablico pouco pesado, impulsionando o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas mat\u00e9rias e da acumula\u00e7\u00e3o de riquezas no pa\u00eds. Medida que inviabilizava a forma\u00e7\u00e3o de ex\u00e9rcito rural de reserva imprescind\u00edvel \u00e0 grande produ\u00e7\u00e3o mercantil privada, que o autor via como avan\u00e7o hist\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt refere-se ao reduzido aparato estatal francista, com os \u201ccomandantes civiles de las villas y los funcionales locales\u201d, e \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito, propondo que as \u201cautoridades\u201d rurais estariam a \u201ccargo de vecinos principales de las villas y de los pueblos, personas que ten\u00edan propiedad, generalmente due\u00f1os de chacras y de ganado, relativamente acomodados\u201d.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn39\">[39]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Estranho \u00e0s vis\u00f5es grandiloq\u00fcentes sobre o passado paraguaio, definiu o francismo como organiza\u00e7\u00e3o estatal que fizera o necess\u00e1rio para \u201cdesenvolver las fuerzas productivas de un pa\u00eds muy atrasado em su desarrollo capitalista\u201d [sic], \u201ca pesar de las limitaciones del comercio exterior\u201d. Para ele, a produ\u00e7\u00e3o teria avan\u00e7ado, ainda que \u201csobre bases primitivas\u201d, com destaque para a acumula\u00e7\u00e3o \u201crealizada [&#8230;] en la forma de ganado, que ten\u00eda un precio general estable, aunque bajo, en el mercado interno.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn40\">[40]<\/a> A produ\u00e7\u00e3o pastoril conheceu, indiscutivelmente, forte expans\u00e3o durante o per\u00edodo francista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt n\u00e3o abandona jamais sua proposi\u00e7\u00e3o da \u201cburgues\u00eda naciente\u201d \u2013comerciantes de Asunci\u00f3n, propriet\u00e1rios pastoris e camponeses enriquecidos \u2013 como as \u201cfuerzas motoras de la revoluci\u00f3n paraguaya\u201d. Segue igualmente propondo que o interesse daqueles setores seria \u201csalir de los estrechos limites de la producci\u00f3n para el consumo propio y conseguir una econom\u00eda mercantil de car\u00e1cter nacional, liberada de las viejas trabas a la libertad del comercio exterior.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn41\">[41]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inevit\u00e1vel Depend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sentido contrario, assinalava que o \u201cgrupo social mas desarrollado desde el punto de vista capitalista\u201d, os \u201ccomerciantes exportadores de Asunci\u00f3n\u201d, subordinaram a \u201ccausa de la independencia nacional a su inter\u00e9s inmediato\u201d, lutando \u201ccontra el estado nacional agitando ideas liberales.\u201d Prop\u00f5e tamb\u00e9m corretamente que, se tivessem vencido, converteriam o Paraguai em provincia ou em pa\u00eds \u201cdependiente, bajo la dictadura de una oligarqu\u00eda de estancieros liberales y comerciantes exportadores e importadores, que es lo que ha sucedido despu\u00e9s de la Guerra de 1864-70.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn42\">[42]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, as por ele propostas raz\u00f5es\u00a0<em>ego\u00edstas<\/em> da burguesia comercial que levaram a trair o movimento de independ\u00eancia, eram precisamente a objetiva\u00e7\u00e3o das necessidades daqueles setores sociais reais para avan\u00e7ar o processo de acumula\u00e7\u00e3o comercial de capitais. E as id\u00e9ias liberais que propagavam, o programa da revolu\u00e7\u00e3o burguesa na Europa, que necessitava impor ao mundo o \u201clivre com\u00e9rcio\u201d para a exterioriza\u00e7\u00e3o sua produ\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da frustra\u00e7\u00e3o\/destrui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o americana concorrente! Sua proposta do car\u00e1ter adiantado desse segmento social chocava-se com a defesa pelo mesmo de um programa retr\u00f3grada, express\u00e3o de suas necessidades objetivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaque-se igualmente o paradoxo posto pela correta defini\u00e7\u00e3o pelo autor dos estancieiros como \u201coligarquia\u201d liberal retr\u00f3grada, ap\u00f3s prop\u00f4-los como parte da nascente burguesia progressista! Tamb\u00e9m nesse caso se estabelece impasse anal\u00edtico insol\u00favel, ao defender-se, por um lado, vanguardismo social e econ\u00f4mico e, por outro, a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica retr\u00f3grada, devido precisamente \u00e0 luta coerente pela consecu\u00e7\u00e3o de necessidades de classe, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades nacionais de autonomia em jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido \u00e0 incapacidade da \u201cburguesia nascente\u201d \u2013 comerciantes e estancieiros \u2013de defender e impor a independ\u00eancia, Oscar Creydt prop\u00f5e que ela fora substitu\u00edda pela \u201cclase m\u00e1s evolucion\u00e1ria de la sociedad paraguaya\u201d de ent\u00e3o, ou seja, os \u201ccampesinos libres\u201d. Em outra contradi\u00e7\u00e3o patente, define esse segmento social como \u201cburguesia rural\u201d em forma\u00e7\u00e3o e esp\u00e9cie de \u201cTerceiro Estado\u201d. Isso apesar de afirmar corretamente que aquele setor social praticava \u201ceconom\u00eda familiar de tipo patriarcal, con algunos rasgos primitivos\u201d. O que caracterizaria claramente segmento social campon\u00eas de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o orientada em forma priorit\u00e1ria e dominante para o mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Revolu\u00e7\u00e3o Ininterrupta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt circunscreve a contradi\u00e7\u00e3o posta pela independ\u00eancia do Paraguai, lembrando que o pa\u00eds foi o \u00fanico na Am\u00e9rica Latina \u201cque logr\u00f3 desarrollar la revoluci\u00f3n separatista ininterrumpidamente hasta realizar un cambio de estructura por la v\u00eda del desenvolvimiento econ\u00f3mico independiente\u201d. Portanto, desde um ponto de vista l\u00f3gico, trataria-se de uma verdadeira contradi\u00e7\u00e3o, pois precisamente o pa\u00eds mais pobre e mais atrasado teria sido capaz de produzir uma das mais avan\u00e7adas revolu\u00e7\u00f5es na \u201crealizaci\u00f3n de los objetivos de la revoluci\u00f3n burguesa de independencia nacional.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Igualmente com sensibilidade, destaca que, \u201cprecisamente en raz\u00f3n del atraso econ\u00f3mico del Paraguay, que no pod\u00eda desarrollar una econom\u00eda latifundista monocultura para la exportaci\u00f3n, el campesinado libre\u201d pode \u201cdesempe\u00f1ar el papel fundamental en su formaci\u00f3n econ\u00f3mica y nacional y, por consiguiente, en el curso de la revoluci\u00f3n burguesa da emancipaci\u00f3n.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn43\">[43]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o retirando as conclus\u00f5es l\u00f3gico-dial\u00e9ctica pr\u00f3prias a esta constata\u00e7\u00e3o, jamais prop\u00f5e que a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica singular paraguaia tenha se dado, precisamente, sem \u2013 e certamente contra \u2013 o que define como\u00a0<em>burguesia<\/em>, ou seja, os segmentos mercantis pr\u00e9-capitalistas dominantes \u2013 oligarquia comercial, pastoril, ervateira, etc. Retornando ao seu esquema inicial, que invalida na apresenta\u00e7\u00e3o que realiza do processo objetivo, aponta para revolu\u00e7\u00e3o dirigida pela \u201cincipiente burguesia nacional\u201d em vincula\u00e7\u00e3o \u201ccon una clase relativamente numerosa de campesinos libres, que constitu\u00eda el sector fundamental de la econom\u00eda [\u2026].\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn44\">[44]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00ea com raz\u00e3o na ditadura francista um governo de \u201ctipo patriarcal\u201d, esp\u00e9cie de superestrutura pol\u00edtica expressando o \u201ccar\u00e1cter retardado del modo de producci\u00f3n existente.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn45\">[45]<\/a> Um modo de produ\u00e7\u00e3o dominante que jamais define clara e explicitamente como campon\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III. <\/strong><strong>Carlos Antonio L\u00f3pez: Continuidade ou Restaura\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt registra a descontinuidade entre a era e o programa francistas e lopistas, definindo-a de car\u00e1ter mercantil e\u00a0<em>burgu\u00eas<\/em>. Devido ao seu esquema arbitr\u00e1rio da independ\u00eancia nacional revolucion\u00e1ria dirigida pela \u201cburguesia nascente\u201d paraguaia, v\u00ea a inflex\u00e3o dos dois governos lopistas, em rela\u00e7\u00e3o ao francismo, apenas como\u00a0<em>modifica\u00e7\u00e3o de grau<\/em> e n\u00e3o de\u00a0<em>qualidade<\/em>. Como vimos, apontara inicialmente uma continuidade conseq\u00fcente em todo o per\u00edodo do Paraguai Independente, at\u00e9 a vit\u00f3ria aliancista de 1870.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLos gobierno que sucedieron a la dictadura perpetua hasta 1870 fueron una continuaci\u00f3n de la misma en nuevas condiciones. Los esfuerzos que numerosos historiadores han hecho por contraponer el r\u00e9gimen de Carlos Antonio L\u00f3pez al del doctor Francia no tienen fundamentos hist\u00f3rico.\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn46\">[46]<\/a> Destaque-se que a\u00a0<em>historiografia tradicional<\/em>comumente viu \u2013 e segue vendo \u2013 evolu\u00e7\u00e3o\u00a0<em>positiva<\/em> do governo de Carlos Antonio, em rela\u00e7\u00e3o ao do doutor Francia, precisamente devido aos avan\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o a uma ordem liberal e mercantil, que Oscar Creydt definia como burguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt compreendia os governos lopistas como representa\u00e7\u00f5es do \u201cpoder de la burgues\u00eda nacional en una etapa superior de su desarrollo como clase\u201d e assinalava, com toda raz\u00e3o, que os \u201cintereses de los comerciantes exportadores y de los estancieros ten\u00edan mayor influencia\u201d naqueles regimes do que no anterior. Assinala igualmente a restaura\u00e7\u00e3o da \u201calta jerarquia militar\u201d \u2013 \u201cganaderos uniformados\u201d \u2013 e do alto clero.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn47\">[47]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt destacara anteriormente a\u00a0<em>trai\u00e7\u00e3o <\/em>das\u00a0<em>burguesias comercial <\/em>e\u00a0<em>pastoril <\/em>\u00e0 luta pela independ\u00eancia e a repress\u00e3o que sofreram, como classes, pelo francismo, express\u00e3o das classes camponesas e pleb\u00e9ias, que assinala como verdadeiras agentes do movimento de emancipa\u00e7\u00e3o nacional. Tamb\u00e9m propusera o sentido democr\u00e1tico da repress\u00e3o ao alto clero e da expropria\u00e7\u00e3o-nacionaliza\u00e7\u00e3o de suas propriedades. Entretanto, n\u00e3o reconhece que, ao expressar em forma priorit\u00e1ria comerciantes, estancieiros e o alto clero, o Estado lopista empreendia deslocamento das classes camponesas e populares como segmentos priorit\u00e1rios, em indiscut\u00edvel restaura\u00e7\u00e3o tendencial de realidade anterior a 1813.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembra que Carlos Antonio manteve o monop\u00f3lio geral do com\u00e9rcio exterior de erva-mate; expandiu as Est\u00e2ncias da P\u00e1tria; estatizou os ervais e as \u00e1rvores de madeira dura [1846] e construiu ferrovias, tel\u00e9grafo, f\u00e1brica de ferro, etc. Prop\u00f5e que os enormes esfor\u00e7os pelo reinicio do comercio internacional \u201creflejaban el hecho de que la producci\u00f3n nacional hab\u00eda alcanzado, bajo la dictadura perpetua, un nivel de desarrollo que hacia necesario y urgente darle salida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os segmentos que definira como burguesia nacional incipiente, a necessidade de v\u00ednculos estreitos e diretos com o com\u00e9rcio mundial era candente j\u00e1 no in\u00edcio do governo de Francia. Vimos que a Grande Conspira\u00e7\u00e3o de 1820 fora movimento desesperado das classes propriet\u00e1rias mercantis asfixiadas pela interrup\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio exterior. Comentando o processo de exterioriza\u00e7\u00e3o do novo governo, Oscar Creydt avalia que a pol\u00edtica de neutralidade do doutor Francia diante das disputas argentinas era mais prudente. N\u00e3o compreende que a\u00a0<em>prud\u00eancia<\/em> francista expressava processo de produ\u00e7\u00e3o e de acumula\u00e7\u00e3o de forte sentido end\u00f3geno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt n\u00e3o discute as conseq\u00fc\u00eancias inevit\u00e1veis da retomada do com\u00e9rcio internacional e da diminui\u00e7\u00e3o das tarifas alfandeg\u00e1rias para a pequena produ\u00e7\u00e3o artesanal, dom\u00e9stica e manufatureira paraguaia, que prosperara com o fim da pol\u00edtica de livre com\u00e9rcio e com a interrup\u00e7\u00e3o parcial da liga\u00e7\u00e3o com o mercado mundial. N\u00e3o se p\u00f5e a quest\u00e3o da conseq\u00fc\u00eancia sobre pequenos e m\u00e9dios camponeses e arrendat\u00e1rios da expans\u00e3o dos latif\u00fandios pastoris e agr\u00edcolas exportadores, necessariamente sedentos de terra, apoiada pelo\u00a0<em>lopismo<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao definir a \u201cburgues\u00eda en estado de formaci\u00f3n, poco desarrollada desde el punto de vista capitalista\u201d, como a nova classe hegem\u00f4nica na era lopista, persevera na contradi\u00e7\u00e3o anal\u00edtica da proposta de burguesia que n\u00e3o assentava sua riqueza na expropria\u00e7\u00e3o capitalista de mais valia aos produtores diretos. Descreve que em redor \u201cdel gobierno de Carlos Antonio L\u00f3pez empez\u00f3 a formarse\u201d segmento dominante que define como \u201cuna nueva aristocracia\u201d de \u201corigen y car\u00e1cter burgu\u00e9s\u201d. \u201cLos propios hijos de L\u00f3pez [&#8230;] se convirtieron en grandes estancieros y explotadores de yerbamate.\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn48\">[48]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Prop\u00f5e que a \u201cpol\u00edtica agr\u00e1ria\u201d de L\u00f3pez possu\u00edsse car\u00e1ter burgu\u00eas e destaca a promo\u00e7\u00e3o da apropria\u00e7\u00e3o privada da terra; a facilita\u00e7\u00e3o da mercantiliza\u00e7\u00e3o dos produtos; o restabelecimento do \u201cd\u00edzimo\u201d, \u201cque afectaba sobre todo a los campesinos\u201d. Lembra que Carlos Antonio promovera medidas para \u201cfacilitar que gente con poco capital se convirtiera en propietarios de tierras del Estado, particularmente en estancieros.\u201d Ou seja, todas elas medidas em detrimento \u00e0 pequena explora\u00e7\u00e3o camponesa, favorecida fortemente no governo anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Medidas\u00a0<em>burguesas <\/em>segundo Oscar Creydt tomadas igualmente no que se refere ao \u201cr\u00e9gimen agrario de los pueblos de indios em 1842\u201d, que levariam a transforma\u00e7\u00e3o, em 1848, da \u201cterra comunal\u201d em propriedade do Estado. Afirma que este processo deu-se com a concess\u00e3o da propriedade para \u201cuna minor\u00eda acomodada de los guaran\u00edes y mestizos\u201d e que a maioria dos antigos moradores dos Pueblos, transformada em arrendat\u00e1rios de terras p\u00fablicas, foi obrigada, parcialmente, a \u201cbuscar trabajo como jornaleros\u201d. N\u00e3o se refere \u00e0 enorme apropria\u00e7\u00e3o dos gados comunit\u00e1rios pelo Estado lopista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas medidas liberais, em prol da crescente privatiza\u00e7\u00e3o das terras e da transforma\u00e7\u00e3o de seus produtos em mercadoria, opostas \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es do francismo, significavam ingresso crescente na \u00f3rbita do mercado capitalista mundial, e n\u00e3o g\u00eanese e desenvolvimento autom\u00e1tico da produ\u00e7\u00e3o capitalista nacional, como acreditava o autor. Nos mesmos anos, no Brasil escravista, a chamada Lei de Terras determinava a venda como \u00fanica forma de apropria\u00e7\u00e3o das terras p\u00fablicas e, em Entre R\u00edos, legisla\u00e7\u00e3o apontava no mesmo sentido, expropriando multid\u00f5es de\u00a0<em>poseedores<\/em> e de propriet\u00e1rios com t\u00edtulos prec\u00e1rios. Nessas duas regi\u00f5es, a produ\u00e7\u00e3o destinava-se ao mercado mundial, sem a produ\u00e7\u00e3o assumir car\u00e1ter capitalista.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn49\">[49]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Constru\u00e7\u00e3o da Mis\u00e9ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt aponta com raz\u00e3o que a radicaliza\u00e7\u00e3o das medidas lopistas em favor da cria\u00e7\u00e3o de ex\u00e9rcito de trabalhadores rurais sem recursos contribuiria fortemente \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o, nos campos e nas cidades, da produ\u00e7\u00e3o mercantil privada, que v\u00ea como capitalista. \u201cAl transformar una parte de los indios en campesinos libres y otra parte, em proletarios [sic] obligados a vender su fuerza de trabajo, la disoluci\u00f3n de las comunidades ind\u00edgenas contribu\u00ed a crear las condiciones previas para el desarrollo de las condiciones capitalistas.\u201d Ele destaca corretamente que n\u00e3o houve \u201cproceso de proletarizaci\u00f3n en masa\u201d, efetivado apenas ap\u00f3s 1870, sobretudo quando do processo de privatiza\u00e7\u00e3o das terras p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No Paraguai, o impulso em prol da mercantiliza\u00e7\u00e3o da terra e de seus produtos pelo Estado lopista\u00a0 jamais assumiu o car\u00e1ter de contra-revolu\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria, com ampla expropria\u00e7\u00e3o dos pequenos propriet\u00e1rios, arrendat\u00e1rios, detentores de terras, como em outras regi\u00f5es da bacia do Prata \u2013 Uruguai, Entre R\u00edos, etc. O limite da restaura\u00e7\u00e3o da grande propriedade mercantil teria sido devido, por um lado, \u00e0 for\u00e7a social da classe camponesa e, por outro, \u00e0 fragilidade dos grandes propriet\u00e1rios, durante expropriados e golpeados durante a ordem francista.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn50\">[50]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Certamente tamb\u00e9m obstaculizou a restaura\u00e7\u00e3o liberal-mercantil e proletariza\u00e7\u00e3o das classes camponesas o car\u00e1ter tardio da instaura\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00e3o de livre com\u00e9rcio e de relativa paz na regi\u00e3o, com a queda de Rosas, em 1852, doze anos ap\u00f3s a morte de Francia. Conjuntura prop\u00edcia que retornaria rapidamente, em certo grau, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior de amea\u00e7a externa ao pa\u00eds e de dificuldades ao com\u00e9rcio internacional, sobretudo atrav\u00e9s do grande porto de Buenos Aires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt definia a expropria\u00e7\u00e3o dos camponeses, que ocorrera \u201cen muchas regiones del mundo\u201d, como \u201cprogresista\u201d, pois faria segundo ele parte da lei geral \u201cdel desarrollo del capitalismo, cuyos progresos se hacen siempre a costa del dolor de las masas\u201d. Afirma\u00e7\u00e3o que se apoiava no processo descrito por Karl Marx, em\u00a0<em>O capital.<\/em>Na Inglaterra, a privatiza\u00e7\u00e3o dos campos comunais permitira o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o capitalista, ao criar \u201cex\u00e9rcito industrial de reserva\u201d de camponeses sem terra, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de produtores obrigados a vender sua for\u00e7a de trabalho a pre\u00e7os vis, sob o a\u00e7oite da fome e do desemprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A integra\u00e7\u00e3o plena no mercado mundial e a proletariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o argentina haviam sido igualmente avaliadas positivamente, a partir da mesma reflex\u00e3o, pelo historiador Milc\u00edades Pe\u00f1a, poucos anos antes de Oscar Creydt.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn51\">[51]<\/a>Esse autor marxista [trotskista] defendia para a Argentina que, devido ao \u201cprimitivismo de sus m\u00e9todos de producci\u00f3n\u201d, a produ\u00e7\u00e3o artesanal e pequeno mercantil tinha \u201cescasa posibilidad de supervivencia\u201d diante dos produtos industriais importados, que realizaram obra progressiva, ao destru\u00ed-la.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn52\">[52]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mis\u00e9ria n\u00e3o Gera Capitalismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois autores n\u00e3o atentavam ao fato de que a expropria\u00e7\u00e3o dos pequenos camponeses ou produtores artesanais e dom\u00e9sticos e a conseq\u00fcente forma\u00e7\u00e3o de ex\u00e9rcito de miser\u00e1veis sustentaram e impulsionaram o desenvolvimento do capitalismo industrial ali onde estavam dadas as condi\u00e7\u00f5es gerais para tal: acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capitais; mercado consumidor; avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, etc. E quando essas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram entravadas, econ\u00f4mica e politicamente, pela invas\u00e3o de mercadorias de menor valor de produ\u00e7\u00e3o; pelo dom\u00ednio pol\u00edtico de classes pr\u00e9-capitalistas, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Argentina, a destrui\u00e7\u00e3o da pequena produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, artesanal e manufatureira das prov\u00edncias do Litoral e do Interior n\u00e3o resultou na proposta produ\u00e7\u00e3o capitalista industrial, consolidando apenas por longos anos as oligarquias mercantis e latifundi\u00e1rio-pastoris, de caracteres pr\u00e9-capitalistas, definidas tamb\u00e9m em forma abusiva por Milc\u00edades Pe\u00f1a como capitalista. Naquele pa\u00eds, como no Paraguai ap\u00f3s 1870, a destrui\u00e7\u00e3o da pequena produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, artesanal e manufatureira e expropria\u00e7\u00e3o dos camponeses de suas terras ensejaram apenas a expans\u00e3o de formas de explora\u00e7\u00e3o mercantis pr\u00e9-capitalistas, baixa acumula\u00e7\u00e3o de capitais, mis\u00e9ria popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a constata\u00e7\u00e3o do impasse posto por um processo que compreendeu como social e historicamente patol\u00f3gico, o historiador argentino apontara com sensibilidade para o Paraguai pr\u00e9-1870, onde vira possibilidade de desenvolvimento aut\u00f4nomo, precisamente devido \u00e0 difus\u00e3o da pequena propriedade e do controle do com\u00e9rcio mundial. Realidades questionadas tendencialmente pela orden lopista. \u201cParaguay, en cambio, ofrec\u00eda una alternativo distinta a la de la oligarqu\u00eda porte\u00f1a y superior a ella, como que se basaba en el desarrollo aut\u00f3nomo de la econom\u00eda nacional en base a todas las conquistas da civilizaci\u00f3n, industrial y capitalista.\u201d\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn53\">[53]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com sensibilidade e certa surpresa, Oscar Creydt assinalou a facilidade e a rapidez com que as medidas\u00a0<em>restauradoras <\/em>\u2013 que viu, como assinalado, como modifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o essenciais \u2013 foram tomadas ap\u00f3s a morte de Francia, propondo como explica\u00e7\u00e3o para este fato a poss\u00edvel consolida\u00e7\u00e3o relativa do que chamava de\u00a0<em>Terceiro Estado rural<\/em> durante o francismo.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn54\">[54]<\/a> O mesmo poder\u00edamos dizer da r\u00e1pida e f\u00e1cil derrota da proposta de continua\u00e7\u00e3o da ordem francista, atrav\u00e9s da pris\u00e3o e assassinato de Policarpo Pati\u00f1o, em setembro de 1870.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma constata\u00e7\u00e3o que exige an\u00e1lise das metamorfoses ocorridas sobretudo nos \u00faltimos anos do\u00a0<em>francismo<\/em>, ordem que apoiou e foi apoiada pelas classes camponesas e pequeno-mercantis, desinteressadas e em alguns casos apostas a uma abertura plena ao com\u00e9rcio mundial. Uma ordem que ensejou a fragiliza\u00e7\u00e3o da oligarquia pastoril-latifundi\u00e1ria e a extin\u00e7\u00e3o dos grandes comerciantes, devido \u00e0s medidas sociais repressivas e ao bloqueio comercial imposto ao Paraguai, por um lado, e \u00e0 exig\u00eancia de trocas comerciais iguais e repress\u00e3o sociais das oligarquias propriet\u00e1rias pelo francismo, por outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Programa Restauracionista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O padr\u00e3o francista de expans\u00e3o econ\u00f4mica teria favorecido a diferencia\u00e7\u00e3o relativa da riqueza no campo, entre os camponeses, e a retomada de dinamismo da produ\u00e7\u00e3o latifundi\u00e1rio sobretudo pastoril, que exigia menos m\u00e3o-de-obra, muito escassa devido \u00e0 difus\u00e3o da propriedade da terra, em processo de questionamento tendencial desde a morte do doutor Francia. Tudo isso teria ensejado modifica\u00e7\u00f5es no tecido social paraguaio, j\u00e1 durante a ordem francista, que teriam sustentado o advento do\u00a0<em>lopismo <\/em>com seu programa de restaura\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A reorienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social empreendida por Carlos Antonio, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, teria ensejado, por um lado, resist\u00eancias, da parte das classes populares, e, por outro, exig\u00eancias de maior \u00eanfase das medidas\u00a0<em>contra-revolucion\u00e1rias<\/em>, por parte das classes propriet\u00e1rias em enriquecimento e consolida\u00e7\u00e3o \u2013 fim de todo monop\u00f3lio estatal sobre o com\u00e9rcio; distribui\u00e7\u00e3o das terras p\u00fablicas; proletariza\u00e7\u00e3o acelerada da popula\u00e7\u00e3o camponesa, etc.\u00a0<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn55\">[55]<\/a>Em forma geral, a luta de classes no per\u00edodo lopista n\u00e3o foi objeto de estudos sistem\u00e1ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O car\u00e1ter da ditadura francista talvez se explicite na dificuldade \u2013 ou talvez impossibilidade \u2013 de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica direta das classes camponesas, como sugerido por Oscar Creydt. As assembl\u00e9ias multitudin\u00e1rias de 1813 e 1814 chocavam-se com os interesses imediatos dos camponeses m\u00e9dios e sobretudo pobres, que deviam abandonar por semanas seus afazeres e custear a cara viagem e estada em Assun\u00e7\u00e3o. Uma representa\u00e7\u00e3o parlamentar seletiva seria exercida pelos segmentos mais ricos em favor da diferencia\u00e7\u00e3o da riqueza e da restaura\u00e7\u00e3o da ordem liberal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Concomitantemente com o processo tendencial de expropria\u00e7\u00e3o social das classes populares e das riquezas nacionais sob o\u00a0<em>lopismo<\/em>, efetivou-se igual expropria\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Se os congressos de 1813 e 1814, instauradores da ordem francista se realizaram com mil delegados, o congresso de 1856, parte da consolida\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>lopismo, <\/em>com uma popula\u00e7\u00e3o paraguaia significativamente mais numerosa, realizou-se com apenas cem deputados, necessariamente propriet\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ordem Nova<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A conquista do governo por Carlos Antonio, sancionado por assembl\u00e9ia restrita, significou retomada relativa do poder pelos segmentos camponeses mais ricos, pelos comerciantes e, sobretudo, pelos estancieiros \u2013 a classe a qual L\u00f3pez pertencia. Entretanto, aqueles segmentos sociais n\u00e3o tinham for\u00e7as, nem havia as condi\u00e7\u00f5es no pa\u00eds para restaura\u00e7\u00e3o acelerada e plena da produ\u00e7\u00e3o liberal-mercantil. Esta \u00faltima exigiria ampla expropria\u00e7\u00e3o dos camponeses de suas terras, para a forma\u00e7\u00e3o de ex\u00e9rcito de desempregados e amplia\u00e7\u00e3o dos latif\u00fandios; privatiza\u00e7\u00e3o dos ervais e das madeiras duras; liberaliza\u00e7\u00e3o radical do com\u00e9rcio; garantia das liga\u00e7\u00f5es comerciais com o mercado mundial; estabilidade das rela\u00e7\u00f5es externas do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse programa foi avan\u00e7ado parcialmente, concomitante com o fortalecimento da \u00e1rea de propriedade estatal, que seguiu arcando com os gastos com a educa\u00e7\u00e3o, com a defesa e com o Estado e financiou importantes obras infra-estruturais \u2013 ferrovia, tel\u00e9grafo, fundi\u00e7\u00e3o, etc. O controle do Estado garantiu igualmente significativo desvio das riquezas p\u00fablicas em prol de\u00a0<em>oligarquia<\/em> organizada em torno da fam\u00edlia L\u00f3pez. Essa expropria\u00e7\u00e3o privada de parte da renda e da propriedade social n\u00e3o foi aplicada no crescimento da produ\u00e7\u00e3o, sobretudo manufatureira interna, inevitavelmente golpeada pela abertura comercial proposta. Em boa parte ela ensejou a expans\u00e3o do luxo pessoal, das constru\u00e7\u00f5es suntuosas, etc. Um luxo que chamaria a aten\u00e7\u00e3o de viajantes, quando dos governos dos L\u00f3pez, e faria o fausto sobretudo dos oficiais rapinadores imperiais, quando da Guerra Grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As pr\u00f3prias grandes obras promovidas pelo\u00a0<em>lopismo <\/em>destinavam-se a facilitar a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e n\u00e3o criaram no pa\u00eds p\u00f3los industriais de produ\u00e7\u00e3o capitalista propriamente dita. Fundada e localizada distante de Asunci\u00f3n por quest\u00f5es militares, a fundi\u00e7\u00e3o de Ibycuy funcionou em boa parte com m\u00e3o de obra n\u00e3o assalariada, produzindo sobretudo para o Estado, a quem pertencia. Uma pol\u00edtica de liberdade comercial e de estreitamento com o mercado mundial teria aniquilado sua produ\u00e7\u00e3o de bens e utens\u00edlios n\u00e3o militares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre segundo o seu esquema pol\u00edtico-interpretativo, Oscar Creydt define o per\u00edodo lopista como \u201cuna dictadura de la burgues\u00eda nacional en formaci\u00f3n\u201d, de sentido progressista, principal fonte de acumulaci\u00f3n de capital, que buscava colocar o \u201cParaguay en un puesto de vanguardia entre los pa\u00edses latinoamericanos en lo que se refiere a la aplicaci\u00f3n de los progresos t\u00e9cnicos europeos (ferrocarril, tel\u00e9grafo) y a la fundaci\u00f3n de la primeras bases para una industria sider\u00fargica y metal\u00fargica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez seja mais correto definir os governos de L\u00f3pez pai e filho como regimes bonapartistas, de vi\u00e9s patriarcal, que, propondo governar em nome de todas as classes, expressaram sobretudo os interesses dos comerciantes, dos estancieiros, dos camponeses enriquecidos e do alto clero. Uma ordem que jamais promoveu, por falta de condi\u00e7\u00f5es, um amplo questionamento do dom\u00ednio campon\u00eas sobre a terra, durante longas d\u00e9cadas, base do dinamismo econ\u00f4mico e grande raz\u00e3o da resist\u00eancia das classes populares, a partir de 1865, \u00e0 invas\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IV. <\/strong><strong>Guerra Contra-Revolucion\u00e1ria: A Tr\u00edplice Alian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Oscar Creydt compreende a guerra de 1865-70 como desdobramento quase natural da contradi\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia que defendeu como central\u2013 a luta \u00e0 morte pela liga\u00e7\u00e3o direta com o mercado mundial. O fortalecimento paraguaio permitido durante os governos de Francia e de Carlos Antonio teriam levado a Solano L\u00f3pez a crer estarem dadas finalmente as condi\u00e7\u00f5es para assegurar aquele objetivo, garantindo a autonomia do Uruguai e do seu \u201cimportante centro comercial y portuario\u201d.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftn56\">[56]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A converg\u00eancia entre a \u201coligarquia de Buenos Aires\u201d, interessada na submiss\u00e3o violenta das suas prov\u00edncias, e o Imp\u00e9rio, com velhos problemas de fronteira [e de navega\u00e7\u00e3o] com o Paraguai, permitira interven\u00e7\u00e3o no Uruguai, dirigida igualmente contra as prov\u00edncias argentinas e \u00a0contra um \u201cinter\u00e9s nacional vital del Paraguay\u201d, ou seja, a independ\u00eancia oriental, garantia paraguaia de acesso ao mercado internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Oscar Creydt, o conflito se transformou em uma \u201cguerra de destrucci\u00f3n\u201d, em verdadeiro \u201cchoque entre dos sistemas econ\u00f3mico-sociales\u201d, ou seja, entre duas \u201cv\u00edas opuestas de desarrollo econ\u00f3mico y social\u201d. De um lado, as forma\u00e7\u00f5es liberal-mercantis\u00a0 escravista imperial e burguesa importadora\/exportadora argentina, do outro, a forma\u00e7\u00e3o social paraguaia, apoiada substancialmente na pequena propriedade camponesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A longa dura\u00e7\u00e3o da guerra desigual, que \u201cpuso de manifiesto la diferencia entre los dos sistemas en lucha\u201d, teria se devido sobretudo \u00e0 indiscut\u00edvel \u201csuperioridad del Estado nacional\u201d paraguaio.\u00a0 Superioridade expressa na defesa incondicional da \u201cindepend\u00eancia nacional\u201d pelos camponeses paraguaios, \u201cdue\u00f1os de su chacra y de su casa desde hace tres siglos\u201d, realidade expandida e consolidada durante a \u201crevoluci\u00f3n de independencia bajo la dictadura revolucionaria del doctor Francia\u201d. Superioridade social relativa em rela\u00e7\u00e3o ao Imp\u00e9rio, Estado escravista\u00a0<em>n\u00e3o-nacional<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Com raz\u00e3o Oscar Creydt cerra esta parte de sua interpreta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia, que isolamos para nossa discuss\u00e3o, com a constata\u00e7\u00e3o de que o \u201csistema econ\u00f3mico-social creado por la revoluci\u00f3n nacional fue reemplazado por el sistema econ\u00f3mico social imperante en los pa\u00edses vencedores\u201d. Desde ent\u00e3o, dominar\u00eda a \u201cestancia latifundista y ganadera orientada hacia la exportaci\u00f3n y la explotaci\u00f3n forestas latifundista exportadora de materias primas\u201d, \u00edntimamente ligadas ao mercado mundial. Processo alcan\u00e7ado com \u201creforma agraria retr\u00f3grada que despoj\u00f3 al Estado de la mayor parte de sus tierras al mismo tiempo que expropi\u00f3 a la mayor parte de los campesinos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em flagrante contradi\u00e7\u00e3o entre a interpreta\u00e7\u00e3o e a realidade, com a destrui\u00e7\u00e3o da singularidade paraguaia, ou seja, a domin\u00e2ncia da classe camponesa livre, j\u00e1 em processo de questionamento tendencial sob os governos\u00a0<em>lopistas,<\/em>realizava-se a expans\u00e3o substancial da produ\u00e7\u00e3o mercantil, livremente realizada no mercado internacional, que Oscar Creydt propunha como a principal necessidade para o desenvolvimento da forma\u00e7\u00e3o social paraguaia, desde o per\u00edodo colonial, e in\u00edcio de era capitalista radiosa, que jamais ocorreria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia citada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">ANDRADA E SILVA, Raul de.\u00a0<em>Ensaio sobre a ditadura do Paraguai<\/em>: 1814-1840. S\u00e3o Paulo: Cole\u00e7\u00e3o Museu Paulista, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ASSADOURIAN, C. S.\u00a0<em>et alii<\/em>.\u00a0<em>Modos de producci\u00f3n en Am\u00e9rica Latina<\/em>. 3.ed. Buenos Aires: Cuadernos de Pasado y Presente, 1975.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BAGU, Sergio.\u00a0<em>Estructura social de la colonia. <\/em>Buenos Aires: Ateneo, 1952.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CANCOGNI, Manlio e Boris, Ivan.\u00a0<em>Solano L\u00f3pez<\/em>:\u00a0<em>O Napole\u00e3o do Prata<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1975.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CERQUEIRA, Gal. Dion\u00edsio E. de C.\u00a0<em>Reminisc\u00eancia da Campanha do Paraguai. <\/em>[1865-1870]. Rio de Janeiro: Biblioteca do Ex\u00e9rcito, 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CHIAVENATTO, J\u00falio Jos\u00e9.\u00a0<em>Genoc\u00eddio americano<\/em>: a guerra do Paraguai. 21 ed. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CONRAD, R.\u00a0<em>Os \u00faltimos anos da escravid\u00e3o no Brasil<\/em>. 1850\u20111888. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira; Bras\u00edlia, INL, 1975.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COONEY, J.W. &amp; WHIGHAM, T.L. (Org.)\u00a0<em>Campo y frontera<\/em>: El Paraguay al fin de la era colonial. Asunci\u00f3n: Paraguay, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CORONEL, Bernardo.\u00a0<em>Breve interpretaci\u00f3n marxista de la historia paraguaya. <\/em>(1537-2011). Asunci\u00f3n: Arandur\u00e3; Base, 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CREYDT, Oscar.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>3 ed. Asunci\u00f3n: Paraguay, 2007. Pp. 47-119.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CUNHA, cel. Maur\u00edlio da.\u00a0<em>Guerra do Paraguai. <\/em>Campos dos Afonsos: Escola da Aeron\u00e1utica, 1946.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOMINGUEZ, Manuel.\u00a0<em>El alma de la Raza. <\/em>Buenos Aires: Aycucho, 1946.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOMINGUEZ, Manuel.\u00a0<em>El Paraguay<\/em>: sus grandeza y sus glorias. Buenos Aires: Aycucho, 1946.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DORATIOTO, Francisco.\u00a0<em>Maldita Guerra<\/em>: nova hist\u00f3ria da Guerra do Paraguai. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GEBRAN, Philomena (org.)\u00a0<em>Conceito de modo de produ\u00e7\u00e3o. <\/em>Rio de Janeiro: Paz &amp; Terra, 1978.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GODELIER, Maurice.\u00a0<em>Sobre as sociedades pr\u00e9-capitalistas. <\/em>Lisboa: Seara Nova, 1976.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GORENDER, J.\u00a0<em>O escravismo colonial<\/em>. 6.ed. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">KERN, Arno.\u00a0<em>Miss\u00f5es<\/em>: uma utopia pol\u00edtica. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PORTO, Aur\u00e9lio.\u00a0<em>Hist\u00f3ria das miss\u00f5es orientais do Uruguai. <\/em>Porto Alegre: Selbach, 1954. I e II.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">LAPA, Jos\u00e9 Roberto do Amaral [Org.].\u00a0<em>Modos de Produ\u00e7\u00e3o e realidade brasileira<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00d3PEZ, Rodrigo.\u00a0<em>La revoluci\u00f3n de Mayo<\/em>: entre el monopolio y el libre comercio. Buenos Aires; Madres de Plaza de Mayo, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAESTRI, M\u00e1rio &amp; ESSELIN, P. &amp; QUEVEDO, J\u00falio. (Org.)\u00a0<em>Pe\u00f5es, vaqueiros &amp; cativos campeiros. <\/em>Estudos sobre a economia pastoril no Brasil. Passo Fundo: EdiUPF, 2010. V.3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MAESTRI, M\u00e1rio. A Guerra Contra o Paraguai<strong>: <\/strong>Hist\u00f3ria e Historiografia: Da instaura\u00e7\u00e3o \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica [1871-2002]. http:\/\/nuevomundo.revues.Org \/55579.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MEILLASSOUX, Claude.\u00a0<em>Mulheres, celeiros &amp; capitais<\/em>. Porto: Afrontamento, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MENDES, Raimundo Teixeira.\u00a0<em>Benjamin Constant<\/em>: esbo\u00e7o de uma aprecia\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica da vida e da obra do Fundador da Rep\u00fablica Brazileira. Imprensa Nacional: Rio de Janeiro, 1936.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">MORENO, Nahuel.\u00a0<em>Cuatro tesis sobre la colonizaci\u00f3n espa\u00f1ola y portuguesa<\/em><em>. <\/em>Buenos Aires: Estrat\u00e9gia, 1954.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O\u00b4LEARY, J. E.\u00a0<em>El Mariscal Solano Lopez. <\/em>3 ed. Asunci\u00f3n: Paraguay, 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PASTORE, Carlos.\u00a0<em>La lucha por la tierra em el Paraguay. <\/em>3 ed. Asunci\u00f3n: Intercontinental, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PE\u00d1A, Milc\u00edades.\u00a0<em>El para\u00edso terrateniente<\/em>: federales y unitarios la civilizaci\u00f3n del cuero. Buenos Aires: Fichas, 1972.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PE\u00d1A, Milciades.\u00a0<em>La era de Mitre<\/em>: de Caseros a la Guerra de la Triple Infamia. 3 ed. Buenos Aires: Fichas, 1975.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">POMER, Le\u00f3n.\u00a0<em>La guerra del Paraguay<\/em>: Estado, pol\u00edtica y negocios. Buenos Aires: Colihue, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RENGGER; CARLYLE; DEMERSAY.\u00a0<em>El doctor Francia. <\/em>Asunci\u00f3n: El Lector, 1987.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RIVERA, Enrique.\u00a0<em>Jos\u00e9 Hern\u00e1ndez y la Guerra del Paraguay<\/em>. Buenos Aires: Colihue, 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ROQU\u00c9, J. &amp; ROMA\u00d1ACH, A.\u00a0<em>El Paraguay en 1857<\/em>: un viaje in\u00e9dito de Aim\u00e9 Bonpland. Asunci\u00f3n: UNP\/Servilibro, 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SCHMIT, Roberto.\u00a0<em>Los limites del progreso<\/em>: expansi\u00f3n rural em los origines del capitalismo rioplatense: Entre R\u00edos 1852-1872. Buenos Aires: Siglo XXI, 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOFRI, Gianni.\u00a0<em>O modo de produ\u00e7\u00e3o asi\u00e1tico<\/em>: hist\u00f3ria de uma controv\u00e9rsia marxista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SORIANO, Waldemar E. [Org.]\u00a0<em>Los modos de producci\u00f3n en le Imperio de los Incas. <\/em>Lima: Amaru, 1981.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">THOMPSON, George.\u00a0<em>La guerra del Paraguay<\/em>: acompa\u00f1ada de un bosquejo hist\u00f3rico del pa\u00eds y con notas sobre la ingenier\u00eda militar. Buenos Aires: Americana, 1869.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TOURON, Lucia Sala de &amp; ELOY, Rosa Alonso.\u00a0<em>El Uruguay comercial, pastoril y caudillesco<\/em>: Tomo I: la econom\u00eda. Montevideo: Banda Oriental, 1986; Tomo II: sociedad, pol\u00edtica e ideolog\u00eda. Montevideo: Banda Oriental, 1991.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TOURON, Luc\u00eda Sala; TORRE, Nelson de la; RODR\u00cdGUEZ, Julio C.\u00a0<em>Artigas: <\/em>tierra y revoluci\u00f3n. Montevideo: Arca, 1967.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VILABOY, Sergio Guerra.\u00a0<em>Cinco siglos de historiograf\u00eda latinoamericana. <\/em>La Habana: Ciencias Sociales, 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WHITE, Richard Alan.\u00a0<em>La primera revoluci\u00f3n popular en America<\/em>: Paraguay (1810-1840). 2 ed. Asunci\u00f3n: Carlos Schauman, 1989.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NOTAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* El presente trabajo ha sido presentado en el Congreso Internacional de la Asociaci\u00f3n de Historiadores Latinoamericanos y del Caribe (ADHILAC Internacional) \u00abLa formaci\u00f3n de los Estados latinoamericanos y su papel en la historia del continente\u00bb realizado del 10 al 12 de octubre de 2011 en el Hotel Granados, Asunci\u00f3n, Paraguay, organizado por Repensar en la historia del Paraguay, Instituto de Estudios Jos\u00e9 Gaspar de Francia, Asociaci\u00f3n de Historiadores Latinoamericanos y del Caribe, Centro Cultural de la Cooperaci\u00f3n \u201cFloreal Gorini\u201d (Argentina). Entidad Itaip\u00fa Binacional. Mesa:\u00a0<em>Repensar la historia del Paraguay: de la independencia a la Guerra de la Triple Alianza y su repercusi\u00f3n continental.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">**\u00a0Doutor em Hist\u00f3ria pela Universit\u00e9 Catholique de Louvain, B\u00e9lgica; Professor Titular no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Cf. DEMERSAY, Alfred. \u201cEl doctor Francia, Dictador del Paraguay.\u201d\u00a0<em>RENGGER<\/em>; CARLYLE; DEMERSAY.\u00a0<em>El doctor Francia. <\/em>Asunci\u00f3n: El Lector, 1987; RENGGER, J.R. \u201cEnsayo hist\u00f3rico sobre la revoluci\u00f3n del Paraguay\u201d.\u00a0<em>RENGGER<\/em>; CARLYLE; DEMERSAY.\u00a0<em>El doctor Francia<\/em><em>. <\/em>Ob.cit.; ROQU\u00c9, Julio R. C. &amp; ROMA\u00d1ACH, Alfredo B.\u00a0<em>El Paraguay en 1857<\/em>: un viaje in\u00e9dito de Aim\u00e9 Bonpland. Asunci\u00f3n: UNP\/Servilibro, 2006; THOMPSON, George.\u00a0<em>La guerra del Paraguay<\/em>: acompa\u00f1ada de un bosquejo hist\u00f3rico del pa\u00eds y con notas sobre la ingenier\u00eda militar. Buenos Aires: Americana, 1869.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref2\">[2]<\/a> Cf. DOMINGUEZ, Manuel.\u00a0<em>El alma de la Raza. <\/em>Buenos Aires: Ayacucho, 1946; DOMINGUEZ, Manuel.\u00a0<em>El Paraguay<\/em>: sus grandeza y sus glorias. Buenos Aires: Aycucho, 1946; CANCOGNI, Manlio e Boris, Ivan.\u00a0<em>Solano L\u00f3pez<\/em>:\u00a0<em>O Napole\u00e3o do Prata<\/em>. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1975. 260 pp.; CHIAVENATTO, J\u00falio Jos\u00e9.\u00a0<em>Genoc\u00eddio americano<\/em>: a guerra do Paraguai. 21 ed. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref3\">[3]<\/a> Cf. DORATIOTO, Francisco.\u00a0<em>Maldita Guerra<\/em>: nova hist\u00f3ria da Guerra do Paraguai. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2002.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref4\">[4]<\/a> DOMINGUEZ, Manuel.\u00a0<em>El alma de la Raza. <\/em>Ob.cit.; DOMINGUEZ, Manuel.\u00a0<em>El Paraguay<\/em>: sus grandeza y sus glorias. Ob.cit.; O\u00b4LEARY, Juan E[miliano]. [1879-1969]\u00a0<em>El Mariscal Solano L\u00f3pez. <\/em>3 ed. Asunci\u00f3n: Paraguay, 1970. [1ed 1922; 2ed 1925, corrigida e aumentada].<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref5\">[5]<\/a> POMER, Le\u00f3n.\u00a0<em>La guerra del Paraguay<\/em>: Estado, pol\u00edtica y negocios. Buenos Aires: Colihue, 2008 [1\u00aa ed., 1968]; RIVERA, Enrique.\u00a0<em>Jos\u00e9 Hern\u00e1ndez y la Guerra del Paraguay<\/em>. Buenos Aires: Colihue, 2007. 96. Pp. [1\u00aa ed., 1954]; PE\u00d1A, Milciades.\u00a0<em>La era de Mitre<\/em>: de Caseros a la Guerra de la Triple Infamia. 3 ed. Buenos Aires: Fichas, 1975.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref6\">[6]<\/a> Cf., entre outros: CERQUEIRA, Gal. Dion\u00edsio [Evangelista de Castro]. [1847-1910]\u00a0<em>Reminisc\u00eancia da Campanha do Paraguai. <\/em>[1865-1870]. Rio de Janeiro: Biblioteca do Ex\u00e9rcito, 1980. [1 ed. 1910.]; CUNHA, cel. Maur\u00edlio da.\u00a0<em>Guerra do Paraguai. <\/em>Campos dos Afonsos: Escola da Aeron\u00e1utica, 1946.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref7\">[7]<\/a> MENDES, Raimundo Teixeira.\u00a0<em>Benjamin Constant<\/em>: esbo\u00e7o de uma aprecia\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica da vida e da obra do Fundador da Rep\u00fablica Brazileira. Edi\u00e7\u00e3o commemorativa do Primeiro Centen\u00e1rio do seu nacimento, 18 de outubro de 1936. Imprensa Nacional: Rio de Janeiro, 1936.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref8\">[8]<\/a> ANDRADA E SILVA, Raul de.\u00a0<em>Ensaio sobre a ditadura do Paraguai<\/em>: 1814-1840. S\u00e3o Paulo: Cole\u00e7\u00e3o Museu Paulista, 1978. 267 pp.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref9\">[9]<\/a> DORATIOTO, Francisco.\u00a0<em>Maldita Guerra<\/em>: nova hist\u00f3ria da Guerra do Paraguai. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2002. 615 p.; CHIAVENATTO, J\u00falio Jos\u00e9.\u00a0<em>Genoc\u00eddio americano<\/em>: a guerra do Paraguai. Ob.cit.; MAESTRI, M\u00e1rio. A Guerra Contra o Paraguai<strong>: <\/strong>Hist\u00f3ria e Historiografia: Da instaura\u00e7\u00e3o \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica [1871-2002]. http:\/\/nuevomundo.revues.Org \/55579.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref10\">[10]<\/a> Cf. CARAVAGLIA, Juan. Um modo de produ\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1rio: a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das comunidades guaranizadas durante os s\u00e9culos XVII-XVIII na forma\u00e7\u00e3o regional alto peruano-rioplatense. GEBRAN, Philomena (org.)\u00a0<em>Conceito de modo de produ\u00e7\u00e3o. <\/em>Rio de Janeiro: Paz &amp; Terra, 1978. Pp. 247-75; SORIANO, Waldemar E. [Org.]<em>Los modos de producci\u00f3n en le Imperio de los Incas. <\/em>Lima: Amaru, 1981; SOFRI, Gianni.\u00a0<em>O modo de produ\u00e7\u00e3o asi\u00e1tico<\/em>: hist\u00f3ria de uma controv\u00e9rsia marxista. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977; ASSADOURIAN, C. S.\u00a0<em>et alii<\/em>.\u00a0<em>Modos de producci\u00f3n en Am\u00e9rica Latina<\/em>. 3.ed. Buenos Aires: Cuadernos de Pasado y Presente, 1975; GORENDER, J.\u00a0<em>O escravismo colonial<\/em>. 6.ed. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1992; GODELIER, Maurice.\u00a0<em>Sobre as sociedades pr\u00e9-capitalistas. <\/em>Lisboa: Seara Nova, 1976; MEILLASSOUX, Claude.\u00a0<em>Mulheres, celeiros &amp; capitais<\/em>. Porto: Afrontamento, 1977.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref11\">[11]<\/a> WHITE, Richard Alan.\u00a0<em>La primera revoluci\u00f3n popular en America<\/em>: Paraguay (1810-1840). 2 ed. Asunci\u00f3n: Carlos Schauman, 1989.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref12\">[12]<\/a> CREYDT, Oscar.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>3 ed. Asunci\u00f3n: Paraguay, 2007. Pp. 47-119; VILABOY, Sergio Guerra.\u00a0<em>Cinco siglos de historiograf\u00eda latinoamericana. <\/em>La Habana: Ciencias Sociales, 2009.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref13\">[13]<\/a> CORONEL, Bernardo.\u00a0<em>Breve interpretaci\u00f3n marxista de la historia paraguaya. <\/em>(1537-2011). Asunci\u00f3n: Arandur\u00e3; Base, 2011. P. 140 e 192.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref14\">[14]<\/a> CORONEL, Bernardo.\u00a0<em>Breve interpretaci\u00f3n marxista de la historia paraguaya. <\/em>(1537-2011). Asunci\u00f3n: Arandur\u00e3; Base, 2011.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref15\">[15]<\/a> CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. P. 49.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref16\">[16]<\/a> LAPA, Jos\u00e9 Roberto do Amaral [Org.].\u00a0<em>Modos de Produ\u00e7\u00e3o e realidade brasileira<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1980. p. 11.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref17\">[17]<\/a> Cf. BAGU, Sergio.\u00a0<em>Estructura social de la colonia. <\/em>Buenos Aires: Ateneo, 1952; MORENO, Nahuel.\u00a0<em>Cuatro tesis sobre la colonizaci\u00f3n espa\u00f1ola y portuguesa. <\/em>Buenos Aires: Estrategia, 1954; FRANK, A.G.\u00a0<em>Capitalismo e subdesarrollo en la Am\u00e9rica Latina<\/em>, de 1967; MARINI, Ruy M.\u00a0<em>El subdesarrollo y la Revoluci\u00f3n, de<\/em> 1969; e\u00a0<em>Dial\u00e9ctica de la dependencia<\/em>, de 1973.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref18\">[18]<\/a> TOURON, Lucia Sala de &amp; ELOY, Rosa Alonso.\u00a0<em>El Uruguay comercial, pastoril y caudillesco<\/em>: Tomo I: la econom\u00eda. Montevideo: Banda Oriental, 1986; Tomo II: sociedad, pol\u00edtica e ideolog\u00eda. Montevideo: Banda Oriental, 1991.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref19\">[19]<\/a> TOURON, Luc\u00eda Sala; TORRE, Nelson de la; RODR\u00cdGUEZ, Julio C.\u00a0<em>Artigas: <\/em>tierra y revoluci\u00f3n. Montevideo: Arca, 1967. p. 17.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref20\">[20]<\/a> CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. P. 61\u00a0; SAEGER, James. Supervivencia y abolici\u00f3n: la\u00a0<em>encomienda<\/em> paraguaya del siglo dieciocho. COONEY, J.W. &amp; WHIGHAM, T.L. (Org.)\u00a0<em>Campo y frontera<\/em>: El Paraguay al fin de la era colonial. Asunci\u00f3n: Paraguay, 2006.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref21\">[21]<\/a> CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. P. 63.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref22\">[22]<\/a> Id.ib. p.77.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref23\">[23]<\/a> Id.ib.p.77.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref24\">[24]<\/a> Id.ib. p.70.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref25\">[25]<\/a> Id.ib.p.73.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref26\">[26]<\/a> Id.ib. 72.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref27\">[27]<\/a> Cf. KERN, Arno.\u00a0<em>Miss\u00f5es<\/em>: uma utopia pol\u00edtica. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982; PORTO, Aur\u00e9lio.\u00a0<em>Hist\u00f3ria das miss\u00f5es orientais do Uruguai. <\/em>Porto Alegre: Selbach, 1954. I e II; SEVERAL, Rejane da Silveira.\u00a0<em>A Guerra Guaran\u00edtica.<\/em>Porto Alegre: Martins Livreiro, 1995.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref28\">[28]<\/a> CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. p.78.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref29\">[29]<\/a> Loc.cit.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref30\">[30]<\/a> L\u00d3PEZ, Rodrigo.\u00a0<em>La revoluci\u00f3n de Mayo<\/em>: entre el monopolio y el libre comercio. Buenos Aires; Madres de Plaza de Mayo, 2010. 320 pp.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref31\">[31]<\/a> CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. p.68; PASTORE, Carlos.\u00a0<em>La lucha por la tierra em el Paraguay. <\/em>3 ed. Corr. Asunci\u00f3n: Intercontinental, 2008.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref32\">[32]<\/a>. Id.ib. p.81.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref33\">[33]<\/a> Id.ib.p.82.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref34\">[34]<\/a> Id.ib. pp.65.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref35\">[35]<\/a> Id.ib.p.83.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref36\">[36]<\/a> Id.ib.p.84.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref37\">[37]<\/a> Loc.cit.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref38\">[38]<\/a> Id.ib.p.91.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref39\">[39]<\/a> Id.ib.p.88.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref40\">[40]<\/a> Id.ib.p.93.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref41\">[41]<\/a> Id.ib.p.95.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref42\">[42]<\/a> Id.ib.p.94.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref43\">[43]<\/a> Id.ib. p. 95.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref44\">[44]<\/a> Id.ib.p.97.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref45\">[45]<\/a> Id.ib.p.95.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref46\">[46]<\/a> Id.ib.p.97.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref47\">[47]<\/a> Loc.cit.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref48\">[48]<\/a> Id.ib.p.98.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref49\">[49]<\/a> Cf. CONRAD, R.\u00a0<em>Os \u00faltimos anos da escravid\u00e3o no Brasil<\/em>. 1850\u20111888. Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira; Bras\u00edlia, INL, 1975; SCHMIT, Roberto.\u00a0<em>Los limites del progreso<\/em>: expansi\u00f3n rural em los origines del capitalismo rioplatense: Entre R\u00edos 1852-1872. Buenos Aires: Siglo XXI, 2008. [Historia del capitalismo agrario, V].<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref50\">[50]<\/a> CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. p.99.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref51\">[51]<\/a> MAESTRI, M\u00e1rio. \u201cC\u00edrculo de Ferro<strong>. <\/strong>Milc\u00edades Pe\u00f1a e o capitalismo pastoril argentino.\u201d MAESTRI, M\u00e1rio &amp; ESSELIN, P. &amp; QUEVEDO, J\u00falio. (Org.)\u00a0<em>Pe\u00f5es, vaqueiros &amp; cativos campeiros. <\/em>Estudos sobre a economia pastoril no Brasil. Passo Fundo: EdiUPF, 2010. V.3.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref52\">[52]<\/a> PE\u00d1A, Milc\u00edades.\u00a0<em>El para\u00edso terrateniente<\/em>: federales y unitarios la civilizaci\u00f3n del cuero. Buenos Aires: Fichas, 1972. P. 18; CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. P.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref53\">[53]<\/a> PE\u00d1A, Milc\u00edades.\u00a0<em>La era de Mitre<\/em>: de Caseros a la Guerra de la Triple Infamia. 3 ed. Buenos Aires: Fichas, 1975. P.57.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref54\">[54]<\/a> CREYDT.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. p. 99.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref55\">[55]<\/a> CORONEL, Bernardo.\u00a0<em>Breve interpretaci\u00f3n [&#8230;]. <\/em>obcit. P. 77.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Carolina\/01-CARO-2012\/1_Texto\/Ariadna\/2012\/Ponencias%20Paraguay\/3-MARIO%20MAESTRI.doc#_ftnref56\">[56]<\/a> CREYDT, O.\u00a0<em>Formaci\u00f3n hist\u00f3rica de la naci\u00f3n paraguaya. <\/em>Ob.cit. p. 101<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ariadna Tucma Revista Latinoamericana.\u00a0N\u00ba\u00a0. 7. Marzo 2012-Febrero 2013 &#8211; Volumen I<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Publicado por \u00a9www.ariadnatucma.com.ar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Contacto: info@ariadnatucma.com.ar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Maestri** Asunci\u00f3n del Paraguay. Foto: Carolina Crisorio \u00a0 I. A singularidade da Forma\u00e7\u00e3o Social Paraguai \u00a0 \u00c9 dado hist\u00f3rico consensual a singularidade do Paraguai, constru\u00edda a partir da Independ\u00eancia, em 1811, sobretudo durante o longo per\u00edodo francista [1813-1840], com continuidade ao menos relativa na era lopista [1844-1870]. Singularidade dissolvida pelo re-ordenamento do pa\u00eds, em &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/?p=2434\" class=\"more-link\">Seguir leyendo<span class=\"screen-reader-text\"> \u00abLa singularidad del Estado Francista: una lectura de Oscar Creydt*\u00bb<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57,3],"tags":[263,209],"class_list":["post-2434","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ciencias-sociales","category-historia","tag-gaspar-de-francia","tag-paraguay","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2434"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7892,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2434\/revisions\/7892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ariadnatucma.com.ar\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}